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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Ministro do TCU diz que vai faltar dinheiro para pagar aposentados Descontrole da dívida pública é o principal fator, segundo Augusto Nardes

 

Prédio do Tribunal de Contas da União Foto: Saulo Cruz
O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou que a economia brasileira está colapsando e que aposentados e pensionistas do INSS podem ficar sem o benefício. A situação alarmante, se dá pelo crescimento da dívida pública, que passou de 72% para 83% do PIB na atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Análises apresentadas por membros do TCU indicam a existência de despesas executadas fora do Orçamento da União. As estimativas financeiras apontam que esses valores já alcançam R$ 326 bilhões, exigindo rigoroso acompanhamento da Corte.

A atual situação fiscal, segundo o ministro, é comparável às pedaladas fiscais cometidas pela então presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, que levaram a consumação do seu impeachment. Relatórios técnicos reforçam a importância de manter a integridade nos relatórios financeiros do Poder Executivo para assegurar a estabilidade da economia.

— Houve manipulação lá atrás nas contas da presidente [Dilma] e volta a acontecer — afirmou Nardes.

O parecer sobre a prestação de contas do governo Lula este ano incluirá apontamentos sobre a Previdência Social. Os números oficiais compilados indicam a presença de um déficit orçamentário na ordem de R$ 404 bilhões na estrutura do sistema previdenciário.

— Não temos mais economia suficiente nem para pagar os aposentados hoje, e quem dirá futuramente — declarou o ministro.

A aproximação da definição eleitoral amplia o debate técnico sobre a necessidade de reformas fiscais na administração pública. Especialistas do setor econômico ressaltam a urgência de contenção nos gastos para equilibrar os compromissos obrigatórios e o orçamento nacional.

A manutenção da trajetória atual de despesas pode limitar a margem de investimentos do Estado nos próximos anos. O controle dos custos públicos é visto por analistas como medida central para evitar o travamento de repasses para serviços básicos à população.

FONTE:PLENO NEWS

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Zanin toma posse no TSE a três dias do 1º turno das eleições Ministro assume vaga de ministro substituto

 

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Cristiano Zanin, ministro do STF Foto: Carlos Moura/SCO/STFministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu nesta quinta-feira (1º), a três dias do 1º turno das eleições, a vaga de ministro substituto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar de ter sido escolhido para este novo período no dia 3 de setembro, a cerimônia foi marcada quase um mês depois pelo presidente Kassio Nunes Marques.

Em agosto de 2024, Cristiano Zanin garantiu a cadeira provisória pela primeira vez. O lugar permaneceu vazio até o retorno do próprio Zanin. No evento de posse, Ricardo Villas Bôas Cueva assumiu como corregedor-geral da Justiça Eleitoral, após votação na terça-feira (29).

A Corte Eleitoral possui três cadeiras fixas para o Supremo, ocupadas por Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli. Gilmar Mendes e Flávio Dino completam o trio de suplentes. O grupo também reúne dois membros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas, com reservas.

FONTE:PLENO NEWS

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Vorcaro firmou contrato de R$ 427 milhões com “Turma do KN” Banqueiro tinha como objetivo destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios

 

Kassio Nunes Marques e Daniel Vorcaro Fotos: Fellipe Sampaio/SCO/STF e Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Glob
oOs dados do celular de Daniel Vorcaro compartilhados pela Polícia Federal (PF) com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) revelaram um contrato no valor de R$ 427 milhões entre o banqueiro e um grupo chamado “Turma do KN”. De acordo com as investigações, a sigla faz menção ao ministro Kassio Nunes Marques.
A quantia milionária seria paga ao escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, em nome da advogada Camilla Ramos. Já era de conhecimento da PF que o grupo havia sido contratado pelo Master e agora veio a público o valor do acordo. O contrato foi obtido pelo portal Metrópoles.

As mensagens apontam que o grupo era composto ainda pelo desembargador Newton Ramos, do TRF-1, esposo de Camilla. Newton era o intermediário entre Nunes Marques e Vorcaro, sendo responsável por repassar pedidos do magistrado e atualizar o banqueiro sobre o andamento dos processos.

Outras mensagens obtidas do aparelho de Daniel Vorcaro revelaram solicitações de Nunes Marques, Newton e Camilla como hospedagens em hotel de luxo, viagem de jatinho, camarotes para o carnaval do Rio de Janeiro, ingressos para corridas de Fórmula 1 e até a locação de uma mansão em uma área nobre da capital fluminense para “KN”.

Para que o pagamento fosse feito, era preciso que o grupo obtivesse êxito em 12 ações que renderiam R$ 8,5 bilhões em precatórios a Daniel Vorcaro. Os valores são referentes a títulos de dívidas do governo após o Master adquirir créditos de empresas fechadas do setor sucroalcooleiro, como usinas de açúcar e álcool.

As investigações apontam que Vorcaro cercava ministros da Segunda Turma do STF com o objetivo de agilizar os julgamentos e obter votos favoráveis ao pagamento dos precatórios. É nesse contexto que estaria ligado o nome de Nunes Marques.

Em outras mensagens interceptadas, Camilla Ramos aparece comemorando o voto do ministro que decidiu pelo pagamento de um dos débitos do governo.

— É um excelente voto do ministro Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização — disse.

Além do ministro do TSE, votaram a favor Dias Toffoli e Edson Fachin. Os contrários foram André Mendonça e Gilmar Mendes. Nunes Marques chegou a se declarar inicialmente impedido por ter decidido o caso como vice-presidente do TRF-1, mas se retificou e votou por se tratar de uma tese ampla.

Kassio Nunes Marques e Newton Ramos se manifestaram sobre a divulgação das informações e negaram qualquer irregularidade em tratativas envolvendo Daniel Vorcaro ou o Banco Master.

Leia a nota de Kassio Nunes Marques:
O ministro Kassio Nunes Marques nunca votou a favor de Daniel Vorcaro ou do Banco Master, nunca trocou mensagens com o banqueiro e nem pediu nada a ele. O ministro também nunca autorizou ninguém a falar em nome dele. São irresponsáveis quaisquer tentativas de relacionar a atuação do ministro com os serviços prestados pelo filho ou quaisquer terceiros. Em relação ao processo citado sobre a usina, o ministro Kassio Nunes Marques estava impedido por anotação da Secretaria porque decidiu o caso como vice-presidente do TRF-1. Posteriormente compreendeu que tecnicamente não estava impedido, por se tratar de tese ampla, pediu retificação à Secretaria e acabou votando. Votou diversas vezes no mesmo sentido enquanto estava no TRF-1. Embora na mensagem eles estivessem comemorando o resultado, não se tratava de ação sobre o Master, era uma tese que se aplicaria a diversas empresas.

Leia a nota de Newton Ramos
Esclareço que sou casado com a advogada Camilla Ramos, que atua em causas cíveis para o Banco Master. Vale destacar que mantínhamos relação pessoal com o ex-banqueiro antes dos fatos ora objeto de investigação. Em razão da participação societária na empresa Prime You, o empresário foi consultado sobre a disponibilidade de imóveis e transportes. Tratou-se de situação privada articulada com a profissional que presta serviços para o referido banco, sem qualquer vínculo com funções públicas. Por fim, nunca julguei qualquer causa de interesse do Banco Master.

FONTE:PLENO NEWS

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Ministro do STJ disse a Vorcaro estar “sempre à disposição” Magistrado é corregedor do CNJ

 

Benedito Gonçalves e Daniel Vorcaro Fotos: Alejandro Zambrana/Secom/TSE e Ana
Mensagens extraídas do aparelho celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro indicam contato frequente e cordial com o número atribuído ao ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No dia 17 de maio, logo após a realização de uma festa, o magistrado encaminhou um texto para o empresário. Naquela ocasião, ele o parabenizou pelo evento e saudou Vorcaro. O ex-banqueiro agradeceu e propôs um novo compromisso.

— Boa noite, feliz em rever o amigo. Festa bonita! Parabéns! Ab, Benedito — enviou o ministro.

— Caro amigo, obrigado pelo carinho. Vamos marcar o charuto em Brasília — respondeu Vorcaro.

Os contatos prosseguiram nos meses seguintes. Em 2 de julho, o investigado retomou a comunicação com o juiz e atual corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na oportunidade, ele sugeriu uma agenda em Brasília assim que o integrante da corte retornasse de uma rápida viagem ao Rio de Janeiro.

— Grande amigo, tudo bem? Vamos marcar encontro em Brasília no seu retorno do Rio! — afirmou o banqueiro.

O magistrado respondeu que também estava em viagem, mas que entraria em contato quando retornasse. Ele complementou a mensagem declarando apoio ao ex-banqueiro.

— E aqui, sempre à disposição. Tamo junto sempre — declarou Gonçalves.

O levantamento mostra ainda que o ministro esteve em um evento bancado pelo empresário na cidade de Londres, em abril de 2024. No mesmo período, o magistrado foi a uma degustação de uísque organizada por Vorcaro. No tribunal, ele se declarou impedido para atuar nesses casos judiciais.

Procurado pela Folha por meio das assessorias do STJ e do CNJ, Benedito Gonçalves não se manifestou. A revelação do caso coincide com debates no Supremo Tribunal Federal (STF), nos quais Flávio Dino defendeu notificar juízes citados nos registros do Banco Master.

O acervo completo do celular foi encaminhado pela Polícia Federal aos gabinetes de Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. A medida tenta embasar a análise das interações. Documentos apontam contatos com um instituto de André Mendonça e com os filhos dos ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.

Benedito Gonçalves permanecerá no posto de corregedor do CNJ até 2028. O órgão recebe as variadas denúncias formais contra juízes do país e é responsável por abrir investigações. No discurso de posse, ele assegurou priorizar o diálogo e o rigor técnico para prevenir faltas disciplinares.

FONTE:PLENO NEWS

sábado, 19 de setembro de 2026

Foto mostra Gonet e Vorcaro fumando charuto em Londres A PGR confirmou a autenticidade da foto, mas informou que não comentaria o conteúdo

 

Vorcaro e Gonet fumando charuto em Londres Foto: Reprodução
Novas mensagens divulgadas nesta sexta-feira (17) mostram uma foto do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante uma confraternização em Londres, no Reino Unido. Na imagem, os dois aparecem próximos, enquanto Gonet segura um charuto diante de uma mesa com copos de uísque.
A fotografia foi enviada pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, a Vorcaro em 19 de junho de 2025. Na mensagem, Soares afirmou que a imagem havia sido enviada pelo próprio Gonet. A Procuradoria-Geral da República confirmou a autenticidade da foto, mas informou que não comentaria o conteúdo.

Segundo pessoas próximas, Gonet afirma que o registro foi feito em abril de 2024 e que a imagem não indicaria proximidade pessoal com Vorcaro. Naquele período, o banqueiro havia patrocinado um evento privado de degustação de uísque Macallan em Londres. As informações são do O Globo.

As mensagens envolvendo Gonet foram incluídas em um relatório da Polícia Federal que também cita conversas de Vorcaro com outras autoridades. O documento teve o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e passou a ser discutido pelo plenário da Corte.Durante o julgamento, Mendonça afirmou que não fazia juízo de valor sobre Gonet e avaliou que as informações relacionadas ao procurador-geral tinham natureza diferente de outros diálogos encontrados pela PF.

– Aqui não estou fazendo juízo de valor em relação ao procurador-geral, até porque as informações que vieram, são informações, na minha avaliação, de outra densidade – disse o ministro durante o julgamento no STF.

Gonet também declarou que seu único encontro com Vorcaro ocorreu em abril de 2024, na presença de outras autoridades. Ele classificou o contato como sem relevância pessoal.– Não tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024. A única ligação intermediada por advogado foi brevíssima e banal. A atuação do Ministério Público Federal em primeiro grau e no Supremo Tribunal Federal (STF) sempre foi pelo total esclarecimento dos fatos e pelo sucesso da persecução penal – disse Gonet.

As conversas também mostram referências a um possível encontro entre Gonet e Vorcaro em Londres, com menções a charuto e ao uísque Macallan. O evento previsto para 2025, porém, acabou cancelado.

Outro trecho do material cita mensagens atribuídas a Gonet sobre Vorcaro e uma possível viagem do filho do procurador-geral a Londres. Os diálogos fazem parte do conjunto de informações apreendidas pela Polícia Federal no celular do banqueiro.

FONTE:PLENO NEWS

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Ela não acordou um dia e decidiu matar um homem com 12 tiros.

 


Ela não acordou um dia e decidiu matar um homem com 12 tiros. Antes daquele dia, ela passou meses presa em um ciclo de violência, foi dopada, violentada, mantida acorrentada e obrigada a suportar outros homens. Quando finalmente conseguiu fugir, ainda passou cerca de um ano e meio sendo perseguida. E, mesmo depois de pedir ajuda repetidamente, ninguém conseguiu impedir que ele chegasse até ela novamente.

A história de Ana Raquel Santos da Trindade começou em 2013, quando ela conheceu Renato Patrick Machado de Menezes em Florianópolis. Ele a convidou para trabalhar como massoterapeuta em um spa que mantinha em Curitiba, e ela aceitou.
Mas, quando chegou ao local, descobriu que aquele spa era, na verdade, uma casa de prostituição.
Segundo o relato apresentado por Ana no processo, Renato a dopou, a trancou em um quarto e praticou violência sexual contra ela. Depois, passou a obrigá-la a se submeter a outros homens. Ela contou que era mantida presa, chegou a ficar acorrentada dentro do quarto e passava dias sem comer.
Ana tentou fugir, mas ele usava uma ameaça devastadora para mantê-la sob controle: dizia que mataria o filho de 4 anos dela e outros familiares caso ela fosse embora.
Depois de aproximadamente seis meses, ela conseguiu escapar e voltou para Florianópolis.
Só que o pesadelo não terminou.
Durante cerca de um ano e meio, Renato continuou perseguindo Ana. Ela registrou 20 boletins de ocorrência contra ele. Só na Delegacia da Mulher foram 15 registros: oito relacionados a violência sexual, três a tentativas de assassinato e quatro a ameaças de morte. Ela também pediu uma medida protetiva, mas teve o pedido negado.
Com medo, Ana colocou grades, cerca elétrica e reforçou a segurança da casa. Mesmo assim, Renato continuou aparecendo.
Cerca de dez dias antes do crime, depois de mais uma invasão, ela decidiu comprar um revólver calibre .32 para se proteger.
Então chegou 16 de novembro de 2014. Ana estava em casa quando ouviu alguém forçando o portão.
Era Renato.
Segundo a versão apresentada por ela, ele entrou novamente em sua propriedade e a ameaçou. Ana correu até o quarto, pegou a arma que estava escondida embaixo do colchão e disparou.
Foram 12 tiros. Nove atingiram Renato.
Ele foi socorrido, mas morreu aproximadamente duas semanas depois.
Ana foi presa e passou 24 dias no Presídio Feminino de Florianópolis. Dois anos depois, em 17 de novembro de 2016, chegou o julgamento.
E o resultado surpreendeu muita gente: Ana foi absolvida por unanimidade pelo júri popular.
Sete testemunhas confirmaram elementos da história apresentada por ela, e o próprio promotor entendeu que a situação havia chegado ao ponto em que ela não tinha mais outra saída. Segundo ele, a Justiça havia falhado ao não protegê-la quando ela pediu ajuda repetidamente.
Quando perguntaram se ela sentia remorso pelos disparos, Ana respondeu que estava aliviada e que preferia viver na prisão a voltar a sofrer toda aquela violência.
Ela não foi absolvida porque os 12 tiros foram ignorados.
Foi absolvida porque o júri considerou todo o contexto de violência, perseguição, ameaças e tentativas anteriores de obter proteção e entendeu que ela havia agido em legítima defesa.
O caso deixou uma pergunta difícil:
quantas vezes uma mulher precisa denunciar que está sendo perseguida e ameaçada antes que alguém realmente a proteja?
FONTE:https://www.facebook.com/photo/?fbid=1401531408832324&set=gm.2093116981326400&idorvanity=1684530815518354

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

CNJ forma maioria para condenar juíza que atuou na Lava Jato Magistrada substituiu Sérgio Moro em Curitiba

 

Gabriela Hardt Foto: Gil Ferreira/ agência CNJ

A juíza federal Gabriela Hardt foi afastada de suas funções por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (4). A medida pune a magistrada, ex-substituta de Sérgio Moro, na Operação Lava Jato, por irregularidades na gestão de recursos de acordos de leniência.

A decisão resultou de um processo administrativo disciplinar (PAD) que apurou sua conduta na 13ª Vara Federal de Curitiba. A punição aprovada pelo colegiado estabelece que Hardt ficará afastada por dois anos, recebendo salário proporcional ao tempo de serviço.

A principal acusação envolve a tentativa de criar uma fundação privada com R$ 2,5 bilhões recuperados pela Lava Jato. A magistrada foi punida por homologar o acordo que viabilizaria a entidade, a qual seria gerida por membros da própria força-tarefa.

Investigações apontam que a juíza discutiu os termos do acordo com procuradores, como Deltan Dallagnol, via WhatsApp antes da apresentação oficial. A homologação ocorreu rapidamente e sem a participação da União, apontada como a real titular dos valores.

O relator do caso, conselheiro Rodrigo Badaró, destacou que a juíza baseou sua decisão na urgência alegada pelas partes, sem consultar órgãos competentes. Ele afirmou que a homologação exigia “diligências institucionais mínimas” antes de ser assinada.

Apesar de a defesa provar que não houve busca por enriquecimento ilícito pessoal, o CNJ concluiu que a responsabilidade funcional de Hardt não foi afastada. Para o conselho, as atitudes da magistrada configuraram “grave violação dos deveres do cargo”.

FONTE:PLENO NEWS

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Master: PF detalha organização criminosa liderada por Vorcaro A corporação dividiu o grupo em núcleos e áreas de atuação

 

Daniel Vorcaro Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo

A Polícia Federal (PF) enviou uma representação ao Supremo Tribunal Federal (STF), com detalhes sobre a organização criminosa liderada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde maio no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master

Com base nas investigações, os agentes dividiram o grupo em núcleos de atuação, que vão desde a área financeira até a ala responsável por intimidar inimigos e invadir sistemas de informação. A PF nomeou os grupos como “Os Meninos” e “A Turma”.

A Turma era a responsável por ameaçar pessoalmente, invadir instituições e até agredir desafetos e inimigos de Daniel Vorcaro. O grupo era liderado pelo policial federal Marilson Roseno da Silva. Os colegas de farda Anderson Wander da Silva Lima, Sebastião Monteiro Júnior (aposentado) e um outro agente que não teve a identidade revelada também faziam parte do grupo.

Além dos servidores, também havia um núcleo atuante no Rio de Janeiro, liderado pelo empresário Manoel Mendes Rodrigues, o “Manolo Dom”. Segundo a PF, ele é articulador do Jogo do Bicho e comandava um grupo de cerca de seis pessoas, chamado de “O pessoal do Rio” dentro da organização.

Os Meninos era o grupo responsável pelos crimes virtuais, como invasão de sites e dispositivos eletrônicos, além de monitoramento online de alvos de interesse. O grupo era composto por hackers e era liderado por David Henrique Alves. Atuavam com ele: Victor Lima Sedlmaier, Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos e Katherine Venancio Teles.

Os cargos mais próximos do líder Daniel Vorcaro eram ocupados por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, responsável por fazer a ponte com os dois grupos já mencionados. Além disso, Vorcaro contava com os trabalhos de três operadores financeiros: Fabiano Campos Zettel, Ana Claudia Queiroz de Paiva e Henrique Vorcaro, pai do banqueiro.

Além dos grupos, um casal de policiais federais também é investigado: Valéria Vieira Pereira da Silva e o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva. De acordo com as investigações, eles teriam acessado dados sigilosos da PF e repassado à quadrilha, por meio de Marilson. Ela não apresentou justificativa para acessar as informações.

Veja o organograma divulgado pela PF:


Organograma da quadrilha de Vorcaro Foto: Divulgação/PF
Fonte:pleno news

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Vorcaro tentou acionar chefes da PF e da PGR antes de prisão Novas informações foram divulgadas pelo STF

 

Daniel Vorcaro Foto: reprodução/Youtube (@valoreconomico)

Uma petição divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (16) aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tentou acionar integrantes da cúpula da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) dias antes de ser preso na Operação Compliance Zero, em novembro de 2025.

De acordo com a investigação, Vorcaro orientou um interlocutor a procurar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O objetivo seria evitar o que ele chamou de “alguma sacanagem” por parte de subordinados dos dois órgãos.

No documento, a PF registra:

– Daniel Bueno Vorcaro também afirmou ser importante que o interlocutor reforçasse, junto a Andrei (provavelmente Andrei Augusto Passos Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal) e Paulo (provavelmente Paulo Gustavo Gonet Branco, Procurador-Geral da República), a necessidade de impedir que subordinados, dentro das estruturas hierárquicas da PF e do MPF, praticassem “alguma sacanagem”, pois, segundo ele, “aí vai tudo pro saco”.

Segundo os investigadores, a conversa estaria registrada no bloco de notas do ex-banqueiro. O nome do interlocutor não foi divulgado.

A PF afirma ainda que Vorcaro teve acesso antecipado a informações da investigação. Conforme a apuração, ele soube dois dias antes da operação sobre a Notícia de Fato do Ministério Público Federal que deu origem ao caso, além de conhecer o juiz e a vara responsáveis pela análise das medidas cautelares.

Vorcaro teria dito que as informações partiram de pessoas ligadas ao Banco Central que participaram de uma reunião reservada com a PF. O encontro contou com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A defesa do ex-banqueiro negou que Vorcaro tenha obtido acesso prévio aos dados da investigação e alegou que as informações chegaram por meio da imprensa. A PF, porém, sustenta que essa versão não é compatível com a cronologia dos fatos e afirma que o próprio Vorcaro teria repassado informações a um jornalista.

Os investigadores também apontaram movimentações do então advogado de Vorcaro, Walfrido Warde. Após mais de seis meses sem contato, os dois trocaram diversas mensagens no dia da operação.

Segundo a PF, Warde chegou a alinhar uma petição com o cliente antes mesmo da decisão judicial que determinou a prisão.

– O comportamento, marcado por ligações sucessivas, mensagens insistentes e preocupação com horário de deslocamento, reforça o indicativo de que DV [Daniel Vorcaro] tinha consciência de que medidas relevantes seriam adotadas ainda naquele dia, compatível com o contexto de sua prisão poucas horas depois.

Para a Polícia Federal, o conjunto de elementos reforça a suspeita de que o ex-banqueiro se preparava para fugir. Até o momento, PF e PGR não se manifestaram sobre as informações citadas na petição. As informações são do SBT News.

FONTE:PLENO NEWS

quinta-feira, 7 de maio de 2026

PF pede ao STF que Vorcaro volte a presídio mesmo após delação Material entregue por Vorcaro não atendeu às expectativas

 

Daniel Vorcaro, após ser preso em Operação Compliance Zero Foto: SAP/ Fotos públicas

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, deve retornar ao Presídio de Segurança Máxima Federal. O pedido foi enviado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A solicitação ocorreu há duas semanas, devido à demora na entrega da delação premiada, que aconteceu na última terça-feira (5). Ainda assim, o pedido será mantido, pois o material entregue por Vorcaro não atendeu às expectativas. A informação foi divulgada pelo SBT News.

Os investigadores consideram que os dados coletados nos equipamentos apreendidos pela Polícia Federal, por meio da quebra de sigilo telemático, foram mais reveladores que a própria delação do banqueiro.

O STF havia autorizado a transferência de Daniel Vorcaro para a Superintendência da PF, a pedido de sua defesa, para que houvesse mais privacidade na preparação da delação premiada. A mudança ocorreu no dia 19 de março.

Ainda não está definido se Vorcaro será levado de volta ao presídio onde estava ou se irá para o Complexo Penitenciário da Papuda, também no DF. O pedido foi encaminhado ao gabinete do ministro e relator do caso, André Mendonça.

FONTE:PLENO NEWS

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Advogados reagem após Moraes afastá-los do caso Tagliaferro Ministro instituiu a Defensoria Pública da União para defender seu ex-assessor

 

Eduardo Tagliaferro Foto: Frame de vídeo / Paulo Figueiredo Show

Advogados que atuavam na defesa de Eduardo de Oliveira Tagliaferro divulgaram nesta terça-feira (14) uma nota pública criticando a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a substituição da defesa do perito e nomeou a Defensoria Pública da União (DPU) para atuar no caso.

No comunicado, os advogados Paulo César Rodrigues de Faria e Filipe Rocha de Oliveira afirmam que a medida foi ilegal e dizem ter sido afastados mesmo após atuarem regularmente no processo.

– Repúdio total, veemente e irrestrito aos gravíssimos acontecimentos verificados na ação penal e na defesa técnica de Eduardo Tagliaferro – afirmaram os advogados.

Eles também negaram ter abandonado o caso e disseram que continuaram apresentando recursos e medidas judiciais ao longo da tramitação do processo.

– Não houve renúncia dos advogados, destituição pelo cliente, ou abandono de causa. Houve, sim, resistência técnica às ilegalidades processuais – declararam.

Na nota, os defensores afirmam que a decisão teria retirado a defesa privada e colocado a DPU no processo para substituir a atuação dos advogados constituídos.

– É absolutamente falsa a alegação de abandono de causa para sustentar a destituição da defesa constituída – escreveram.

Os advogados ainda criticaram a postura da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), afirmando que a entidade não teria reagido às representações feitas sobre o caso.

A manifestação ocorre após Moraes determinar, na segunda-feira (13), a retirada dos advogados do processo e designar a DPU para representar Tagliaferro. O perito, que atuou no núcleo de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está atualmente na Itália.

Segundo decisão do ministro, a mudança ocorreu após a defesa se recusar a participar de uma audiência de instrução. Moraes também marcou nova audiência para o dia 28 de abril.

A ação envolve investigações relacionadas à prisão de Tagliaferro em Caieiras (SP), após suspeita de ameaça com arma de fogo contra a esposa. Durante as apurações, policiais apreenderam um aparelho que levantou suspeitas de conter dados institucionais, o que levou a investigação a incluir possível violação de sigilo funcional.

FONTE:PLENO NEWS

terça-feira, 14 de abril de 2026

ICE detém ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos EUA Detenção estaria relacionada a questões migratórias

 

Ex-deputado Alexandre Ramagem Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). A informação foi confirmada pela Polícia Federal (PF). De acordo com informações preliminares, a detenção ocorreu em Orlando, na Flórida, e está relacionada a questões migratórias.

O ex-parlamentar deixou o Brasil em setembro do ano passado, mês em que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo investigações da Polícia Federal, ele saiu do país antes da conclusão do julgamento.

Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que havia formalizado o pedido de extradição do ex-deputado. A documentação foi encaminhada ao Departamento de Estado norte-americano pela Embaixada do Brasil em Washington no fim de dezembro de 2025.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, também determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista de difusão da Interpol. Aliados do ex-deputado afirmavam que ele pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.

Enquanto permanecia fora do país, Ramagem foi alvo de medidas administrativas e políticas. Após a cassação de seu mandato, em dezembro do ano passado, a Câmara dos Deputados cancelou seu passaporte diplomático e, por determinação do STF, também realizou o bloqueio de seus vencimentos parlamentares.

FONTE:PLENO NEWS

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Ex de Vorcaro, Martha Graeff, fala de relação pela primeira vez Influenciadora se pronunciou em vídeo

 

Martha Graeff Foto: Reprodução/Instagram

A influenciadora Martha Graeff se pronunciou publicamente pela primeira vez nesta quarta-feira (8), após ter seu nome associado às investigações envolvendo o ex-noivo, o banqueiro Daniel Vorcaro, no escândalo do Banco Master.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela explicou o período de afastamento e afirmou que decidiu falar para apresentar sua versão dos fatos.

– Já faz um tempo que eu tô (sic) ausente, mas hoje eu vim aqui porque eu decidi falar. E não é pra tentar convencer ninguém que já resolveu me julgar (…) mas porque eu sempre fui essa pessoa (…) e agora, mais do que nunca, é importante eu falar exatamente o que aconteceu – declarou.

Graeff criticou a divulgação de mensagens privadas, classificando o episódio como uma exposição extrema. Segundo ela, “eu fui linchada, eu fui vulgarizada, eu sofri uma violência sem tamanho, sem precedentes”, ao comentar o vazamento de conversas pessoais.

No relato, a influenciadora também contextualizou o início do relacionamento com Vorcaro, afirmando que vivia um momento de fragilidade após o fim de um casamento de 13 anos.

– Eu estava em pedaços, vulnerável… tentando me reerguer – disse.

Ela destacou ainda que não tinha conhecimento de irregularidades atribuídas ao ex-noivo.

– Eu não sabia (…) não só eu não sabia, como ninguém mais sabia – afirmou.

Graeff também reforçou que não é alvo das investigações:

– É muito importante deixar claro que eu não sou investigada, eu não sou acusada.

A empresária negou ter recebido benefícios materiais decorrentes da relação. Segundo ela, seu patrimônio permanece inalterado nos últimos anos. Sobre viagens e eventos, disse que não participava da organização e que algumas ocasiões foram surpresas, incluindo o noivado faraônico.

Em outro momento, voltou a condenar o vazamento das mensagens íntimas, classificando o episódio como “uma atrocidade” e “uma covardia”, além de afirmar que a exposição desviou o foco de quem deveria ser responsabilizado.

– Eu fui arrastada por um lamaçal que não me pertence – declarou.

Ao final, Graeff afirmou que pretende seguir com a vida e que enfrenta a situação com “tranquilidade”.

As mensagens entre Graeff e Vorcaro vieram a público em março. Parte do conteúdo divulgado tinha caráter pessoal. O banqueiro está preso na superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Confira:

FONTE:PLENO NEWS

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