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terça-feira, 14 de julho de 2026

BC e Receita são autorizados a realizar concursos São contemplados cargos de níveis intermediário e superior

 

Sede do Banco Central em Brasília (Imagem ilustrativa) Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Receita Federal e o Banco Central (BC) foram autorizados a realizar concursos públicos para a contratação de servidores. Para a Receita, serão 146 vagas; e para o BC, 170.

A Portaria nº 5.505 do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) distribui as 146 vagas da Receita Federal entre os cargos de Analista Tributário (116 vagas) e Auditor Fiscal (30 vagas), ambos de nível superior.

Para o Banco Central, a Portaria MGI nº 5.508 autoriza a abertura de vagas de níveis intermediário e superior, sendo 100 para auditor (nível superior), 50 para técnico (nível intermediário) e 20 para procurador (nível superior), totalizando as 170 vagas.

EDITAIS
Conforme as portarias assinadas pela ministra do MGI, Esther Dweck, a Receita Federal e o Banco Central terão seis meses para a publicação dos respectivos editais de abertura dos certames, contados a partir da última sexta-feira (3), data de publicação das portarias no Diário Oficial da União (DOU).

Caso o prazo não seja respeitado, as portarias com as autorizações de preenchimento de vagas por meio de concurso público perdem a validade.

Se o edital for publicado no prazo correto, o intervalo mínimo entre a publicação do edital e a realização da primeira prova deverá ser de dois meses.

*Com informações da Agência Brasil

FONTE:PLENO NEWS

Entenda audiência nos EUA sobre tarifas a produtos brasileiros Ao menos 40 entidades e empresas se inscreveram para participar

 

Bandeira dos Estados Unidos (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, da sigla original inglês) realiza, nesta segunda-feira (6), a primeira audiência pública sobre a proposta estadunidense de sobretaxar produtos exportados pelo Brasil em 25%. O evento ocorre em Washington, EUA.

Ao menos 40 entidades e empresas brasileiras e estadunidenses se inscreveram para participar da sessão, que tem previsão para se estender até esta terça-feira (7).

Entre as organizações brasileiras credenciadas para apresentar seus argumentos durante a audiência estão a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé); a Confederação Nacional da Indústria (CNI); União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica); Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Embraer, entre outras. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também consta entre os inscritos a participar, nesta terça.

Instaurada em 15 de julho de 2025, a análise estadunidense dos “atos, políticas e práticas brasileiras” se debruça sobre seis aspectos: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Cada participante terá até cinco minutos para defender os argumentos já apresentados ao USTR, contra ou a favor da taxação. Ao final desse tempo, representantes do escritório estadunidense poderão fazer perguntas adicionais que julgarem necessárias.

A investigação do USTR foi proposta com base na chamada Seção 301, da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974, que permite ao governo norte-americano investigar práticas comerciais de outros países que considere desleais ou prejudiciais aos interesses estadunidenses.

Notificado no início de junho, o Estado brasileiro contestou os argumentos dos que defendem o tarifaço das exportações brasileiras e as conclusões preliminares do USTR. Em um documento enviado ao escritório, o Itamaraty argumentou que as práticas comerciais brasileiras não prejudicam os EUA e as empresas estadunidenses.

Na manifestação diplomática, o governo brasileiro pede que os Estados Unidos se abstenham de impor medidas unilaterais em virtude da investigação em curso.

– O USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos EUA – sustenta o governo brasileiro.

O Brasil considera que as conclusões preliminares do escritório comercial saltam “da discordância em relação às escolhas soberanas do Brasil para conclusões de que tais escolhas são irrazoáveis”, e “de afirmações generalizadas de desvantagem comercial para a conclusão de que o comércio dos EUA está sendo onerado ou restringido”.

– Isso é insuficiente para justificar uma ação nos termos da Seção 301 – defendeu o governo brasileiro.

O país sul-americano alega que a legislação americana não autoriza o USTR a impor medidas comerciais “apenas por discordar das escolhas políticas de outro país soberano”.

*Com informações da Agência Brasil

FONTE:PLENO NEWS

Pedido de falência coloca Grupo Dolly sob análise da Justiça Empresa diz que não foi citada e fala em conduta "temerária e persecutória"

Refrigerante Dolly F

Na última quarta-feira (1º), a União e o governo do estado de São Paulo protocolaram um pedido de falência das empresas que integram o Grupo Dolly na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A solicitação ocorre após o encerramento da recuperação judicial da companhia e ainda será analisada pela Justiça.

O pedido não significa que a fabricante tenha falido. Caberá ao Judiciário decidir se decreta ou não a falência do grupo.

Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP), o Grupo Dolly acumula uma dívida tributária de R$ 15,746 bilhões em inscrições de dívida ativa.

As procuradorias afirmam que todas as tentativas de cobrança foram esgotadas sem sucesso. Também sustentam que a recuperação judicial, iniciada em 2018 e encerrada em maio deste ano, serviu para suspender execuções fiscais sem solucionar os débitos.

Após o fim desse processo, a empresa tentou aderir à recuperação extrajudicial para negociar diretamente com os credores. No entanto, segundo os órgãos públicos, o grupo não cumpriu os requisitos legais para dar continuidade ao procedimento.

Além da dívida, o pedido aponta indícios de manipulações contábeis, sucessões societárias, confusão patrimonial entre empresas do grupo, transferência de bens e criação de novas sociedades para manter as operações e dificultar a cobrança dos tributos.

Na avaliação das procuradorias, a decretação da falência permitiria reunir os bens das empresas, ampliar a investigação patrimonial, apurar eventual responsabilidade dos administradores e buscar a recuperação de ativos para pagamento dos credores.

Caso a Justiça aceite o pedido, será aberto o processo falimentar. Ainda assim, isso não significa o fim da marca Dolly. Em processos desse tipo, é comum que marcas, fábricas e outros ativos sejam vendidos para quitar parte das dívidas, permitindo que a marca continue sob nova administração ou tenha suas atividades encerradas, conforme a decisão judicial. As informações são da CNN Brasil.

Em nota de esclarecimento, o Grupo Dolly afirmou que ainda não foi oficialmente citado ou intimado sobre o pedido de falência e que tomou conhecimento do caso apenas por meio da imprensa.

A empresa declarou confiar na Justiça, disse que adotará as medidas judiciais cabíveis assim que for formalmente comunicada e classificou a iniciativa das procuradorias como uma conduta “temerária e persecutória”. A fabricante também reafirmou seu compromisso com a regularidade de suas operações e informou que continuará prestando esclarecimentos por seus canais oficiais conforme o andamento do processo.

Confira a nota de esclarecimento:
O Grupo Dolly vem a público esclarecer os fatos relacionados às notícias recentes sobre o ajuizamento de pedido de falência apresentado pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional em desfavor de empresas do grupo.

A empresa esclarece que, até o momento, não foi oficialmente citada ou intimada de qualquer decisão judicial relacionada ao processo em questão e, portanto, as desconhecem. As informações que chegaram ao conhecimento do Grupo Dolly tiveram origem em veículos de imprensa e não por meio de comunicação formal do Poder Judiciário.

O Grupo Dolly reafirma sua confiança na Justiça e adotará, tão logo devidamente citado, todas as medidas processuais cabíveis, sejam elas cíveis ou mesmo criminais.

A utilização do processo de falência, nas circunstâncias descritas pela mídia, revela a conduta temerária e persecutória e, portanto, será submetida ao Poder Judiciário.

Por fim, o Grupo ressalta seu compromisso histórico com a regularidade de suas operações e com o diálogo institucional com as autoridades fiscais, e informa que continuará prestando esclarecimentos à medida que o processo evoluir, sempre com base em fatos e documentos, e por meio de seus canais oficiais.

Cordialmente,
DOLLY REFRIGERANTES

FONTE:PLENO NEWS


CNI pede negociação para evitar tarifas dos Estados Unidos Também assinam a carta Amcham e U.S. Chamber

 

Indústria (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Anamul Rezwan

Em carta conjunta, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Amcham e o U.S. Chamber pedem para autoridades defenderem a relação comercial estratégica entre os países e propor uma agenda de negociação estruturada em duas etapas, com foco em evitar a aplicação de tarifas adicionais na exportação de produtos brasileiros e tornar mais forte a relação comercial.

O posicionamento ocorreu após a intensificação do diálogo bilateral, com a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, em maio, durante investigação no âmbito da Seção 301 da legislação americana.

O documento, assinado pelas três entidades, é direcionado aos ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa; ao ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira; ao representante de Comércio dos Estados Unidos, embaixador Jamieson Greer; e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.

A proposta do setor privado divide as negociações em duas fases: uma com ações de curto prazo e outra com medidas de longo prazo. Como prioridade imediata, pedem uma solução para a investigação sobre a Seção 301 que evite a aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos brasileiros.

Neste momento, as entidades sugerem que os esforços sejam concentrados em temas de alto impacto, como:

— Maior acesso a mercados para determinados produtos, incluindo insumos industriais, bens de capital e produtos voltados à segurança energética, ao desenvolvimento de data centers e à infraestrutura de inteligência artificial;

— Mais cooperação regulatória para facilitar o acesso a mercados nos setores automotivo, farmacêutico, de saúde animal e de dispositivos médicos;

— Apoio a extensão de longo prazo da moratória da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a isenção de imposto de importação para transmissões eletrônicas;

— Mais agilidade no exame de patentes e redução do estoque de pedidos de patente no Brasil, especialmente nos setores de saúde e biofarmacêutico, além de fortalecer o combate à pirataria e à contrafação;

— Avanço em uma cooperação acerca de minerais críticos sobre mapeamento geológico conjunto, pesquisa e desenvolvimento, investimentos para processamento e agregação de valor, assim como desenvolvimento de cadeias bilaterais de fornecimento seguras e resilientes;

— Implementação integral do Protocolo Anticorrupção do Acordo de Cooperação Econômica e Comercial (ATEC).

*Com informações são da Agência Brasil

FONTE:PLENS NEWS


Para 53%, economia no país está ruim ou péssima, diz BTG/Nexus Levantamento foi divulgado nesta segunda-feira

 

Lula e Fernando Haddad Foto: EFE/ Isaac Fontana

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (13) mostra que 53% avaliam que a economia do país está ruim ou péssima, enquanto 15% consideram que ela está ótima ou boa. Os resultados apresentam variação na margem de erro em relação ao último levantamento, de 29 de junho, quando os que consideravam a economia ruim ou péssima eram 51% e ótima e boa, 30%.

Sobre expectativas para os próximos seis meses, 36% dos entrevistados dizem que a economia do país vai melhorar “muito” ou “um pouco”, enquanto 30% afirmam que a situação deve piorar “um pouco” ou “muito”. Outros 27% avaliam que a economia deve ficar igual, e 7% não souberam ou não responderam.

Sobre a situação financeira pessoal, 30% dizem que está ótima ou boa e 20% afirmam que está ruim ou péssima.

Ao comparar o cenário econômico atual com o governo anterior, 38% dizem que a economia está melhor no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que na gestão Jair Bolsonaro (PL), enquanto 44% avaliam que está pior.

O levantamento também mostra que a segurança pública segue como o principal problema do país para 29% dos eleitores, mesmo porcentual que no último levantamento. Em seguida, aparecem corrupção (24%), saúde pública (23%), educação (18%) e classe política (16%).

A Nexus ouviu 2.003 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 10 a 12 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07981/2026.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

R$ 39,3 bi: Saques da poupança superam depósitos no semestre O saldo atual da poupança é de R$ 1,020 trilhão

 

Dinheiro (Imagem ilustrativa) Foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

Nos primeiros seis meses de 2026, as retiradas das cadernetas superaram em mais de R$ 39,3 bilhões os depósitos da poupança, aponta o relatório do Banco Central divulgado nesta quarta-feira (8). Apenas no mês de junho, a retirada líquida foi de R$ 237,5 milhões.

Ao longo dos seis primeiros meses, o mês de maio foi o único que apresentou saldo positivo, com entrada líquida de R$ 2,6 bilhões. Os meses de janeiro e março foram os que mais contribuíram para o balanço negativo do semestre, com retiradas liquidas de R$ 23,5 bilhões e R$ 11,1 bilhões respectivamente.

O saldo atual da poupança é de R$ 1,020 trilhão, mantendo o patamar de junho de 2025, quando o saldo era de R$ 1,019 trilhão. Em maio, o volume de entradas chegou a elevar o saldo da poupança à R$ 1,028 trilhão, mas as sucessivas retiradas líquidas resultaram em um recuo de mais de R$ 8 bilhões.

*Com informações da Agência Brasil

FONTE:PLENO NEWS

Endividamento dos brasileiros bate novo recorde em maio Proporção de famílias com dívidas subiu de 80,9% em abril para um novo recorde de 81,6%

 

Cartões de crédito (Imagem ilustrativa) Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Os brasileiros ficaram mais endividados em maio, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A proporção de famílias com dívidas subiu de 80,9% em abril para um novo recorde de 81,6% em maio, o quinto mês consecutivo de avanço. Em maio de 2025, esse percentual era de 78,2%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

O levantamento considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa. A fatia de famílias inadimplentes avançou ligeiramente de 29,7% em abril para 29,9% em maio. Essa proporção era de 29,5% em maio de 2025.

Além disso, a fatia de famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes, ficou estável em 12,3% em maio, mesma proporção vista em abril. Em maio de 2025, essa fatia era de 12,5%. Segundo a CNC, o cartão de crédito permanece como a modalidade de dívida mais utilizada, mencionada por 84,6% das famílias endividadas.

– O dado reforça o alerta vermelho na economia pelo fato de o cartão carregar a taxa de juros mais elevada do mercado: 428,3% ao ano no crédito rotativo. A inadimplência entre as famílias que recebem até três salários mínimos disparou 1,7 ponto percentual em termos mensais, atingindo a marca crítica de 38,6% em maio – frisou a entidade, em relatório.

A proporção de famílias que se consideram “muito endividadas” subiu para 17% em maio, maior nível desde junho de 2024. Por outro lado, houve ampliação dos prazos de pagamento, com 33,3% das famílias possuindo dívidas por mais de um ano, e uma redução do percentual médio de comprometimento da renda para 29,3%, disse a entidade.

Entre os inadimplentes, 49,3% relataram terem débitos vencidos há mais de 90 dias, menor fatia para este ano. O tempo médio de atraso nas contas dos inadimplentes caiu para 65 dias.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

sábado, 11 de outubro de 2025

Juros do cartão de crédito rotativo avançam e vão a 451,5% ao ano Taxas médias cobradas por bancos sobem para famílias e empresas

Dinheiro (Imagem ilustrativa) Foto: Marcos Santos/USP Imagens

As taxas médias de juros cobradas pelos bancos subiram para famílias e empresas em agosto, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta segunda-feira (29), pelo Banco Central (BC), em Brasília.

Nas operações de crédito livre para pessoas físicas o destaque foi o avanço de 5,3 pontos percentuais (pp) na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 451,5% ao ano.

 A modalidade é uma das mais altas do mercado. Mesmo com a limitação de cobrança dos juros do rotativo – em vigor desde janeiro do ano passado – os juros seguem variando sem uma queda expressiva ao longo dos meses. Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito.

Nos 12 meses encerrados em agosto, os juros do cartão de crédito rotativo subiram 24,6 pp para as famílias. O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito. Neste caso do cartão parcelado, os juros caíram 2,7 pp no mês e 1,6 pp em 12 meses, indo para 180,7% ao ano.

No total, a taxa média de juros das concessões de crédito livre para famílias teve aumento de 0,5 pp em agosto, acumulando alta de 6,6 pp em 12 meses e chegando a 58,4% ao ano.

No caso das operações com empresas, os juros médios nas novas contratações de crédito livre tiveram incremento de 0,2 pp no mês e 4,2 pp em 12 meses, alcançando 25,2%. Destaca-se, nesse cenário, a alta mensal de 9,6 pp na taxa média de juros das operações de capital de giro com prazo até 365 dias, que chegou a 38% ao ano.

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado – com regras definidas pelo governo – é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 11,1% ao ano em agosto, com redução de 0,2 pp em relação a julho e aumento de 1,1 pp em 12 meses. Para empresas, a taxa teve variação negativa de 0,1 pp no mês e alta de 2,7 pp em 12 meses, indo para 13,6% ao ano.

JUROS EM ALTA
Com isso, considerando recursos livres e direcionados, para famílias e empresas, a taxa média de juros das concessões em agosto aumentou 0,2 pp no mês e 4,2 pp em 12 meses, atingindo 31,8% ao ano.

Como esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação.

Ao aumentar a taxa, o BC visa esfriar a demanda e conter a inflação, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos e os preços caiam. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será em novembro e a previsão é que a taxa fique em 15% ao ano, pelo menos, até o fim de 2025.

*Agência Brasil

FONTE:PLENO NEWS

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Campos Neto, ex-presidente do BC, assumirá cargos no Nubank Ex-chefe do Banco Central passará a trabalhar na fintech a partir de julho

 

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto Foto: Pedro França/Agência Senado

Nubank convidou o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para ocupar postos em sua diretoria. De acordo com a instituição, o executivo manifestou a intenção de aceitar os postos após o fim da quarentena pós-BC, em 1° de julho deste ano.

O convite foi para que Campos Neto ocupe as posições de diretor global de Políticas Públicas, cargo que é responsável pela interação entre a fintech e os órgãos reguladores dos países em que atua; e também de vice Chairman da fintech e de membro do conselho de administração.O executivo esteve à frente do Banco Central entre 2019 e o final de 2024. Durante este período, no governo de Jair Bolsonaro (PL), o Congresso aprovou a independência do Banco Central, e Campos Neto se tornou o primeiro presidente do regulador na nova fase. Desta forma, ele seguiu no BC mesmo com o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023, de quem foi alvo de críticas.Antes de atuar no BC, Campos Neto fez carreira no mercado financeiro, em quase todo o tempo nas mesas de operações de bancos e de gestoras. Entre 2010 e 2019, foi o responsável pelas áreas de tesouraria e formador de mercado regional e internacional no Santander Brasil.

Seu mandato no BC foi marcado pelo lançamento do Pix em 2020, fruto de um desenvolvimento que começou ainda sob a gestão de Ilan Goldfajn, e do Open Finance. Além disso, também ocorreu em um contexto de salto da participação de mercado das fintechs após a pandemia da Covid-19, que acelerou a digitalização dos serviços financeiros. O Nubank liderou esse processo.

O destino de Campos Neto após a passagem pelo BC vinha sendo alvo de especulações no mercado. Na imprensa, notícias deram conta de que ele recebeu sondagens de empresas como a JBS, algo que não foi confirmado oficialmente.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

sábado, 1 de junho de 2024

Dívida Pública Federal total chega a R$ 6,7 trilhões em abril Relatório foi divulgado nesta quarta-feira

 

Dívida Pública Federal total chegou a R$ 6,7 trilhões em abril (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay

Em relatóriodivulgado nesta quarta-feira (29), o Tesouro Nacional revelou que a Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,99% em abril em relação ao mês anterior e atingiu R$ 6,70 trilhões.

Em março, o estoque estava em R$ 6,638 trilhões. A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 62,10 bilhões em abril, enquanto houve uma emissão líquida de R$ 3,47 bilhões.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve alta de 0,97% em abril e fechou o mês em R$ R$ 6,423 trilhões.

Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 1,37% maior no mês, somando R$ 280,51 bilhões ao fim de abril.

PARTICIPAÇÃO DE ESTRANGEIROS
A participação dos investidores estrangeiros no total da Dívida Pública caiu em abril. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a parcela dos investidores não residentes no Brasil no estoque da DPMFi passou de 10,15% em março para 9,80% no mês passado. O estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros somou R$ 629,54 bilhões em abril. No fim de 2023, a fatia estava em 9,48%.

A maior participação no estoque da DPMFi continuou com as instituições financeiras, com 29,23% em abril, ante 29,29% em março. A parcela dos fundos de investimentos passou de 22,87% para 22,98% em abril.

Na sequência, o grupo Previdência passou de uma participação de 23,29% para 23,51% de um mês para o outro. Já as seguradoras passaram de 3,93% para 3,98% na mesma comparação.

Em razão da mobilização dos servidores, a série histórica atualizada e o sumário executivo relativo a abril serão publicados na próxima semana.

PARCELA ATRELADA À SELIC
Com o ciclo de queda da taxa básica de juros, atualmente em 10,50% ao ano, a parcela de títulos da DPF atrelada à Selic subiu em abril, para 43,11%. Em março, estava em 41,77%. Já os papéis prefixados reduziram a fatia de 23,86% para 22,68%.

Os títulos remunerados pela inflação avançaram para 30,04% do estoque da DPF em abril, ante 29,95% em março. Os papéis cambiais oscilaram a participação na DPF de 4,43% para 4,16% no mês passado.

No Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2024, os papéis remunerados pela Selic devem ter participação de 40% a 44%. Os títulos prefixados podem variar entre 24% e 28%. Para os papéis corrigidos pela inflação, a participação é de 27% a 31% do estoque. Já os títulos atrelados ao câmbio devem ficar entre 3% e 7%.

O Tesouro informou ainda que a parcela da DPF a vencer em 12 meses apresentou alta, passando de 18,92% em março para 19,07% em abril. O prazo médio da dívida teve avanço de 4,11 anos para 4,13 anos na mesma comparação. Já o custo médio acumulado em 12 meses da DPF subiu de 10,40% ao ano para 10,63% a.a. no mês passado.

COLCHÃO DA DÍVIDA
O Tesouro Nacional encerrou abril com R$ 884,52 bilhões no chamado “colchão da dívida”, a reserva de liquidez feita para honrar compromissos com investidores que compram os títulos brasileiros. O valor observado é 0,33% menor em termos nominais que os R$ 887,41 bilhões que estavam na reserva em março. O montante ainda é 16,03% menor, em termos nominais, que o observado em abril de 2023 (R$ 1,053 trilhão).

O valor serve de termômetro para saber se o país tem recursos para pagar seus investidores ou precisará recorrer rapidamente ao mercado para reforçar o caixa. O montante de abril era suficiente para cobrir 8,35 meses de pagamentos de títulos, ante 6,95 meses em março.

O Tesouro trabalha com um mínimo prudencial equivalente a uma reserva para três meses de vencimentos.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

Governo pagou R$ 33 milhões em emendas de Pacheco; nada de Lira Presidente da Câmara disse que não acompanha pagamentos

 

Rodrigo Pacheco e Arthur Lira Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Neste ano, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já recebeu R$ 32.938.207,00 de emendas individuais. Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é um dos 35 parlamentares que ainda não receberam esse tipo de verba em 2024.

Da verba que foi paga a Pacheco, R$ 31,5 milhões foram para ações do Ministério da Saúde. Já R$ 1,3 milhão, foi destinado para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e Combate à Fome, para a estruturação e modernização da rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Perguntado a respeito do assunto, Lira riu e disse que não acompanha os pagamentos. Ele tem R$ 20,6 milhões de emendas individuais empenhadas. Os recursos estão divididos entre ações dos ministérios da Saúde, Turismo e Justiça e Segurança Pública. As informações são do blog de Octavio Guedes, do G1.

As emendas individuais são uma prerrogativa do parlamentar, que indica onde aplicar os recursos.

FONTE:PLENO NEWS

terça-feira, 9 de abril de 2024

Varejo fechará 750 lojas e 35 mil podem perder seus empregos Marcas como Americanas, Dia, Marisa, Carrefour e Casas Bahia estão em reestruturação

 

Lojas Americanas Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Grandes redes varejistas anunciaram o fechamento de 750 lojas, o que pode levar 35 mil brasileiros a perderem seus trabalhos. A lista de empresas em crise envolve nomes de empresas como Americanas, Dia, Marisa, Carrefour e Casas Bahia. As informações são do Metrópoles.

Com o fechamento de centenas de lojas da rede Dia, pelo menos 3,5 mil pessoas serão demitidas. Atualmente com 5,5 mil funcionários diretos, a empresa deve manter apenas 2 mil depois da reestruturação que envolve finalizar a atuação de 343 lojas em todo o país.

O Carrefour, com prejuízo de R$ 565 milhões, vai fechar 123 estabelecimentos, entre hipermercados e lojas da rede Todo Dia. A estimativa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) é que pelo menos 12,5 mil pessoas sejam demitidas.

Outra grande varejista em crise financeira que pode demitir milhares de pessoas é a Marisa, loja focada em moda e acessórios, que fechou 91 lojas ao longo do ano de 2023. Ainda sem divulgar as demonstrações financeiras atuais, a BSVC acredita que a marca vai demitir ao menos 2,4 mil funcionários.

As Americanas também têm enfrentado problemas e gerado a demissão de milhares de trabalhadores. Pelo menos 152 lojas foram fechadas nos últimos meses e entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024, o número de trabalhadores desligados foi de 7.175.

A Casas Bahia também tem reestruturado sua operação, e entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023 demitiu 8,6 mil pessoas. A empresa diz que tem fechado pontos de venda deficitários ou com margens negativas.

FONTE:PLENO NEWS

sábado, 6 de abril de 2024

Sob Lula, dívida bruta cresce e atinge 75,5% do PIB em fevereiro Índice subiu 3,8 pontos percentuais nos primeiros 14 meses do terceiro governo Lula

 

Lula durante evento no Rio Foto: EFE/ Antonio Lacerda

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu em fevereiro deste ano e atingiu seu patamar mais alto desde junho de 2022. No segundo mês de 2024, o índice ficou em 75,5% do Produto Interno Bruto (PIB), uma alta de 0,43 ponto percentual na comparação com janeiro. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Banco Central.

Ao longo de 2024, o índice aumentou 1,13 ponto percentual, impulsionado principalmente pelo pagamento de juros nominais (aumento de 1,3 ponto percentual) e emissão líquida da dívida (aumento de 0,5 ponto percentual). O crescimento do PIB nominal, por sua vez, reduziu a dívida em 0,9 ponto percentual

Em dezembro de 2022, último mês de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a DBGG era de 71,7% do PIB. Ou seja, o índice subiu 3,8 pontos percentuais nos primeiros 14 meses do terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Dívida Bruta do Governo Geral, que em valores nominais chegou a R$ 8,3 trilhões em fevereiro, compreende não apenas o governo federal, mas inclui também o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos estaduais e municipais.

FONTE:PLENO NEWS

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

“Governo Lula tá acelerando o processo de quebrar o Brasil” Senador Rogério Marinho deu declarações durante o programa Roda Viva

 

Rogério Marinho Foto: Reprodução/Print de vídeo YouTube Roda Viva

Durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, na última segunda-feira (5), o senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a gestão do governo Lula (PT) em relação à economia. Ele afirmou que o atual governo está “acelerando o processo de quebrar o Brasil”.

O líder da oposição no Senado deu declarações após o jornalista Felipe Moura Brasil, do site O Antagonista e da revista Crusoé, questionar qual a visão e a expectativa dele em relação às medidas de aumento de arrecadação neste semestre.

– Acho que o governo Lula, a exemplo do que fez durante 14 anos, tá acelerando o processo de quebrar o Brasil. O que eles fizeram em 14 anos, aperfeiçoaram e estão fazendo num tempo muito menor. até porque, dessa vez, há uma certa boa vontade em relação ao que está acontecendo no governo. Vejam que o déficit deste ano foi de R$ 230 bilhões contra uma expectativa de pouco menos de R$ 100 bilhões, é 1% do PIB, deu 2.1% – comentou.

Marinho também citou desafios que o governo de Jair Bolsonaro (PL) enfrentou e criticou o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

– Nós vemos agora o aumento do déficit de 230 bilhões com o Haddad indo a público dizer uma inverdade, dizer que isso é culpa do governo anterior. (…) As pessoas parecem que não fazem conta. E o ministro parece que não tem responsabilidade quando fala.

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FONTE:PLENO NEWS 

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Cesta básica tem aumento em 14 capitais brasileiras Cesta mais cara do país continua sendo a de São Paulo

Cesta básica tem aumento em 14 capitais brasileiras no mês de abril Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No mês de abril, o custo da cesta básica aumentou em 14 das 17 capitais brasileiras que são analisadas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo a pesquisa, a cesta só não subiu em Natal, onde o preço médio apresentou queda de 1,48% em relação a março, em Salvador (-0,91%) e Belém (-0,57%).

Por outro lado, as maiores altas foram observadas em Porto Alegre, onde houve elevação de 5,02% no custo mensal da cesta, em Florianópolis (3,65%), em Goiânia (3,53%), em Brasília (3,43%) e em Fortaleza (3,38%).

 Em abril, a cesta básica mais cara do país continua sendo a de São Paulo, o que vem acontecendo pelo menos desde o início deste ano. No mês passado, o conjunto dos alimentos básicos na capital paulista custava em torno de R$ 794,68. Em seguida estavam as cestas de Porto Alegre (R$ 783,55), Florianópolis (R$ 769,35) e do Rio de Janeiro (R$ 750,77). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 553,89), Recife (R$ 582,26), João Pessoa (R$ 585,42) e Salvador (R$ 585,99).

Com base no valor da cesta mais cara, que no mês de abril foi novamente a de São Paulo, o Dieese calculou qual seria o salário-mínimo ideal no país para cobrir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Segundo a entidade, o salário mínimo deveria ter sido de R$ 6.676,11 em abril, ou 5,13 vezes superior ao que o mínimo valia no mês passado (R$ 1.302,00).

*Agência Brasil

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