
Neste domingo (7), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que não conseguiu visitar Filipe G. Martins, em Ponta Grossa (PR), por causa das condições climáticas que impediram o pouso da aeronave. Segundo o parlamentar, ele precisou aterrissar em outro estado após a tentativa frustrada de chegar ao destino.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas disse que havia pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ampliação do prazo para a visita, prevendo possíveis imprevistos. De acordo com ele, o pedido foi negado.
– A gente estava a caminho de visitar o Filipe G. Martins em Ponta Grossa, mas o tempo não permitiu que a gente pousasse de jeito nenhum. A gente teve que pousar aqui agora em outro estado – declarou.
Ao comentar a situação do ex-assessor internacional do governo Jair Bolsonaro, o deputado voltou a criticar a prisão de Martins e afirmou que ele não deve ser esquecido por seus apoiadores.
– Hoje completam 850 dias preso, longe da esposa, da filha, que tem apenas 6 anos de idade – disse.
Nikolas também questionou as acusações feitas contra Martins e alegou que ele teria permanecido preso por mais de dois anos antes da condenação. O parlamentar ainda afirmou que o ex-assessor resistiu a pressões para firmar acordo de delação premiada.
– O Filipe é um exemplo que sempre resistiu, sempre se negou a negociar, sempre deixou claro que não mentiria, que não iria delatar, mesmo que tivesse que pagar com sua própria liberdade – declarou.
Em outro trecho, o deputado afirmou que Martins é alvo de perseguição política por suas convicções ideológicas e por sua ligação com o escritor Olavo de Carvalho.
– O Filipe Martins nunca foi um homem corrupto, nunca cometeu nenhum crime. Bem pelo contrário, ele é perseguido por ser íntegro e por não se dobrar às questões dos poderosos – afirmou.
Ao encerrar a gravação, Nikolas enviou uma mensagem de apoio ao ex-assessor e à sua família.
– Que Deus te dê força, Felipe. Para você, sua família, serenidade e esperança para atravessar esse momento, porque nenhuma noite dura para sempre – concluiu.
Filipe G. Martins foi preso pela primeira vez em fevereiro de 2024, no âmbito das investigações sobre a suposta tentativa de golpe, permanecendo detido até agosto daquele ano, quando passou a responder ao processo sob medidas cautelares. Em dezembro de 2025, ele foi condenado pelo STF e colocado em prisão domiciliar.
Poucos dias depois, em 2 de janeiro de 2026, voltou à prisão preventiva por decisão de Moraes, após acusações de descumprimento das restrições impostas pela Justiça. Ao citar “850 dias preso”, Nikolas Ferreira fez referência ao período transcorrido desde a primeira detenção de Martins relacionada ao caso.
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FONTE:PLENO NEWS












