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sábado, 22 de fevereiro de 2025

Jornal aponta fragilidades de denúncia contra Jair Bolsonaro "Vontade prevalece sobre a lei", segundo editorial

 

Paulo Gonet, procurador-geral da República Foto: Leobark Rodrigues, Leonardo Prado/SECOM/MPF

Nesta quinta-feira (2o), o jornal Gazeta do Povo se manifestou sobre a denúncia que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas por um suposto plano de golpe de Estado entre 2021 e 2023. O editorial aponta fragilidades da denúncia contra Bolsonaro.

– Na terça-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e pouco mais de 30 outras pessoas, a maioria das quais militares da ativa ou da reserva, mas também alguns civis, como assessores do ex-presidente ou ocupantes de certos cargos durante o seu governo. A entrega da denúncia é o passo seguinte depois que a Polícia Federal havia pedido, no fim de novembro de 2024, o indiciamento de Bolsonaro e outras 36 pessoas por uma suposta trama golpista, com o objetivo de impedir a posse de Lula e manter Bolsonaro no poder. A PGR deixou de fora 11 nomes da lista da PF, mas incluiu outros quatro, como o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques – iniciou.

– Tanto a continuidade do processo, da maneira como ele vem sendo conduzido, quanto o próprio conteúdo da denúncia, no entanto, mostram que todas as fragilidades que vêm sendo apontadas desde a deflagração da Operação Tempus Veritatis, em fevereiro de 2024, seguem inalteradas, quando não agravadas. Em inúmeras ocasiões neste espaço, a Gazeta do Povo lembrou que a violação do princípio do juiz natural tem sido sistemática também neste caso, já que nenhum dos agora denunciados tem prerrogativa de foro. Além disso, o fato de o ministro Alexandre de Moraes ter sido apontado como possível vítima de um suposto complô para assassiná-lo o torna impedido de relatar e julgar o caso – por mais que o STF tenha decidido o contrário em dezembro do ano passado, em outra de suas decisões em que a vontade prevalece sobre a lei.

O jornal questiona ainda que “defesa da democracia” é esta que atropela conquistas civilizatórias como são os princípios básicos da persecução penal. Para o veículo, “a denúncia também faz pouco caso de outro princípio básico do Direito Penal, o da individualização da conduta, no qual um réu só pode ser condenado pelos crimes que efetivamente tenha cometido”.

– Neste sentido, a imputação, a Bolsonaro e a vários outros, dos crimes de dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado – uma alusão evidente ao 8 de janeiro de 2023 – soam totalmente descoladas da realidade. E mesmo o restante da denúncia, com a atribuição de crimes contra o Estado Democrático de Direito ao ex-presidente e a seu entorno, torna-se extremamente problemática caso se queira levar a sério o Código Penal, especialmente seu artigo 15.

O texto aponta que “tanto a lei quanto a jurisprudência não consideram puníveis nem a cogitação, nem mesmo os atos preparatórios para um crime, a não ser que esses mesmos atos já sejam crimes em si mesmos”.

– Redigir minutas e fazer reuniões, no entanto, não são atos que a lei proíba. Por mais graves que possam ter sido as ideias levantadas pelo grupo ora denunciado, trata-se de um caso de “desistência voluntária”, prevista no artigo 15 do Código Penal e que impede a responsabilização criminal, exceto “pelos atos já praticados”, caso fossem crimes – o que, repetimos, não é o caso. Além disso, a denúncia e algumas circunstâncias que vieram a público após a entrega do documento ao STF mostram que estamos diante de mais fragilidades que apenas ressaltam a hipocrisia – não há outra palavra melhor – de muitos dos críticos da Operação Lava Jato, incluindo aqueles encastelados no Supremo.

O editorial conclui que “prender pessoas por crimes jamais tentados, baseando-se em delações obtidas em circunstâncias suspeitas, é apenas fazer uma demonstração de força que em nada ajuda a proteger a democracia”.

FONTE:PLENO NEWS

Queiroga sobre denúncia da PGR: “Julgamento será feito pelo povo” Ex-ministrou saiu em defesa de Jair Bolsonaro

Marcelo Queiroga e Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga criticou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o “julgamento final será feito pelo povo”. A declaração foi feita nas redes sociais na quarta-feira (19), após o procurador-geral Paulo Gonet apontar Bolsonaro como líder de uma tentativa de golpe de Estado.

– Os que denunciam Bolsonaro estão umbilicalmente ligados aos que tiraram Lula da cadeia, por intermédio de instrumento jurídico questionável, depois dele ter sido condenado em três instâncias do Judiciário brasileiro. Ou seja, uma vergonha que nada tem a ver com lei, direito e muito menos justiça – escreveu Queiroga.

– Os brasileiros sabem muito bem disso, tanto que a desaprovação ao desgoverno Lula e seus comparsas, que voltaram à cena do crime, conforme já previa o sr. Geraldo Alckmin, é assustadora.

Queiroga disse também que a “denúncia inepta não surpreende absolutamente ninguém”, e divulgou uma reportagem de 2017, quando a Câmara conseguiu rejeitar uma denúncia da PGR contra o então presidente Michel Temer, que foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça.

FONTE:PLENO NEWS


Michelle critica preços altos dos alimentos: “Governo dos ímpios” Ex-primeira-dama acredita que a população vai conseguir comparar os dois governos

 

Michelle Bolsonaro Foto: Instagram @wess.guimaraes

Nesta sexta-feira (21), durante o primeiro Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal (PL), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comentou do sofrimento da população brasileira diante do aumento dos preços dos alimentos.

Em seu entendimento, a triste realidade vai servir para mostrar aos cidadãos como é um governo de justos e um governo de ímpios, se referindo à gestão anterior, liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

– Deus permitiu este momento para que a gente pudesse comparar entre o governo justo e o governo do ímpio. Sabemos que quando justo governa, o povo se alegra e quando o ímpio governa, o povo geme. E é isso que nós estamos vivendo – afirmou ela citando Provérbios 29:2.

Michelle chamou de “crueldade” a forma como o governo Lula tem mexido com o prato das famílias, principalmente as mais simples, e que isso será usado para poder comparar entre os dois modelos de governo.

Ao falar de seu marido, a líder do PL Mulher disse que ele não tem projeto de poder e que se colocou para disputar a presidência “por paixão pelo nosso Brasil”, decisão essa que interferiu na vida de toda a família.

– Ele sabe do potencial que o nosso Brasil tem e é por isso que ele está aqui. Passando por tantas dificuldades e por tantas perseguições, nunca mais tivemos um dia em paz – declarou Michelle.

E continuou:

– Mas louvado seja Deus, porque nessa luta, nesses dias tão difíceis, o Senhor tem nos forjado.

FONTE PLENO NEWS

Cidade cancela carnaval por caso de jovem morta ao sair da igreja Anúncio foi feito pelo prefeito de Quixeramobim

 

Natany Alves Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nesta quinta-feira (20), o prefeito de Quixeramobim (CE), Cirilo Pimenta (PSB), anunciou que o carnaval na cidade foi cancelado. A decisão ocorre por causa do caso de uma jovem que foi assassinada no município.

Natany Alves tinha 20 anos e foi sequestrada ao sair de uma igreja evangélica, no último domingo (16). O desfecho foi trágico: ela foi assassinada a pedradas e encontrada horas depois.

Em solidariedade à família e aos amigos de Natany, não haverá carnaval da cidade.

– Tomei a decisão de que não vamos fazer Carnaval. A Prefeitura Municipal vai suspender, em respeito à própria família e à opinião quase que unânime da população, que pediu para suspender o Carnaval. E nós vamos atender. Vamos deixar para outra oportunidade, mais pra frente – explicou o prefeito.

Pimenta se manifestou por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais.

 

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Uma publicação compartilhada por Cirilo Pimenta (@cirilo_pimenta)

SP: Justiça Eleitoral torna Pablo Marçal inelegível por 8 anos A decisão atende a duas ações movidas pelo PSOL

Pablo Marçal Foto: EFE/ Isaac Fontana

Nesta sexta-feira (21), o Tribunal Regional Eleitoral de São (TRE-SP) decidiu tornar inelegível por 8 anos Pablo Marçal (PRTB), ex-candidato à Prefeitura de São Paulo. A Justiça Eleitoral entendeu que o empresário cometeu abuso de poder econômico durante a campanha.

A decisão, assinada pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorz, atende a dois pedidos feitos pelo PSOL, de Guilherme Boulos, se refere a uma campanha de Marçal que oferecia apoio a candidatos a vereador de partidos de direita em troca de doações por Pix.

– Ficou demonstrado que o réu Pablo Marçal ofereceu apoio político por meio de vídeo para impulsionar campanha eleitoral de candidatos a vereador (que não estivessem em partidos de esquerda) em troca de doação do valor de 5.000 reais para sua campanha eleitoral – escreveu o magistrado.

Como ficou comprovado nos autos que essas doações realmente aconteceram, o juiz entendeu que a campanha de Marçal violou as leis eleitorais, praticando abuso de poder.

FONTE:PLENO NEWS

EUA: Advogado de Trump diz que Moraes ignorou canais oficiais Plataforma Rumble questiona validade de ordem judicial do ministro brasileiro

 

Martin De Luca Foto: YouTube CNN Brasil

Durante entrevista à CNN, o advogado Martin De Luca afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não usou os meios oficiais para notificar a plataforma de vídeos Rumble, a fala ocorreu na quarta-feira (19). De Luca representa a Rumble e a Trump Media & Technology Group, empresa de mídia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo ele, a notificação foi enviada a ex-advogados da Rumble no Brasil e, depois, por email para a sede da empresa na Flórida, mas nenhuma dessas formas seria válida nos EUA.

O advogado explicou que há três vias legais para pedidos judiciais entre Brasil e Estados Unidos: o Tratado de Assistência Legal Mútua (MLAT), a Convenção da Haia e as Cartas Rogatórias. Nenhuma delas teria sido usada pelo ministro.

– Na história dos EUA recente, que a gente possa identificar até agora, não identificamos nenhum outro caso no qual um ministro, um juiz estrangeiro, encaminha mandados diretamente a empresas americanas, sem cumprir com os canais oficiais para que as autoridades americanas deem consentimento àqueles mandados – declarou.

As empresas acusam Moraes de censura e violação da legislação americana. Segundo o jornal New York Times, a ação foi movida sob a alegação de que o ministro ordenou a remoção de contas de brasileiros alinhados à direita, o que poderia afetar a visibilidade desses perfis nos EUA.

De Luca afirmou que pedirá uma liminar para impedir que empresas americanas tenham que cumprir decisões do ministro que não sigam os canais diplomáticos adequados. Até o momento, Moraes não se pronunciou sobre o caso.

FONTE:PLENO NEWS

Alexandre de Moraes manda suspender Rumble no Brasil Alegação é que a empresa não tem representante no país

 


“O ápice dessa instrumentalização contribuiu para a tentativa de golpe de Estado e atentado contra as Instituições democráticas ocorrido em 8/1/2023 – Festa da Selma – , como se vê no trechos destacados constantes em votos por mim proferidos nas mais de 237 condenações em ações penais já julgadas pelo plenário”, completou.

A decisão de Moraes ocorre no momento em que o grupo de mídia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Rumble recorreram à Justiça norte-americana para acusar o ministro de “censurar” as plataformas e suspender contas de usuários.

Efetivação
Para efetivar a decisão, Moraes determinou a intimação do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Manuel Baigorri, para adoção das medidas necessárias no prazo de 24 horas.

A suspensão terá validade até que todas as ordens anteriores de suspensão de perfis sejam cumpridas, as multas já aplicadas sejam pagas e o representante legal no Brasil seja constituído, conforme determina a legislação.“Chris Pavlovski confunde liberdade de expressão com uma inexistente liberdade de agressão, confunde deliberadamente censura com proibição constitucional ao discurso de ódio e de incitação a atos antidemocráticos, ignorando os ensinamentos de uma dos maiores liberais em defesa da liberdade de expressão da história, John Stuart Mill”, disse Moraes.

Processo
A suspensão foi feita no processo no qual foi determinada a prisão e a extradição do blogueiro Allan dos Santos, acusado de disseminar ataques aos ministros da Corte. Atualmente, ele mora nos Estados Unidos.

Segundo Moraes, apesar da determinação da suspensão dos perfis nas redes sociais, Allan continua criando novas páginas para continuar o “cometimento de crimes”.

O ministro também acrescentou que o Rumble tem sido utilizado para “divulgação de diversos discursos de ódio, atentados à democracia e incitação ao desrespeito ao Poder Judiciário nacional”.

FONTE:PLENO NEWS


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