Um novo confronto público entre ministros do Supremo colocou André Mendonça e Gilmar Mendes novamente no centro de uma forte divergência.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Um novo confronto público entre ministros do Supremo colocou André Mendonça e Gilmar Mendes novamente no centro de uma forte divergência.
A troca de declarações começou nesta quinta-feira (17), depois que Mendonça decidiu retirar o sigilo de investigações que envolvem o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A decisão provocou uma reação de Gilmar Mendes, que divulgou uma nota com críticas contundentes ao colega.
Na manifestação, Gilmar utilizou expressões como “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” ao questionar a atuação de Mendonça. O ministro também afirmou que a decisão teria uma finalidade política e comparou os métodos adotados a procedimentos associados a fases anteriores da Operação Lava Jato.
A resposta de Mendonça veio por meio de uma nota oficial de seu gabinete e elevou ainda mais o tom da disputa.
Sem mencionar Gilmar diretamente, Mendonça criticou a postura de ministros que, segundo sua manifestação, transformariam o plenário da Corte em “palanque ou picadeiro”. Também afirmou que determinadas manifestações tentariam “mascarar com truculência ilações vazias”.
O gabinete de Mendonça sustentou ainda que a decisão questionada seguiu as regras processuais. A nota aproveitou o episódio para defender a necessidade de um código de ética mais rigoroso dentro do Supremo, especialmente para estabelecer limites à forma como os próprios ministros se manifestam publicamente uns sobre os outros.
O episódio chama atenção porque a divergência deixou de ficar restrita à interpretação jurídica da decisão envolvendo as investigações e passou a incluir críticas pessoais e institucionais entre integrantes da própria Corte.
Agora, o principal ponto de observação é saber se esse novo embate ficará limitado às declarações divulgadas nesta quinta-feira ou se terá novos desdobramentos dentro do Supremo.
O que você acha dessa troca de acusações entre os dois ministros?
FONTE:face Brasil Unido
sábado, 19 de setembro de 2026
MORAES ENTREGA A BOLSONARO OS ARGUMENTOS QUE PODEM REVERTER SUA CONDENAÇÃO
MORAES ENTREGA A BOLSONARO OS ARGUMENTOS QUE PODEM REVERTER SUA CONDENAÇÃO
Na própria defesa no chamado Caso Master, perante o plenário do STF, o ministro Alexandre de Moraes classificou como contendo apenas "recortes de fragmentos" e mensagens selecionadas fora de contexto os relatórios produzidos pela Polícia Federal.
Acontece que essa mesma linha de raciocínio foi levantada pelos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro quando do julgamento da chamada trama golpista. A defesa sustentou que a investigação se apoiou em dados brutos recortados e que, sem acesso integral ao material original, a interpretação policial ficaria tendenciosa e o processo, nulo.
Naquele julgamento, a argumentação não prosperou e Bolsonaro acabou condenado.
Agora, no entanto, é o próprio Moraes quem se vale da mesma tese para se defender. O argumento que a defesa de Bolsonaro apresentou e que não freou o processo agora volta pela boca de quem mais tinha poder para considerá-lo desde o início.
O tema também ganhou corpo dentro do tribunal. Cristiano Zanin exigiu formalmente a entrega da íntegra dos dados telemáticos antes do julgamento, para que se conhecesse o conteúdo original que deu origem aos relatórios policiais. Gilmar Mendes afirmou que o tribunal frequentemente recebe "recortes de diálogos selecionados" e defendeu que o acesso integral aos dados brutos é direito necessário para avaliar o contexto real das provas.
A defesa de Bolsonaro já propôs revisão criminal, com o ministro Nunes Marques como relator. A decisão caberá à 2ª Turma, que agora poderá utilizar, para decidir, argumentos que o próprio Alexandre usou em sua própria defesa.
FONTE:PLENO NEWS
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Ex-cunhado de Gilmar Mendes foi contratado por Daniel Vorcaro Francisco Feitosa, o Chiquinho, não detalhou os serviços que teriam sido prestados

Um dos registros menciona diretamente a pasta de Educação: “MEC: Andando na velocidade esperada”. Em outra conversa, o interlocutor atribuído a Chiquinho afirma que uma pessoa já havia encaminhado um contrato para assinatura e emissão de nota fiscal. As mensagens também registram tentativas de reuniões com pessoas ligadas ao setor educacional.
Os diálogos apontam que, em setembro de 2024, Vorcaro negociou um contrato de R$ 500 mil mensais com Chiquinho. O acordo previa ainda uma parcela adicional de R$ 800 mil no primeiro pagamento.
Chiquinho confirmou ter mantido um contrato com a empresa Super Empreendimentos, investigada pela PF por suspeitas de ter sido utilizada como canal para pagamentos de Vorcaro a uma milícia privada e a agentes públicos. O empresário, entretanto, não revelou os valores ou os serviços previstos no contrato e afirmou que a consultoria durou “curto período” e abrangia “vários segmentos”.
– Não fui contratado para promover ou intermediar a aproximação entre quaisquer pessoas, ou muito menos o ministro Gilmar Mendes – afirmou.
As mensagens também registram uma aproximação entre Chiquinho e Gilmar. Em abril de 2024, o interlocutor atribuído ao empresário aconselhou Vorcaro: “Você tem que começar uma relação direta com ele! É importante para o futuro!”.
Em outra conversa, de maio daquele ano, há uma referência a um jantar envolvendo Chiquinho, Gilmar e Cristiano Zanin, com a indicação de que assuntos “de nosso interesse” teriam sido discutidos. Chiquinho nega ter se encontrado com Zanin e afirma que essa informação não partiu de seu telefone.
O empresário também confirmou que marcou uma reunião entre Vorcaro e Guiomar Mendes, sua irmã e então esposa de Gilmar, a pedido do banqueiro. Segundo Chiquinho, Vorcaro pretendia apresentar números de processos, mas o encontro não teria resultado no envio do material.
Gilmar afirmou, por meio de sua assessoria, que nunca tratou com Vorcaro ou Chiquinho de qualquer pauta relacionada ao MEC. O ministro também declarou que, no julgamento sobre a abertura de novos cursos de medicina, seu voto foi favorável à posição do governo, e não às universidades.
FONTE?PLENO NEWS
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Nunes Marques: Meu filho nunca prestou serviço ao banco Master Ministro deu declarações nesta terça-feira

A fala do magistrado ocorreu após mensagens extraídas do celular de Vorcaro mencionarem um possível pagamento de R$ 500 mil para Kevin.
– Em relação às mensagens que circulam de ontem, de hoje e que sempre vão rondar autoridades no Brasil, eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco. Quanto a isso, eu tenho absoluta isenção, e a minha isenção está calcada e absolutamente comprovada nos votos que eu proferi – falou Nunes Marques.
FONTE:PLENO NEWS
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Assista à sessão do STF que vai decidir investigação de Moraes Ministros vão deliberar a respeito de mensagens trocadas entre banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro da Corte
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (15) uma sessão para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que seriam endereçadas ao ministro Alexandre de Moraes.
A sessão foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, em meio à discussão sobre a forma como o relatório foi produzido e sobre a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Moraes.
O documento foi elaborado pela Polícia Federal a pedido do ministro André Mendonça, que atua como relator de investigações relacionadas ao Banco Master. Moraes apresentou uma defesa ao STF e classificou a apuração como ilegal.
FONTE:PLENO NEWS
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Segunda Turma do STF forma maioria para manter afastamento preventivo de Andrei Rodrigues
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida havia sido determinada inicialmente pelo ministro André Mendonça e passou a ser analisada pelo colegiado em meio a uma crise institucional que envolve investigações relacionadas ao Banco Master e informações atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam integralmente o entendimento apresentado por André Mendonça, formando maioria favorável à manutenção da decisão. O julgamento, entretanto, ainda não foi concluído. O ministro Gilmar Mendes apresentou um pedido de vista e solicitou mais tempo para analisar o processo antes de apresentar seu voto.
O ministro Dias Toffoli declarou-se impedido de participar do julgamento. Com isso, embora já exista maioria entre os ministros que votaram, a análise formal do caso deverá ser retomada após a devolução do processo por Gilmar Mendes.
O afastamento determinado por André Mendonça possui duração inicial de 90 dias. Além de Andrei Rodrigues, a decisão também alcança o delegado federal Leandro Almada da Costa, que ocupa a Diretoria de Inteligência Policial da Polícia Federal.
Ao justificar a medida, Mendonça afirmou ter identificado indícios de um suposto “monitoramento sistemático e ilegal” realizado pela corporação durante mais de 30 dias. Segundo a decisão, pelo menos seis relatórios de inteligência teriam sido produzidos de forma sigilosa entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026.
Os documentos passaram a levantar questionamentos sobre os procedimentos utilizados na produção dos relatórios e sobre os objetivos da atividade de inteligência. A situação aumentou a tensão institucional e colocou no centro do debate os limites da atuação dos órgãos responsáveis por investigações e atividades de inteligência.
O caso está relacionado aos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. A discussão ganhou novos contornos após a divulgação de informações sobre mensagens e possíveis encontros envolvendo diferentes autoridades. O nome de Andrei Rodrigues aparece em mensagens relacionadas a Daniel Vorcaro, enquanto também foram divulgadas referências envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Diante da repercussão, André Mendonça determinou o levantamento do sigilo de um relatório produzido pela Polícia Federal. A decisão passou a ocupar posição central no debate e
provocou reações de diferentes setores das instituições envolvidas.
Segundo o entendimento apresentado pelo ministro, o afastamento preventivo tem como objetivo preservar a regularidade das atividades da Polícia Federal enquanto os fatos são analisados. Mendonça também determinou a suspensão da produção ou do compartilhamento de determinados relatórios de inteligência relacionados à atuação funcional de ministros do STF, integrantes da advocacia pública ou atividades ligadas à polícia judiciária.
A medida busca impedir que procedimentos considerados questionáveis continuem sendo realizados enquanto as circunstâncias relacionadas ao caso permanecem sob análise das autoridades competentes.
A crise ganhou novos capítulos após a Procuradoria-Geral da República se posicionar pela nulidade dos atos determinados por Mendonça. Paralelamente, Alexandre de Moraes solicitou a abertura de uma investigação contra o próprio ministro no âmbito do Inquérito das Fake News.
O cenário passou, assim, a envolver diferentes autoridades e instituições, com interpretações divergentes sobre a validade dos procedimentos adotados. Apesar da formação de maioria na Segunda Turma, o pedido de vista impede uma conclusão definitiva do julgamento neste momento.
Enquanto isso, o afastamento determinado por André Mendonça continua produzindo efeitos. A expectativa agora está voltada para a análise de Gilmar Mendes e para os próximos passos do Supremo Tribunal Federal em uma crise que mantém em evidência o funcionamento das instituições, os limites das atividades de inteligência e a necessidade de respeito aos procedimentos legais.
fonte:https://meubrasil24hs.com.br/fux-e-kassio-antecipam-voto-e-stf-tem-maioria-para-afastamento-de-andrei/?
Mendonça diz que abrir celular de Vorcaro pode tumultuar sessão Julgamento das mensagens entre Moraes e Vorcaro acontece na próxima terça

Neste domingo (13), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que divulgar a íntegra dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro poderia “tumultuar” o julgamento e colocar as investigações em risco. A manifestação ocorre dois dias antes da sessão do plenário marcada para terça-feira (15).
– A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural – disse Mendonça.
Nos últimos dias, os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes cobraram da presidência da Corte acesso integral ao conteúdo extraído do aparelho apreendido pela Polícia Federal (PF) nas investigações relacionadas ao Banco Master. Eles argumentam que o material completo seria necessário para a análise do caso.
Mendonça, porém, afirmou que todos os ministros têm acesso ao mesmo conjunto de informações que será usado na sessão de terça-feira.
– Reitero que todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os ministros deste tribunal. Para tal fim, este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão – escreveu.
O ministro também citou uma declaração do presidente do STF, Edson Fachin, ao defender que o caso seja analisado sem desvios.
– Como bem enfatizou o eminente Presidente, “a gravidade dos fatos não autoriza atalhos”, mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça – afirmou Mendonça.
No mesmo documento, Mendonça pediu que Fachin determine a quatro delegados da PF que prestem informações, em até 24 horas, sobre o envio de relatórios e mídias ao gabinete do ministro em março deste ano. Ele também quer esclarecimentos sobre eventuais constrangimentos sofridos pelos policiais durante a investigação.
A manifestação ocorre em meio à troca de ofícios no STF antes do julgamento do relatório da PF sobre mensagens entre Vorcaro e Moraes. No sábado (12), Fachin havia dado prazo de 24 horas para a corporação explicar a situação do celular e a integridade da cadeia de custódia das provas.
A PF informou neste domingo que o aparelho e a extração original continuam armazenados com segurança e que pode fornecer cópias idênticas aos gabinetes que solicitarem. Segundo a corporação, o arquivo enviado a Mendonça em março era uma cópia encaminhada após pedido formal do relator.
Enquanto isso, ministros ligados a Moraes avaliam apresentar questões preliminares e alegações de nulidades processuais na sessão de terça-feira. A PGR já se manifestou pelo arquivamento do relatório, citando problemas em sua tramitação.
FONTE:PLENO NEWS
R$ 1,9 bilhão em bens ligados a Vorcaro foram bloqueados Medida foi adotada pelo ministro André Mendonça

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o bloqueio de mais de R$ 1,9 bilhão em bens no exterior de propriedade do Banco Master e de empresas pertencentes ao grupo. Entre os objetos listados, estão obras de arte, mansões nos Estados Unidos, embarcações e automóveis de luxo. Também foram alvo da medida R$ 21,4 bilhões em ativos das instituições financeiras liquidadas e imóveis ligados às empresas.
Foram listados no processo 18 bens no exterior que, somados, foram avaliados em R$ 1,9 bilhão. Quatro itens não foram avaliados, o que eleva a estimativa total dos bens para mais de R$ 2 bilhões. Nem todos os bens e ativos foram localizados pelos investigadores.
O rol de bens inclui um apartamento duplex na Florida, uma casa de veraneio com residência para visitas no mesmo Estado dos EUA, uma fazenda de luxo com residência no Colorado, um iate, outras embarcações de luxo, uma Mercedes-Benz e um Ford Bronco. Também está na lista R$ 280 milhões decorrente da venda de uma aeronave
No campo das artes, o grupo de Daniel Vorcaro é dono de duas pinturas de Jean-Michel Basquiat avaliadas em R$ 25 milhões e R$ 27,5 milhões, respectivamente. Há ainda um Picasso avaliado em R$ 40 milhões e pinturas de Andy Warhol, Yayoi Kusama e Frederic Anderson de valores não estimados.
A decisão foi tomada em 24 de julho a partir de um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República em 19 de junho. Segundo a PGR, “o sequestro de todos os ativos acessados pelas liquidações extrajudiciais é a única medida capaz de garantir a correta destinação do patrimônio em sua ordem legal e o valor de mercado dos bens arrecadados”. Ainda de acordo com o pedido, a medida “servirá apenas para impedir a dispersão precoce do patrimônio levantado”.
A PGR explicou que, “além de danos diretos e evidentes à Fazenda Pública, o expressivo prejuízo suportado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve ser considerado”. E que, “embora seja entidade privada, o FGC é custeado, em grande parte, por bancos e instituições públicas, que foram indiretamente (e significativamente) lesadas pelos delitos, sendo cabível e necessária a imposição da medida”.
Na decisão, Mendonça determinou o sequestro sobre os ativos das seguintes instituições: Banco Master; Banco Master de Investimento; Banco Letsbank; Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento; Banco Pleno; Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo.
A decisão foi tornada pública a partir da determinação do presidente do STF, Edson Fachin, para que Mendonça levantasse o sigilo das investigações sobre as fraudes do Banco Master.
FONTE:PLENO NEWS
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Toffoli revela que foi a evento de Vorcaro a convite de Moraes Ministro nega amizade com o ex-banqueiro

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), jogou no colo do colega de toga Alexandre de Moraes a sua ida a Londres, em evento bancado por Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo o ministro, sua presença se deu a convite de Moraes.
Foi nesta viagem a Londres que ocorreu um jantar em homenagem a Alexandre de Moraes, com a famigerada degustação de uísque Macallan.
O jantar, em 25 de abril de 2024, ocorreu no clube privado Annabel’s e teria custado cerca de 400 mil libras (aproximadamente R$ 2,7 milhões). Durante a noite, os convidados participaram de uma degustação do uísque Macallan.
Após o jantar, foi organizado um “after party” (a festa depois da festa, em tradução livre) para um grupo restrito de convidados. Conforme relatos citados em reportagens, alguns participantes receberam broches que davam acessos a encontros íntimos.
Entre os convidados estavam os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o então ministro da Justiça do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Ricardo Lewandowski, o diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A afirmação de Toffoli sobre ter sido convidado por Moraes se deu à Revista Piauí que, nesta quinta-feira (10), publicou matéria mostrando a dimensão da proximidade do ministro com Vorcaro.
A assessoria do magistrado enviou nota ao veículo dizendo que “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima” com o ex-banqueiro. Também nega que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.
De acordo com a revista, a Polícia Federal elaborou um relatório de 196 páginas sobre os vínculos entre os dois. O documento teria permanecido sob sigilo no STF por aproximadamente sete meses e, segundo a reportagem, levanta a hipótese de que Toffoli seja o beneficiário final do fundo Arleen.
A estrutura financeira era sócia do resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que também contava com a Maridt Participações, empresa da família do ministro da qual ele é sócio com os irmãos.
A PF teria identificado cerca de R$ 35 milhões em transferências de Vorcaro para o fundo, que posteriormente teria repassado os ativos a uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. O relatório também registra 12 encontros entre Toffoli e Vorcaro em Brasília, São Paulo e Londres e levanta a possibilidade de influência sobre uma decisão do ministro envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro, área na qual o Banco Master mantinha exposição bilionária.
FONTE:PLENO NEWS
Master: Mendonça rebate Moraes e diz que não houve seletividade Relator do caso afirmou que todos os documentos disponíveis foram apresentados

O ministro André Mendonça rebateu as falas de Alexandre de Moraes, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a liberação de dados relacionados ao caso Master. Mendonça diz que disponibilizou todos os elementos que estavam disponíveis, de acordo com a solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.
— A partir de uma análise prudente e responsável, considerando a existência de investigações em andamento e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas. (…) Jamais se poderia publicizar a ‘totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados — declarou.
A Procuradoria-Geral da República solicitou a Edson Fachin, a retirada total do sigilo sobre o caso. A instituição argumenta que a divulgação parcial dos materiais pode gerar uma percepção errada sobre a real transparência do processo.
O documento enviado ao tribunal foi assinado pelo vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateaubriand Filho, que atuará junto com Paulo Gonet. A entidade aponta que o relator, André Mendonça, omitiu na listagem parte considerável dos autos centrais da Operação Compliance Zero.
O relator do inquérito que apura as ações de Daniel Vorcaro disse ainda que as únicas restrições são relacionadas a dados pessoais.
— Fato que pode induzir à ideia equivocada de que a transparência perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último — advertiu a procuradoria.
Os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes enviaram ofícios a Edson Fachin cobrando um acesso estendido aos autos digitais do Caso Master. Zanin solicitou a liberação de uma mídia específica, que foi classificada como material fundamental para as análises da corte na semana.
Por sua vez, Moraes defendeu a retirada completa do sigilo e criticou a postura do colega de tribunal. O magistrado descreveu a ação de Mendonça como uma liberação seletiva de informações, apontando que exatos 180 arquivos digitais foram excluídos do conjunto disponibilizado.
De acordo com Moraes, essa ausência de documentos prejudica a análise integral dos fatos no tribunal. Ele ainda requereu o julgamento conjunto de duas petições: a primeira sobre mensagens trocadas com Daniel Vorcaro e a segunda reunindo relatórios sobre a atuação de Mendonça.
FONTE:PLENO NEWS
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Como ministros do STF receberam decisões de Fachin? Magistrados consideram que medidas "amenizam" a guerra interna, mas não trazem solução
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) receberam com alívio as decisões tomadas por Edson Fachin. Havia na Corte apreensão para que o presidente tomasse as rédeas da crise, na tentativa de solucionar o impasse criado por diferentes decisões individuais. Na avaliação de um ministro, as medidas adotadas nesta quarta-feira (9), “amenizam” a guerra interna no tribunal; mas a confusão ainda estaria longe de ser solucionada.
Fachin pautou para a próxima terça (15), o julgamento do pedido de André Mendonça para abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. O caso veio à tona após o Estadão revelar mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro. A expectativa é que a sessão seja palco de bate-boca entre os ministros.
As decisões de Fachin agradaram mais a ala ligada a Mendonça do que o grupo de Moraes. Além de agendar o julgamento do pedido contra Moraes, Fachin retirou dele a relatoria do Inquérito das Fake News. A investigação foi aberta em 2019 e vinha servindo de escudo para o que os ministros consideram como ataques sofridos por eles e pelo STF desde então.
Fachin pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) decida quais frentes investigatórias serão alvo de denúncia e quais serão arquivadas. Em seguida, o presidente pretende encerrar o inquérito, o que representa perda de poderes de Moraes dentro do tribunal.
Por outro lado, Fachin revogou a decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da diretoria da Polícia Federal. Também revogou a liminar de Flávio Dino que o restituía ao cargo. Agora, caberá ao presidente tomar uma decisão.
A derrota de Mendonça foi apenas a revogação da decisão sobre Rodrigues. Fachin cogitou retirar da relatoria do ministro os inquéritos sobre o INSS e o Banco Master, mas não levou o plano adiante; o que representa vitória de Mendonça na contabilidade geral das medidas adotadas.
Para dar um ar salomônico às decisões, Fachin suspendeu o andamento de todas as investigações sobre ministros do tribunal; ou seja, a que mira Mendonça e a que mira Moraes. O caso contra Moraes será decidido em plenário na próxima semana. A apuração contra Mendonça ainda não teve encaminhamento, mas o presidente prometeu dar celeridade à tramitação.
*AE
FONTE:PLENO NEWS
Mendonça homologa acordo de delação sobre filme Dark Horse Empresário conhecido como Mineiro era o responsável pelos repasses para o filme

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira (9) a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro.
O executivo assumiu a responsabilidade pelos repasses do Banco Master destinados a financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Procuradoria-Geral da República aceitou a proposta do delator, que é dono da fintech Entrepay e da revista IstoÉ. Ele confirmou a voluntariedade ao depor nesta terça-feira (8). A partir de agora, os dados dessa decisão sigilosa serão usados nas apurações da Polícia Federal.
A Procuradoria-Geral da República aceitou a proposta do delator, que é dono da fintech Entrepay e da revista IstoÉ. Ele confirmou a voluntariedade ao depor nesta terça-feira (8). A partir de agora, os dados dessa decisão sigilosa serão usados nas apurações da Polícia Federal.
Os investigadores pretendem reunir evidências adicionais a fim de compreender o esquema internacional. A apuração tenta rastrear o envio de dinheiro aos Estados Unidos, buscando descobrir se uma parcela dessa verba financiou despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro durante a sua viagem.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou não ter recebido nenhuma quantia financeira através do fundo de investimento gerenciado pelo delator.
Seu irmão e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, endossou a versão de que todo o capital levantado serviu de maneira exclusiva para pagar a produção do filme.
FONTE:PLENO NEWS:
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
PGR pede que Mendonça retire investigação sobre Lulinha do STF Procuradoria-Geral da República sustenta que não há pessoas com foro privilegiado na investigação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que os inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sejam enviados para a primeira instância. Para a PGR, não há pessoas com foro privilegiado que justifiquem que os casos sigam no STF.
Os inquéritos foram abertos após solicitações da Polícia Federal (PF). Inicialmente, a PGR havia se manifestado apenas sobre a distribuição dos processos dentro do STF e defendeu que eles fossem submetidos à livre distribuição por sorteio. Com isso, dois procedimentos foram encaminhados a Mendonça: um relacionado a suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde e outro sobre a Dataprev.
Um terceiro inquérito também foi distribuído por sorteio, mas ficou sob relatoria do ministro Flávio Dino. Até o momento, não há informação sobre eventual pedido da PGR para que esse procedimento também seja remetido à primeira instância.
Após ser formalmente intimada sobre a abertura das investigações, a Procuradoria analisou novamente a competência do STF. Na manifestação, concluiu que não havia elementos que justificassem a continuidade dos inquéritos na Corte, como a presença de algum parlamentar entre os investigados.
As investigações da Polícia Federal incluem suspeitas relacionadas à atuação da lobista Roberta Luchsinger. Segundo informações atribuídas à PF, ela aparentemente teria autorização para atuar em nome de Lulinha em negócios envolvendo o governo federal. Em uma conversa transcrita pelos investigadores, Roberta teria afirmado: “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fábio”.
A partir dessa suposta relação, a lobista teria tentado apresentar ao Ministério da Saúde uma proposta de contrato para fornecimento de cannabis medicinal. O produto seria comercializado por uma empresa ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A minuta do contrato previa lucro de 20% para o grupo envolvido.
FONTE:PLENO NEWS
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