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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quando os f*scistas mandaram chamá-lo naquele dia, Gino Bartali sentiu medo.

 


Quando os f*scistas mandaram chamá-lo naquele dia, Gino Bartali sentiu medo.

Mas sabia que não podia recusar.
Eles conheciam sua casa, sabiam quem ele era e sua família poderia pagar o preço por qualquer desobediência.
Naqueles anos, Bartali era um herói nacional. Já havia conquistado o Giro d'Italia em três ocasiões, vencido o Tour de France duas vezes — em 1938 e novamente em 1948, naquela que é considerada uma das maiores voltas da história do esporte —, além de triunfar na Milão-San Remo, no Giro da Lombardia e em dezenas de outras provas. Sua resistência física era lendária. Enfrentava montanhas, tempestades e percursos quase impossíveis como poucos ciclistas conseguiam.
Desde o início da guerra, ser parado durante os treinamentos entre Florença e Assis havia se tornado rotina. Quase sempre, ao reconhecerem o grande campeão, os soldados sorriam, pediam um autógrafo ou apenas o deixavam seguir viagem.
Naquele dia, porém, não era uma simples abordagem.
Bartali havia sido convocado para comparecer à Villa Triste, sede da temida Gangue Carità. Liderado por Mario Carità, aquele grupo era um dos braços mais violentos do f*scismo italiano, responsável por perseguir membros da resistência, capturar opositores, infiltrar agentes e arrancar confissões sob t*rtura.
O edifício havia se transformado em um símbolo do terror.
Moradores diziam que os gritos vindos do porão podiam ser ouvidos do lado de fora. Em alguns momentos, um piano era tocado apenas para abafar os sons das sessões de t*rtura.
Assim que chegou, Bartali foi conduzido ao subsolo. Diante dele estavam bastões, armas, correntes e diversos instrumentos usados para t*rt*rar prisioneiros. Mesmo acostumado a suportar dores extremas nas estradas mais difíceis do ciclismo, sentiu o peso daquele ambiente. Anos mais tarde, lembraria daquele momento dizendo:
"Naqueles tempos, a vida não valia nada. Dependia de um fio, do acaso, do humor dos outros."
E, naquele instante, sua vida dependia justamente do humor de Mario Carità.
Sobre a mesa havia algumas cartas interceptadas pelos f*scistas. Eram mensagens enviadas pelo Vaticano agradecendo a Bartali por sua colaboração. Carità queria descobrir o verdadeiro motivo daqueles agradecimentos.
Perguntou se ele transportava armas.
Bartali respondeu que sequer sabia atirar.
O interrogador insistiu. Se não eram armas, então havia outra coisa escondida em seus trajetos. Exigiu que confessasse.
Sem alterar a voz, Bartali respondeu que apenas distribuía alimentos — café, farinha, açúcar e outros mantimentos — para famílias necessitadas.
Carità não acreditou.
Era difícil imaginar que o Vaticano enviasse cartas de agradecimento a um dos maiores atletas da Itália apenas por entregar alimentos. Mesmo assim, Bartali repetiu exatamente a mesma história.
Era uma mentira cuidadosamente construída.
Enquanto todos acreditavam que ele apenas treinava para manter a forma, Bartali pedalava centenas de quilômetros transportando documentos falsificados escondidos dentro do quadro e do guidão de sua bicicleta. Como era um ídolo nacional, os soldados raramente desmontavam sua bicicleta para uma inspeção completa, permitindo que ele cruzasse postos de controle carregando fotografias, certidões de batismo e documentos de identidade produzidos por uma rede clandestina ligada ao arcebispo de Florença e ao Vaticano.
Esses documentos davam novas identidades a judeus perseguidos e a integrantes da resistência, permitindo que escapassem da prisão, da deportação e, muitas vezes, da morte.
Além disso, Bartali também abrigou em sua própria casa uma família judia, colocando sua esposa e seu filho em enorme risco sem jamais revelar o verdadeiro motivo.
Mesmo diante de um dos homens mais perigosos do fascismo italiano, ele manteve a promessa feita aos religiosos que coordenavam aquela operação clandestina.
Não revelou absolutamente nada.
Nem mesmo Adriana, sua esposa, ou o pequeno Andrea sabiam exatamente o que ele fazia. Mantê-los sem informações era, na verdade, uma forma de protegê-los. Se fossem capturados, não poderiam revelar aquilo que desconheciam.
Terminada a guerra, Bartali voltou às competições como se nada tivesse acontecido. Em 1948, já com 34 anos e considerado velho demais para vencer, conquistou novamente o Tour de France de maneira extraordinária. Recuperou mais de vinte minutos de desvantagem nas montanhas e levou a Itália inteira à euforia. Muitos historiadores afirmam que aquela vitória ajudou a acalmar um país mergulhado em uma grave crise política após o atentado contra o líder Palmiro Togliatti.
Mas seu maior triunfo jamais apareceu em uma classificação.
Durante décadas, Bartali permaneceu em silêncio. Nunca procurou reconhecimento, entrevistas ou homenagens. Para ele, salvar vidas era simplesmente a coisa certa a fazer.
Costumava dizer:
"O bem se faz, mas não se comenta. Certas medalhas são usadas na alma, não na jaqueta."
Somente muitos anos depois, já idoso, seu filho conseguiu convencê-lo a revelar parte da história.
As investigações realizadas após sua morte mostraram que sua atuação ajudou a salvar cerca de 800 judeus durante a ocupação n*zif*scis*a da Itália. Em reconhecimento, o memorial israelense Yad Vashem concedeu-lhe o título de Justo entre as Nações, uma das maiores honrarias destinadas a pessoas que arriscaram a própria vida para salvar judeus durante o Holocausto.
Essas homenagens, porém, nunca foram o que o motivou.
Enquanto milhões o conheciam como um dos maiores ciclistas de todos os tempos, poucos imaginavam que, entre uma corrida e outra, aquele mesmo homem havia desafiado um regime inteiro para salvar desconhecidos.
Nas estradas, Gino Bartali foi um campeão.
Na guerra, tornou-se algo ainda maior: um herói que escolheu arriscar a própria vida para que centenas de outras pessoas tivessem a chance de continuar vivendo.
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História Perdida agradece por sua leitura
Fontes:
Yad Vashem
Museo del Ciclismo Gino Bartali
Gino Bartali Foundation
FONTE:https://www.facebook.com/photo/?fbid=122283480620085412&set=a.122242028390085412

terça-feira, 14 de julho de 2026

Senna é reconhecido oficialmente como Herói da Pátria; entenda Homenagem se dá por sanção de projeto de lei do senador Astronauta Marcos Pontes

 

Ayrton Senna Foto: EFE/Rafael Diaz

Ayrton Senna passou a integrar oficialmente o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A homenagem foi confirmada após a sanção da Lei nº 15.447/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicada no Diário Oficial da União. Com isso, o nome do tricampeão mundial de Fórmula 1 será registrado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília

Considerado um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, Senna conquistou os campeonatos mundiais de 1988, 1990 e 1991, além de somar 41 vitórias em Grandes Prêmios ao longo da carreira. O brasileiro morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, após sofrer um acidente durante o GP de San Marino, em Ímola, na Itália.

A homenagem teve origem em um projeto de lei apresentado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). A proposta avançou no Congresso Nacional até ser aprovada e, posteriormente, sancionada pelo presidente da República.

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é um registro oficial que reúne brasileiros reconhecidos por sua contribuição histórica ao país e fica exposto no Panteão da Pátria, localizado na Praça dos Três Poderes, na capital federal.

Durante a tramitação da proposta, parlamentares destacaram que o legado de Senna extrapola as pistas. Além das conquistas esportivas, foi lembrada a atuação do Instituto Ayrton Senna, organização criada após sua morte que desenvolve projetos voltados à educação de crianças e jovens em todo o país.

Após a oficialização da homenagem, o Instituto Ayrton Senna afirmou ter recebido o reconhecimento “com honra e profunda gratidão”, ressaltando que a inscrição reforça a permanência do legado do ex-piloto para além do automobilismo.

Essa não é a primeira homenagem federal prestada ao tricampeão. Em 2023, Ayrton Senna já havia sido declarado Patrono do Esporte Brasileiro, reconhecimento concedido por meio de outra lei federal.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Justiça do Rio ordena penhora de pagamentos da CazéTV a Romário Decisão é da 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca

 

Romário Foto: Frame de vídeo / YouTube / CazéTV

A Justiça ordenou que a verba que o senador Romário (PL-RJ) recebeu da CazéTV seja usada para quitar uma dívida de R$ 32,4 milhões. A decisão é da 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Romário está fora do Brasil participando das transmissões da Copa do Mundo. O parlamentar decidiu devolver parte do salário correspondente aos dias em que esteve nos Estados Unidos.

Conforme a decisão judicial, a CazéTV deve apresentar a íntegra dos contratos firmados com Romário, além de propostas, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e outros documentos sobre a contratação de Romário.

A dívida de R$ 32,4 milhões, que será quitada, decorre de uma ação de cumprimento de contrato movida pela Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra Romário e a empresa dele. O processo, que corre sob segredo de Justiça, está em fase de cumprimento de sentença.

A dívida já provocou a penhora de um imóvel, uma lancha e um Porsche, além de restrições via Renajud sobre um Audi e um Peugeot ligados ao senador. As informações são da coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles.

FONTE:PLENO NEWS

sábado, 20 de junho de 2026

Brasil vence o Haiti e encaminha classificação na Copa do Mundo Matheus Cunha, duas vezes, e Vinicius Júnior marcaram os gols da vitória por 3 a 0

Brasil vence o Haiti por 3 a 0 Foto:MAURO PIMENTEL / AFP

A Seleção Brasileira venceu o Haiti por 3 a 0, no duelo válido pela segunda rodada do grupo C da Copa do Mundo. Com o resultado, o Brasil encaminha a classificação para a próxima fase da competição. Os gols saíram apenas no primeiro tempo.

Diante de uma equipe mais frágil tecnicamente e que, sequer, contou com o trabalho presencial de seu treinador durante a campanha, o time de Carlo Ancelotti se impôs desde o início. Aos 11 minutos, Raphina chutou forte na saída do goleiro, mas o árbitro marcou impedimento.

Aos 22, após chute de Vinicius Júnior, o goleiro deu rebote, a bola bateu na zaga e esbarrou em Matheus Cunha antes de entrar: 1 a 0 para o Brasil.

Aos 35, Lucas Paquetá roubou a bola na intermediária, entregou para Vinicius Junior que serviu Matheus Cunha. Com um chute forte ele ampliou a vantagem brasileira: 2 a 0

No fim da primeira, aos 47 minutos, Vinicius Junior recebeu um ótimo lançamento pela esquerda e finalizou na saída do goleiro adversário para fechar o placar da primeira etapa e também da partida: 3 a 0.

No segundo tempo, Ancelotti terminou usando as cinco substituições. Entre os atletas, entrou em campo e muito pedido Endrick. Ele chegou a marcar, mas teve seu gol anulado por impedimento.

O duelo teve uma nota triste: o atacante Raphinha sentiu um incômodo e deixou o campo aos 38 minutos da primeira etapa. Ele foi substituído pelo jovem Rayan, de 19 anos.

O Brasil enfrenta a Escócia para fechar a primeira fase. O duelo será na quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília). O Brasil precisa vencer para tentar garantir a primeira posição no grupo.

FONTE:PLENO NEWS

quarta-feira, 25 de março de 2026

Quem é a designer da Nike por trás do “Vai, Brasa” Expressão inscrita no uniforme da Seleção Brasileira gerou polêmica nas redes sociais

 

Rachel Denti é designer da Nike Fotos: Reprodução Instagram

A designer brasileira Rachel Denti, da Nike, foi identificada como a responsável pelo projeto da nova camisa da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 e aparece em um vídeo explicando a expressão “Vai, Brasa” presente no uniforme. A apresentação do modelo gerou debate nas redes sociais.

Rachel trabalha na Nike desde 2021 e mora em Portland, no estado do Oregon, nos Estados Unidos. Atualmente, ela atua como designer líder na área de Acessórios Globais da empresa, sendo responsável por branding, storytelling e design gráfico de itens como bolsas, bonés e meias.

A profissional é formada pela Universidade de Brasília (UnB) e também trabalhou na produção de festas de rua em Brasília a partir de 2016. Hoje, integra a equipe da sede mundial da Nike, conhecida como WHQ.

Após a repercussão do uniforme, Rachel passou a receber críticas nas redes sociais e decidiu trancar os comentários de suas últimas publicações no Instagram. Ela segue o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Guilherme Boulos (PSOL) na plataforma.

No vídeo de apresentação do uniforme, a designer explicou a escolha da expressão que aparece na parte interna da gola da camisa.

– É o Brasil, mas também é Brasa quando está jogando, né? Pra gente é muito fácil de entender, você olha e você sabe o que “Vai, Brasa” significa. Então, a gente trouxe esse nome, esse apelido carinhoso que a gente dá. (…) Tem escrito “Vai, Brasa” (na parte interna da gola), que é uma coisa que a gente escuta nos estádios, escuta na rua, e agora os jogadores vão poder usar no corpo, carregando com eles – afirmou.

A presença da expressão dividiu opiniões entre torcedores e gerou debate nas redes sociais sobre o uso do termo no uniforme da Seleção.

FONTE:PLENO NEWS

sábado, 28 de fevereiro de 2026

STF barra veto a atletas trans e Tiffany marca ponto decisivo Para ministra Cármen Lúcia, lei de Londrina cria restrição que ofende jurisprudência

 

Tiffany Abreu (Imagem ilustrativa) Foto: Reprodução/ Print de vídeo X (ex-Twitter) Osasco Voleibol Clube e TKS Sport

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar para afastar a restrição à participação de atletas transgênero na fase final da Copa Brasil Feminina de Vôlei, realizada em Londrina (PR), na sexta-feira (27) e neste sábado (28). A decisão, proferida na Reclamação (Rcl) 91022, atendeu a pedido da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

 No STF, a CBV alega que a Lei Municipal 13.770/2024 de Londrina proíbe a participação de atletas com identidade de gênero diferente do sexo biológico em competições disputadas em equipamentos públicos municipais. Segundo a entidade, em decorrência da lei local, a participação da atleta Tifanny Abreu, que preenche todos os requisitos do regulamento da CBV, poderia resultar na aplicação de multa à organização e até mesmo na perda do alvará concedido para a realização da competição no Ginásio do Moringão.

A confederação sustenta que a legislação municipal viola decisões vinculantes do STF sobre a autonomia constitucional das entidades desportivas para se autorregular, além de inúmeros precedentes em que a Corte assegurou direitos a pessoas transgênero.

Na decisão, a ministra Cármen Lúcia explicou que o STF, no julgamento da ADI 7580, ressaltou a autonomia das organizações esportivas para se autogovernar e se autonormatizar. No caso, ela verificou que a confederação esportiva tem regulamento próprio, com política específica para a participação de atletas trans, baseada em critérios técnicos e jurídicos alinhados a diretrizes internacionais.

A aplicação da lei municipal, segundo a relatora, “geraria grande perplexidade e insegurança jurídica e social por materializar um retrocesso nas políticas de inclusão social, de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana”, desenhadas no Brasil nas últimas décadas e reiteradamente validadas em decisões vinculantes do STF.

Diante da urgência, em razão da proximidade do evento, e das razões apresentadas pela entidade – inclusive a possibilidade de banimento de uma desportista da competição –, a ministra considerou preenchidos os requisitos para a concessão da liminar. As informações são do STF.

A liminar da ministra beneficiou a atleta trans Tiffany Abreu, que joga no time de vôlei Osasco São Cristóvão Saúde e marcou o ponto decisivo que garantiu a vitória de sua equipe na Copa Brasil de Vôlei, na partida disputada nesta sexta (27) contra o Sesc Flamengo, no Ginásio Moringão, em Londrina (PR). O Osasco derrotou o SESC Flamengo por 3 a 0 (25/21, 26/24 e 25/17), nas semifinais da competição.

Confira a íntegra da decisão do STF sobre o caso:

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FONTE:PLENO NEWS

terça-feira, 29 de julho de 2025

'Peloton perdeu o respeito pela segurança' - O desafio do Tour de France Femmes de Demi Vollering virou de cabeça para baixo Favorito antes da corrida, Vollering sofreu acidente na final da terceira etapa contra Angers

 






Já se passaram três dias desde o início do Tour de France Femmes avec Zwift, e três das principais concorrentes já sofreram o tipo de infortúnio agonizante que só os maiores eventos esportivos podem causar às suas estrelas. Depois da tórrida primeira etapa de Marlen Reusser (Movistar) e da luta de Elisa Longo Borghini (UAE Team ADQ) contra a doença desde a largada, hoje foi Demi Vollering (FDJ-Suez) quem vivenciou os momentos mais difíceis da montanha-russa do Tour, caindo a 4 km da linha de chegada da terceira etapa, em Angers.

Vollering, vencedora em 2023 e segunda colocada no ano passado naquela que foi uma das maiores corridas de ciclismo de todos os tempos , era a favorita para vestir a camisa amarela quando a corrida terminasse em Châtel, no domingo. A visão dela sendo conduzida até a linha de chegada, no entanto, era preocupante para ela, sua equipe e os fãs do esporte. Mas, infelizmente, não é algo incomum. Vollering e todos na FDJ-Suez sabem que acidentes são uma parte inevitável do ciclismo, é a natureza de sua linha de trabalho.







“É ciclismo, é um acidente”, disse o diretor esportivo da FDJ-Suez, Stephen Delcourt, na chegada.

Mas sua avaliação inicial, objetiva, desmentiu o que ele realmente pensava do incidente. Delcourt não estava frustrado com um incidente racial que estava nas mãos dos deuses. Em vez disso, para ele, era o resultado de um desastre iminente causado por outros.

“Só quero dizer que não é normal a atitude de muitas equipes e ciclistas. Eles são desrespeitosos. Perdemos o respeito no último ano no ciclismo masculino e feminino”, continuou Delcourt. “Todo mundo quer aproveitar a vida assim, e você pode ver durante a etapa que estamos sempre na frente. Muitos dizem 'quero estar na frente' e muitas equipes são realmente desrespeitosas.”

Quando se trata do Tour de France Femmes, as apostas são as mais altas que vão existir durante toda a temporada. É uma coisa de tirar o fôlego. As recompensas — e os riscos — são maiores do que em qualquer outra corrida.

Delcourt foi implacável em sua avaliação do comportamento das outras equipes: “Eles furaram as linhas. Hoje a culpa é de um ciclista. Não é culpa da ASO. Agora é hora de respeito e de respeitar a segurança de todos.”

É sempre um paradoxo curioso: as decisões e ações tomadas em frações de segundo, que podem resultar em acidentes, e os meses e meses de treinamento, dieta, testes, condicionamento, viagens etc., necessários para se preparar para uma corrida como o Tour de France Femmes.

“Trabalhamos muito para o Tour de France e Demi trabalhou muito para isso, e nós só queremos respeitar a mulher antes da ciclista.

"Nós realmente tentamos dar o nosso melhor o dia todo e podemos estar felizes com a forma como corremos como equipe e como nossos companheiros de equipe correm pela Demi. Por isso, Demi está muito frustrada, porque ela quer vencer este Tour de France", disse Delcourt, que não quis se envolver em nenhuma decisão sobre o que o resto da corrida reserva para sua ciclista estrela.

Ela está com dor. Quando você cai nessa velocidade, nunca é fácil. Ela está completamente em choque. Ela sente dor no joelho, no glúteo e nas costas. Precisamos esperar porque nunca sabemos se é apenas o choque da queda ou se ela precisa de tempo. Ela será examinada pelo médico da equipe.


Ela insiste muito em usar o rolo. Essa é a boa notícia. Ela está muito otimista. Ela quer continuar, mas só precisamos de tempo para ir ao hotel, fazer o exame e ir ao hospital, e depois de uma noite poderemos voltar para contar a vocês.

Com o desfecho do acidente de Vollering ainda incerto, e com Reusser e Longo Borghini já eliminados, o que podemos esperar da disputa pela classificação geral neste Tour? Vollering não perdeu tempo para suas principais rivais, já que o incidente ocorreu dentro da zona de segurança, então, se conseguir continuar, lutará até o fim. Ela é uma ciclista que já demonstrou no passado que consegue suportar a pressão e se recuperar de todo tipo de decepção , mas mesmo sem ter que enfrentar Reusser e Longo Borghini, agora ela enfrenta um desafio monumental.

Kim Le Court, Pauline Ferrand-Prévot e Kasia Niewiadoma-Phinney estão em excelente forma, e o Tour de France Femmes deste ano é a edição mais competitiva desde seu lançamento em 2022. Será uma das etapas mais difíceis de vencer para todas as candidatas à classificação geral. Vollering sabia disso antes da largada e certamente saberá agora. Por ela, por sua equipe e pela corrida, todos nós podemos torcer para que ela continue lutando.

FONTE:https://www.rouleur.cc/pages/subscribe




segunda-feira, 28 de julho de 2025

Não estou pensando em nenhuma outra raça' - Tadej Pogačar busca a paz Depois de garantir sua quarta amarela no Tour de France em Paris no domingo, o ciclista da equipe Emirates-XRG dos Emirados Árabes Unidos está pronto para descansar um pouco

  

Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar

São quase 22h em Paris neste domingo, e Tadej Pogačar está cansado. Todos nós estamos. Ele passou as últimas 21 etapas tentando vencer o Tour de France , depois teve que defender sua vantagem de tempo contra ataques, jogos mentais e etapas de montanha brutalmente desafiadoras. A cada desafio que o ciclista da equipe Emirates-XRG dos Emirados Árabes Unidos recebeu, ele reagiu da maneira que só um campeão consegue. Há uma razão para que a camisa amarela que ele levará para casa não seja a sua primeira, mas a quarta. Pogačar já passou por isso antes.

Ele sabe como são as cerimônias de pódio, sabe dos apertos de mão, das entrevistas e das poses para fotos. Surpreendentemente, em um esporte tão desafiador, vencer o Tour agora é algo natural para o ciclista esloveno. Ele reconhece a importância de suas conquistas – claro que reconhece –, mas não há como negar que vencer está gradualmente perdendo o brilho para Tadej Pogačar. Isso é normal, é natural, mas é fundamental que tomemos nota disso. 

O sentimento ficou claro nas duas últimas etapas alpinas da corrida, quando Pogačar admitiu que sentia que era hora de encerrar todo o desastre do Tour de France. Ele disse aos jornalistas que estava pronto para voltar à sua vida "normal" e fazer coisas normais, longe do estresse, da pressão e da ansiedade que acompanham a defesa da camisa de líder em um Grand Tour. Se compararmos a reação indiferente do ciclista de 26 anos ao liderar a maior corrida de ciclismo do mundo com a reação inconsolavelmente emotiva de Kaden Groves após vencer a etapa 20 no sábado, por exemplo, veremos a comparação gritante. A magia está diminuindo lentamente? Pogačar está se acostumando demais a vencer corridas de ciclismo?

Em sua coletiva de imprensa pós-corrida, alguns minutos após o Tour de France terminar com uma etapa molhada e selvagem em Paris, Pogačar admitiu que considerou a possibilidade de que as pressões das corridas do Grand Tour pudessem ser demais para ele.

"Cheguei a um ponto da minha carreira em que, se eu fizesse burnout, ficaria feliz com o que conquistei. Falando sério, burnouts acontecem no esporte, em muitos esportes, esgotamento mental e físico", disse Pogačar. 

“Treinamos muito, acho que os ciclistas são um pouco obcecados demais com o treino, e sempre nos esforçamos ao máximo. Todo mundo quer treinar cada vez mais. Você vê o cansaço de alguns ciclistas muito cedo na temporada, e a equipe precisa que você corra, corra, corra, e você continua nesse círculo vicioso, sem nunca se recuperar. Aí chega outubro e finalmente uma pausa, e em dezembro, você faz tudo de novo. Burnouts acontecem o tempo todo, e pode acontecer comigo também.”

Os comentários do campeão mundial levantam a questão: quantos Tours de France ainda Pogačar tem em seu repertório? É verdade que ele pareceu inatacável na edição deste ano da corrida, mas o ciclismo é inconstante e mutável. O domínio nunca dura para sempre. Será que ele agora irá para a Vuelta a España em busca da tripla vitória do Grand Tour? Pogačar argumenta que é cedo demais para dizer.

"Tudo é possível, mas neste momento não estou pensando em outras corridas", disse ele. "Está ficando tarde e não quero pensar em outras corridas agora. Podemos falar sobre o Giro e a Vuelta no futuro."

Pogačar é comedido, educado e claramente treinado para a mídia em sua resposta. Este é o tipo de atleta profissional que ele é, em todos os sentidos da palavra. No entanto, há um tom implícito em seus comentários: pare de me perguntar o que vem a seguir. Aprecie o que eu já fiz.

Talvez essa seja a resposta. Talvez não se trate de quanto tempo ainda resta da era Pogačar, mas sim de olhar para trás e considerar a gravidade de suas conquistas no dia de sua quarta vitória no Tour de France. Ele era o favorito e assumiu a pressão. Vencer era a expectativa; perder teria sido a história. Quando você já ganhou tanto quanto ele, essa é a vida de um ciclista profissional. O fato de Pogačar precisar de um momento de silêncio, de desejar que a corrida de bicicleta termine, é compreensível – ele carrega um fardo que a maioria de nós não consegue compreender. Sua capacidade de carregá-lo e pedalar, independentemente das circunstâncias, é o que o torna o ciclista que ele é.

“No momento, não tenho objetivos claros”, concluiu o atleta de 26 anos em Paris. “Talvez o Campeonato Mundial deste ano, talvez a Lombardia, mas nenhum outro objetivo claro. Aproveite o momento.”

FONTE:https://www.rouleur.cc/blogs/the-rouleur-journal/i-m-not-thinking-of-any-other-races-tadej-pogacar-is-searching-for-peace?tag=member

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