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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Sabe quem é a passageira que pagou o exame urgente da mulher de um motorista de aplicativo?

 


Sabe quem é a passageira que pagou o exame urgente da mulher de um motorista de aplicativo? Ela se chama Suzy, é empresária e dona de uma loja de celulares na Feira dos Importados, em Brasília. O vídeo do momento passou de 1,7 milhão de visualizações. Nas imagens, o motorista conta que estava trabalhando o máximo possível para conseguir pagar um exame importante da esposa, que está internada e grávida de sete meses. Comovida, ela não pensou duas vezes: tirou da bolsa algumas notas de R$ 100 e entregou para ele.
A reação do motorista emocionou quem assistiu. Ele não acreditou no que estava vendo e perguntou várias vezes se era sério. Assim que pegou o dinheiro, desabou a chorar. A empresária acredita que precisava estar naquele carro naquele momento. "Hoje entrei em um Uber sem imaginar que Deus havia preparado esse encontro", escreveu ela. E completou contando o que sentiu ao ouvir a história da família: "Confesso que meu coração apertou. Naquele instante, senti que muitas vezes a resposta da oração de alguém pode chegar através de outra pessoa."

Agora a história ganhou um novo capítulo. Suzy está tentando reencontrar o motorista, porque tem muito mais ajuda chegando. "Já mandei mensagem no suporte da Uber para ele entrar em contato comigo. Pedi para mostrarem a mensagem para ele, porque tem várias pessoas querendo ajudar também", contou. O problema é que ela não chegou a pegar o contato dele, já que estava filmando e o vídeo pausou justo na hora de anotar o número. Enquanto isso, dezenas de pessoas procuram a empresária dizendo que também querem ajudar o motorista, a esposa e o bebê que está para nascer
FONTE:https://www.facebook.com/photo/?fbid=122314482992179955&set=a.122114859386179955

Flávio confirma deputado Alfredo Gaspar como vice em sua chapa Decisão foi anunciada nesta quarta-feira, em Brasília

 

Alfredo Gaspar será o vice de Flávio Foto: Reprodução/YouTube Flávio Bolsonaro

O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta quarta-feira (5) que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato a vice-presidente em sua chapa presidencial. O nome escolhido foi anunciado em uma coletiva de imprensa realizada no Teatro Juca Chaves, em Brasília.

Nas últimas semanas, o senador buscou alianças com representantes do Centrão. No entanto, partidos como o Republicanos, Podemos, União Brasil e PP optaram por manter a neutralidade no pleito presidencial de outubro. Com a decisão por Gaspar, o PL terá uma chapa puro-sangue nas eleições deste ano.

Ex-promotor de Justiça, Gaspar foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública de Alagoas. Eleito deputado federal em 2022, ganhou projeção nacional ao atuar como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em 2026, Gaspar assumiu o comando do PL em Alagoas e passou a integrar de forma mais próxima o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro no estado.

O anúncio ocorreu após semanas de cogitações sobre a composição da chapa. Entre os nomes que chegaram a ser considerados para a vice estavam a senadora Tereza Cristina (PP) e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos). As duas participaram do evento e fizeram breves pronunciamentos em apoio à candidatura de Flávio antes do anúncio.

FONTE:PLENO NEWS

Ela perdeu 80% da audição em um ouvido devido a um soco de um homem. Depois, tornou-se a primeira mulher negra a ganhar o prêmio mais prestigiado de Hollywood.

 


Ela perdeu 80% da audição em um ouvido devido a um soco de um homem. Depois, tornou-se a primeira mulher negra a ganhar o prêmio mais prestigiado de Hollywood.

Halle Maria Berry nasceu em 14 de agosto de 1966, em Cleveland, Ohio. De fora, sua família parecia normal, estável. Mas, dentro de casa, a realidade era diferente. Seu pai, Jerome, bebia. E quando bebia, tornava-se violento. Halle e sua irmã mais velha se escondiam enquanto ele espancava a mãe delas. Gritos, medo, impotência. Duas garotinhas forçadas a assistir, sem poder intervir.
Anos depois, Halle diria uma frase que resumia tudo: ela havia prometido a si mesma que a violência nunca entraria em sua vida.
Mas algumas feridas não desaparecem tão facilmente. Quando ela tinha apenas quatro anos de idade — e não dez, como muitas vezes se conta na internet —, seus pais se divorciaram e seu pai foi embora. Desapareceu, deixando sua mãe sozinha com duas filhas e um salário de enfermeira psiquiátrica. A partir daquele momento, Halle aprendeu que aqueles que deveriam protegê-la... também podem abandoná-la.
Crescendo em um bairro predominantemente branco, ela também enfrentou o racismo. Ela se sentia deslocada, excluída, diferente. No entanto, ela tinha algo que o mundo notou imediatamente: uma beleza extraordinária. Ela ganhou concursos de beleza, tornou-se rainha do baile e trabalhou como modelo. Na casa dos vinte anos, ela foi primeira vice-campeã do Miss EUA e a primeira mulher afro-americana a representar o país no Miss Mundo, onde ficou em sexto lugar.
Mas a beleza não protege. Especialmente quando, por dentro, você carrega um passado que ainda não curou.
Halle entrou em um relacionamento violento na década de 1990 que marcou seu corpo para sempre. Um dia, um namorado a agrediu na cabeça com tanta força que perfurou seu tímpano. Ela perdeu 80% da audição em seu ouvido direito. Uma lesão permanente.
Ela ficou mais tempo do que queria. Como muitas vítimas fazem. Por medo. Por esperança. Porque às vezes ir embora parece impossível. Mas, eventualmente, ela partiu. Ela sobreviveu. Ferida, com cicatrizes... mas livre.
Mesmo os relacionamentos subsequentes trouxeram dor, em diferentes formas. Traições, decepções, cicatrizes emocionais. Mas enquanto sua vida privada era instável, sua carreira crescia. Ela fez a transição de modelo para atriz. Papéis maiores. Performances intensas. Até o momento que mudou tudo.
A Última Ceia (Monster's Ball).
Um papel cru e vulnerável. Uma mulher quebrada pela vida. Halle encontrou nele um espaço para canalizar suas próprias vivências, pois ela conhecia bem aquela dor.
Em 24 de março de 2002, ela subiu ao palco do Oscar. E venceu. A primeira mulher negra na história a ganhar o prêmio de Melhor Atriz. Nas 74 edições anteriores da premiação, isso nunca havia acontecido.
Ela chorou enquanto falava. Ela disse que aquele momento não era apenas para ela. Era para todas as mulheres de cor e sem nome que agora tinham uma chance porque aquela porta havia sido aberta. Ela segurava uma estatueta de ouro, mas, na realidade, ela estava abrindo um caminho. Não apenas para si mesma. Para todas.
E, no entanto, o sucesso não apaga o passado. Halle sempre falou abertamente sobre suas feridas. A violência que viu quando criança. A violência que suportou como adulta. A terapia. A longa jornada para a cura. Ela admitiu seus erros, reconhecendo como a dor não processada pode moldar as escolhas.
Hoje, ela usa sua voz para ajudar outras vítimas, apoiando ativamente centros de intervenção contra a violência doméstica. Para aquelas que vivem em silêncio. Para aquelas que acham que não há saída. Ao se aproximar dos sessenta anos, ela continua a trabalhar, a ser mãe, a construir. Mas o mais importante, ela continua a dizer a verdade: o sucesso não apaga o trauma. Apenas lhe dá as ferramentas para enfrentá-lo.
Sua história não é apenas sobre um Oscar. É a história de uma garotinha que assistiu à violência sem poder intervir. De uma mulher que a suportou na própria pele. E de uma sobrevivente que transformou essa dor em força.
Halle Berry não se tornou grande apesar de tudo. Ela se tornou grande por passar por tudo isso. E por abrir o caminho para as que vêm depois.
FONTE:https://www.facebook.com/photo/?fbid=1397272482497138&set=gm.1600241374826214&idorvanity=1431773161673037

Quando o preconceito é contra os evangélicos, quem está disposto a falar sobre isso?



 Quando o preconceito é contra os evangélicos, quem está disposto a falar sobre isso?

A atriz Isabelle Drummond decidiu falar. 🗣️
Em entrevista durante a CCXP, Isabelle Drummond falou sobre sua fé e revelou que já enfrentou preconceito por ser evangélica. Ao comentar o assunto, fez uma declaração que ganhou repercussão: “Foi algo muito agravado pela política. Existe uma ideia errada sobre o que é a religião evangélica.”✝️
A declaração foi repercutida por veículos como ISTOÉ, Band e Correio, colocando novamente em discussão um tema que muitas vezes é tratado de maneira diferente quando a vítima é cristã.
E Isabelle já havia abordado esse assunto anteriormente em entrevista ao NaTelinha/UOL, afirmando que os evangélicos sofrem preconceito e que “precisamos rever isso socialmente”.
Mas existe algo ainda mais importante nessa história.
Isabelle Drummond não é uma pessoa anônima. É uma atriz conhecida nacionalmente, que está na televisão desde criança. Mesmo assim, ela afirma ter experimentado preconceito por causa da sua fé.🥲
Agora imagine o cristão comum.
Aquele que trabalha, estuda, frequenta uma igreja, cria seus filhos e simplesmente tenta viver de acordo com aquilo em que acredita.
Quantos já foram ridicularizados por dizer que são evangélicos?
Quantos já foram automaticamente chamados de fanáticos, ignorantes, extremistas ou intolerantes simplesmente por professarem a fé cristã?
E existe uma forma ainda mais sutil de preconceito: aquela que vem disfarçada de piada, de estereótipo ou da associação automática entre ser evangélico e defender determinada ideologia política.
Ser evangélico não significa pertencer a um partido. Ser cristão não significa pensar politicamente da mesma maneira.
Uma coisa é discordar de uma igreja, de um pastor, de uma doutrina ou de uma posição política.
Outra completamente diferente é desqualificar uma pessoa simplesmente por causa da sua fé.
E talvez seja justamente aí que esteja o debate que Isabelle trouxe à tona.
Se liberdade religiosa significa respeitar a fé de todos, por que o preconceito contra um cristão tantas vezes é tratado como algo normal, engraçado ou até justificável? ⛪
Será que existe uma cristofobia velada no Brasil que muita gente prefere não enxergar❓
Você já sofreu ou presenciou preconceito por ser cristão ou evangélico❓
Conte nos comentários.
FONTE:(Tiago Gomes TG) https://www.facebook.com/photo/?fbid=1065974172629776&set=a.177574771469725

CNJ forma maioria para condenar juíza que atuou na Lava Jato Magistrada substituiu Sérgio Moro em Curitiba

 

Gabriela Hardt Foto: Gil Ferreira/ agência CNJ

A juíza federal Gabriela Hardt foi afastada de suas funções por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (4). A medida pune a magistrada, ex-substituta de Sérgio Moro, na Operação Lava Jato, por irregularidades na gestão de recursos de acordos de leniência.

A decisão resultou de um processo administrativo disciplinar (PAD) que apurou sua conduta na 13ª Vara Federal de Curitiba. A punição aprovada pelo colegiado estabelece que Hardt ficará afastada por dois anos, recebendo salário proporcional ao tempo de serviço.

A principal acusação envolve a tentativa de criar uma fundação privada com R$ 2,5 bilhões recuperados pela Lava Jato. A magistrada foi punida por homologar o acordo que viabilizaria a entidade, a qual seria gerida por membros da própria força-tarefa.

Investigações apontam que a juíza discutiu os termos do acordo com procuradores, como Deltan Dallagnol, via WhatsApp antes da apresentação oficial. A homologação ocorreu rapidamente e sem a participação da União, apontada como a real titular dos valores.

O relator do caso, conselheiro Rodrigo Badaró, destacou que a juíza baseou sua decisão na urgência alegada pelas partes, sem consultar órgãos competentes. Ele afirmou que a homologação exigia “diligências institucionais mínimas” antes de ser assinada.

Apesar de a defesa provar que não houve busca por enriquecimento ilícito pessoal, o CNJ concluiu que a responsabilidade funcional de Hardt não foi afastada. Para o conselho, as atitudes da magistrada configuraram “grave violação dos deveres do cargo”.

FONTE:PLENO NEWS

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Esposa de Justus rebate Erika Hilton: “Nunca foi empresária” Ana Paula Siebert comentou declaração da deputada sobre fim da escala 6x1

 

Ana Paula Siebert e Erika Hilton Fotos: Frames de vídeo / Instagram / Podpah

A empresária e modelo Ana Paula Siebert descreveu como “baboseira” uma declaração dada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) sobre a relação entre patrões e empregados. Esposa de Roberto Justus, Siebert afirmou que o dia em que a parlamentar “empregar milhares de famílias, ela pode querer opinar”.

A modelo se refere a uma fala da congressista que ocorreu durante o podcast Podpah em abril deste ano, mas que voltou a viralizar nas redes sociais. Na ocasião, Erika comentava as críticas dos grandes empresários ao fim da escala 6×1:

– O patrão lucra bilhões com a força do trabalho do trabalhador exausto, cansado, sugado. O patrão não faz muita coisa, o patrão se você botar ele para trabalhar, ele não sabe o que fazer dentro da própria empresa. dele porque ele muitas das vezes nem foi lá na linha de produção, nem foi lá no chão da fábrica, nem foi lá onde tem gente passando mal, desmaiando, sem ver filho – assinalou.

Em resposta, Ana Paula escreveu:

– Falou uma pessoa que: nunca foi uma empresária. Não precisa mais dizer nada. O dia que ela empregar milhares de famílias, ela pode querer opinar. Cada baboseira que a gente precisa escutar.

No podcast, Hilton comparou o fim da escala 6×1 à abolição da escravidão e defendeu que “quem está dando chilique” não são os pequenos empresários, mas sim os grandes.

– Abolição da escravidão, as pessoas falavam “vai acabar com as fazendas, vai acabar com o Brasil, não dá para abolir a escravidão, tem que manter todo mundo escravizado”. Era o mesmo discurso (…) Quem está dando chilique é o mercado financeiro, é a Faria Lima. Obviamente que tem uma preocupação com os pequenos, “eu tenho aqui meu negócio, tenho dois trabalhadores, o que eu vou fazer? Há um caminho, há uma medida, com as isenções que o governo deve apresentar. (…) Quem está fazendo todo esse show são os grandes que têm condições de mudar a escala daqui para amanhã sem ter perda de nada, sem ter preocupação nenhuma – afirmou.

FONTE:PLENO NEWS

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quando os f*scistas mandaram chamá-lo naquele dia, Gino Bartali sentiu medo.

 


Quando os f*scistas mandaram chamá-lo naquele dia, Gino Bartali sentiu medo.

Mas sabia que não podia recusar.
Eles conheciam sua casa, sabiam quem ele era e sua família poderia pagar o preço por qualquer desobediência.
Naqueles anos, Bartali era um herói nacional. Já havia conquistado o Giro d'Italia em três ocasiões, vencido o Tour de France duas vezes — em 1938 e novamente em 1948, naquela que é considerada uma das maiores voltas da história do esporte —, além de triunfar na Milão-San Remo, no Giro da Lombardia e em dezenas de outras provas. Sua resistência física era lendária. Enfrentava montanhas, tempestades e percursos quase impossíveis como poucos ciclistas conseguiam.
Desde o início da guerra, ser parado durante os treinamentos entre Florença e Assis havia se tornado rotina. Quase sempre, ao reconhecerem o grande campeão, os soldados sorriam, pediam um autógrafo ou apenas o deixavam seguir viagem.
Naquele dia, porém, não era uma simples abordagem.
Bartali havia sido convocado para comparecer à Villa Triste, sede da temida Gangue Carità. Liderado por Mario Carità, aquele grupo era um dos braços mais violentos do f*scismo italiano, responsável por perseguir membros da resistência, capturar opositores, infiltrar agentes e arrancar confissões sob t*rtura.
O edifício havia se transformado em um símbolo do terror.
Moradores diziam que os gritos vindos do porão podiam ser ouvidos do lado de fora. Em alguns momentos, um piano era tocado apenas para abafar os sons das sessões de t*rtura.
Assim que chegou, Bartali foi conduzido ao subsolo. Diante dele estavam bastões, armas, correntes e diversos instrumentos usados para t*rt*rar prisioneiros. Mesmo acostumado a suportar dores extremas nas estradas mais difíceis do ciclismo, sentiu o peso daquele ambiente. Anos mais tarde, lembraria daquele momento dizendo:
"Naqueles tempos, a vida não valia nada. Dependia de um fio, do acaso, do humor dos outros."
E, naquele instante, sua vida dependia justamente do humor de Mario Carità.
Sobre a mesa havia algumas cartas interceptadas pelos f*scistas. Eram mensagens enviadas pelo Vaticano agradecendo a Bartali por sua colaboração. Carità queria descobrir o verdadeiro motivo daqueles agradecimentos.
Perguntou se ele transportava armas.
Bartali respondeu que sequer sabia atirar.
O interrogador insistiu. Se não eram armas, então havia outra coisa escondida em seus trajetos. Exigiu que confessasse.
Sem alterar a voz, Bartali respondeu que apenas distribuía alimentos — café, farinha, açúcar e outros mantimentos — para famílias necessitadas.
Carità não acreditou.
Era difícil imaginar que o Vaticano enviasse cartas de agradecimento a um dos maiores atletas da Itália apenas por entregar alimentos. Mesmo assim, Bartali repetiu exatamente a mesma história.
Era uma mentira cuidadosamente construída.
Enquanto todos acreditavam que ele apenas treinava para manter a forma, Bartali pedalava centenas de quilômetros transportando documentos falsificados escondidos dentro do quadro e do guidão de sua bicicleta. Como era um ídolo nacional, os soldados raramente desmontavam sua bicicleta para uma inspeção completa, permitindo que ele cruzasse postos de controle carregando fotografias, certidões de batismo e documentos de identidade produzidos por uma rede clandestina ligada ao arcebispo de Florença e ao Vaticano.
Esses documentos davam novas identidades a judeus perseguidos e a integrantes da resistência, permitindo que escapassem da prisão, da deportação e, muitas vezes, da morte.
Além disso, Bartali também abrigou em sua própria casa uma família judia, colocando sua esposa e seu filho em enorme risco sem jamais revelar o verdadeiro motivo.
Mesmo diante de um dos homens mais perigosos do fascismo italiano, ele manteve a promessa feita aos religiosos que coordenavam aquela operação clandestina.
Não revelou absolutamente nada.
Nem mesmo Adriana, sua esposa, ou o pequeno Andrea sabiam exatamente o que ele fazia. Mantê-los sem informações era, na verdade, uma forma de protegê-los. Se fossem capturados, não poderiam revelar aquilo que desconheciam.
Terminada a guerra, Bartali voltou às competições como se nada tivesse acontecido. Em 1948, já com 34 anos e considerado velho demais para vencer, conquistou novamente o Tour de France de maneira extraordinária. Recuperou mais de vinte minutos de desvantagem nas montanhas e levou a Itália inteira à euforia. Muitos historiadores afirmam que aquela vitória ajudou a acalmar um país mergulhado em uma grave crise política após o atentado contra o líder Palmiro Togliatti.
Mas seu maior triunfo jamais apareceu em uma classificação.
Durante décadas, Bartali permaneceu em silêncio. Nunca procurou reconhecimento, entrevistas ou homenagens. Para ele, salvar vidas era simplesmente a coisa certa a fazer.
Costumava dizer:
"O bem se faz, mas não se comenta. Certas medalhas são usadas na alma, não na jaqueta."
Somente muitos anos depois, já idoso, seu filho conseguiu convencê-lo a revelar parte da história.
As investigações realizadas após sua morte mostraram que sua atuação ajudou a salvar cerca de 800 judeus durante a ocupação n*zif*scis*a da Itália. Em reconhecimento, o memorial israelense Yad Vashem concedeu-lhe o título de Justo entre as Nações, uma das maiores honrarias destinadas a pessoas que arriscaram a própria vida para salvar judeus durante o Holocausto.
Essas homenagens, porém, nunca foram o que o motivou.
Enquanto milhões o conheciam como um dos maiores ciclistas de todos os tempos, poucos imaginavam que, entre uma corrida e outra, aquele mesmo homem havia desafiado um regime inteiro para salvar desconhecidos.
Nas estradas, Gino Bartali foi um campeão.
Na guerra, tornou-se algo ainda maior: um herói que escolheu arriscar a própria vida para que centenas de outras pessoas tivessem a chance de continuar vivendo.
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História Perdida agradece por sua leitura
Fontes:
Yad Vashem
Museo del Ciclismo Gino Bartali
Gino Bartali Foundation
FONTE:https://www.facebook.com/photo/?fbid=122283480620085412&set=a.122242028390085412

Armínio Fraga é indagado se voto em Lula causou arrependimento Economista afirmou que voto em 2022 não teve motivações econômicas e disse que tinha "sérias preocupações" com a democracia

 

Armínio Fraga Foto: Reprodução/BandNews

O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central durante o governo Fernando Henrique Cardoso, declarou que não se arrepende de ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. Ao justificar sua decisão, Fraga afirmou que, na época do último pleito, tinha “sérias preocupações” com o futuro da democracia brasileira.

– Meu voto não foi um voto econômico. Naquele momento, eu tinha sérias preocupações com o futuro da nossa democracia. Eu acredito na democracia, na liberdade, e os sinais estavam sendo dados e isso para mim é intolerável. Então, não foi um voto econômico (…). Não me arrependo nem um pouco, não [de ter votado em Lula] – disse.

Apesar de manter a posição sobre o voto, o economista fez um alerta sobre o cenário econômico do país e afirmou que há sinais de desaceleração da atividade. Segundo Fraga, alguns indicadores apontam para uma possível perda de ritmo da economia.

– Olhando pra frente, já há sinais de que a economia começa a desacelerar, o quadro do crédito no Brasil já dá, o que eu considero, um sinal forte. Eu não vejo isso sendo corrigido durante esse período de campanha (…). O discurso, por enquanto, não aponta para uma posição reconfortante – disse.

Para Armínio Fraga, ainda há tempo para evitar um cenário de maior deterioração econômica, desde que sejam implementadas reformas estruturais, mas que a grande problemática é que não há sinais de que isso esteja acontecendo.

– Para colocar esse país nos trilhos, com juros mais normais, com crescimento sustentado, vai ser preciso mudanças importantes nos rumos da política econômica, de natureza mais até, eu diria estrutural, previdências, reforma do Estado, questões ligadas aos regimes de Imposto de Renda. Tem vários espaços para se trabalhar. A má notícia é que isso não tá acontecendo – completou.

FONTE:PLENO NEWS

Moraes dá 48h para Bolsonaro dizer se autorizou vídeo de IA Ministro declarou que eventual anuência do líder conservador pode resultar em volta ao regime

 

Vídeo de Bolsonaro feito com IA Foto: Nelson Almeida/AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente, no prazo de 48 horas, esclarecimentos sobre o uso de sua imagem e voz em um vídeo produzido por inteligência artificial (IA), exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25).

Na decisão, Moraes quer saber se Bolsonaro autorizou ou não a utilização de sua imagem na gravação, que foi exibida durante o evento que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República

No vídeo, uma versão criada por inteligência artificial do ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, declara que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro “de braços abertos” como candidato à Presidência.

Segundo o ministro, caso fique comprovado que Jair Bolsonaro autorizou a divulgação do material, a conduta poderá resultar até no retorno do ex-presidente ao regime fechado.

– A eventual concordância de Jair Messias Bolsonaro com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial, poucos dias após ser sancionado, e passível de reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado – escreveu Moraes.

Na mesma decisão, Alexandre de Moraes afirmou que, caso Bolsonaro não tenha autorizado o uso de sua imagem, a responsabilidade poderá recair sobre o senador Flávio Bolsonaro e o Partido Liberal. Segundo o ministro, nessa hipótese, além de eventual desrespeito à ordem judicial, a conduta poderá caracterizar o uso de deepfake, prática que, de acordo com o ministro, é proibida pela legislação eleitoral.

FONTE:PLENO NEWS

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