Roberta Luchsinger e LulaFoto: Reprodução/Arquivo Pessoal InstagramRoberta Luchsinger afirmou que documentos pessoais protegidos por segredo de Justiça teriam sido utilizados sem seu consentimento pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorreu depois que o ministro Guilherme Boulos apareceu em um vídeo apresentando documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante a disputa envolvendo a divulgação de dados sigilosos entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).Em publicação nas redes sociais, a lobista disse que não autorizou o uso dos materiais relacionados ao inquérito em que é investigada.
– Não autorizei essa gente levar nenhum documento meu que está sob segredo de Justiça no inquérito em que sou investigada – declarou.
Próxima de Lulinha, filho do presidente, a empresária é investigada no caso das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Roberta também questionou a apresentação dos documentos sem seu conhecimento prévio e cobrou explicações sobre a procedência das informações.
– Me espanta ver alguém com o meu sigilo e falando em meu nome e entregando documentos que pertencem a mim e ao inquérito, sem o meu menor conhecimento. Isso é criminoso – afirmou.
A lobista classificou o episódio como uma “patifaria” e informou que pretende se reunir com seus advogados nesta sexta-feira (23) para avaliar possíveis providências junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal (PF).
Presidente da OAB, Beto Simonetti Foto: YouTube OAB NacionalO presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, defendeu nesta segunda-feira (19) o exercício da advocacia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionar, durante debate presidencial na Band, a atuação de Flávio Bolsonaro (PL) na defesa de um policial militar acusado pela morte da menina Ana Clara, de 5 anos.Durante a abertura da sessão do Conselho Pleno da entidade, Simonetti afirmou que a instituição não se envolve em disputas partidárias, mas precisa se posicionar quando a profissão é questionada publicamente. Segundo ele, a atuação de advogados não pode ser transformada em instrumento de confronto eleitoral.
– Embora a Ordem dos Advogados do Brasil se mantenha equidistante de questões político-partidárias, não pode ficar silente diante de tentativas de criminalização da profissão em rede nacional – declarou Simonetti.
O dirigente também destacou que o debate político não deve comprometer o respeito às garantias profissionais. Para ele, o trabalho dos advogados precisa ser protegido independentemente de quem seja o cliente ou da repercussão pública do processo.
– A manifestação é necessária para impedir que o debate político desqualifique o exercício da advocacia, que deve ser respeitado e defendido sob quaisquer circunstâncias – afirmou o presidente da OAB.
O episódio ocorreu no debate deste domingo (18), quando Lula cobrou explicações de Flávio sobre sua participação na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli. O senador atuou no caso como advogado e assinou um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que determinou o julgamento do agente pelo Tribunal do Júri. O pedido foi rejeitado pela Corte.
Ana Clara Gomes Machado morreu em fevereiro de 2021, aos 5 anos, após ser atingida por um disparo de fuzil enquanto brincava perto de casa, em Niterói (RJ). O Ministério Público acusa Delaroli de homicídio com dolo eventual. A defesa do policial sustenta que ele reagiu a uma agressão de criminosos.
Ao concluir sua manifestação, Simonetti reforçou que a posição da entidade tem como objetivo proteger a categoria, e não favorecer candidaturas ou partidos políticos.
– Repudiamos qualquer tentativa de criminalizar a advocacia. Nosso posicionamento visa à defesa permanente das prerrogativas profissionais, e não à exploração eleitoreira – declarou.
Daniel VorcaroFoto: reprodução/xNovas conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro mostram o ex-dono do Banco Master conversando com o advogado Walfrido Warde sobre a relação com o governo Lula. Em uma das mensagens, enviada em 22 de janeiro de 2025, Warde afirmou que o presidente havia agradecido novamente por um whisky e mandado um abraço ao banqueiro.– Querido, estive com o PR hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente – escreveu Warde.
Vorcaro respondeu à mensagem com um emoji de coração. O diálogo ocorreu 49 dias depois de uma reunião entre o então banqueiro e Lula, realizada em 4 de dezembro de 2024, no Palácio do Planalto.
As mensagens mostram ainda que Warde acompanhou a reunião de perto. No dia do encontro, às 13h32, o advogado escreveu para Vorcaro:
Vorcaro respondeu à mensagem com um emoji de coração. O diálogo ocorreu 49 dias depois de uma reunião entre o então banqueiro e Lula, realizada em 4 de dezembro de 2024, no Palácio do Planalto.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, porém, negou ao O Globo que Lula tenha recebido qualquer presente de Vorcaro. O órgão também afirmou que o presidente não enviou recado ao ex-dono do Master.
As mensagens mostram ainda que Warde acompanhou a reunião de perto. No dia do encontro, às 13h32, o advogado escreveu para Vorcaro:
– Parabéns. Soube que foi muito bom. Vou almocar com o amigo agora – afirmou Warde.
Quatorze minutos depois, ele enviou outra mensagem:
– Me dizem que vocês são muito extravagantes. Isso que ele não sabe das quengas – escreveu.
Vorcaro respondeu:
– kkk. Falou de festa na Grécia. Nem dei ainda. Pô.
Na sequência, o banqueiro acrescentou:
– Quase que eu falei, isso é problema?
Warde respondeu:
– Ele quer participar hahahahaha. Sem a Janja. Cara vamos fazer uma grande farra. Sem ele claro – afirmou.
Às 13h51, o advogado voltou a escrever:
– To ouvindo aqui. Vc foi muito bem – disse Warde.
A troca de mensagens também indica que a reunião com Lula vinha sendo articulada desde meses antes. Em 30 de abril de 2024, Warde relatou a Vorcaro que havia recebido uma ligação de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e então chefe de gabinete da Presidência.
Em um áudio, o advogado afirmou que Marcola cobrava o envio de um e-mail com os assuntos que Vorcaro pretendia tratar com Lula.
– Fala, Dani, tudo bem? Deixa eu te falar, acabei de receber uma ligação do Marcola, secretário pessoal do presidente, cobrando o teu e-mail. Manda para mim o e-mail sobre os assuntos que você gosta de falar, os interesses do grupo, eu ajeito aqui e eu mesmo mando o e-mail. Eu mesmo mando do meu endereço eletrônico, dizendo, ‘olha, na qualidade de advogado do doutor Daniel Vorcaro, eu gostaria de pedir uma reunião com o presidente da República sobre tais e quais assuntos’, tá? Porque ele tá esperando isso para poder marcar – disse Warde.
Marcola negou ao O Globo ter procurado Warde ou qualquer representante do Banco Master. Segundo ele, após ser abordado pelo advogado, pediu apenas que o pedido de audiência fosse formalizado por e-mail, como ocorria com outras solicitações.
Na reunião de dezembro, Vorcaro estava acompanhado de Guido Mantega, que intermediou o encontro, além de Gabriel Galípolo e Rui Costa. Segundo o governo, o então dono do Master relatou dificuldades com grandes bancos e Lula afirmou que o Banco Central atuaria de forma técnica.
Warde atuava na defesa de Vorcaro e do Banco Master em processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e no Tribunal de Contas da União (TCU).
Daniel Vorcaro e o Resort Tayayá Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo | Divulgação/Tayayá (site)Novas mensagens divulgadas após a queda do sigilo do caso Master mostram que entre março e agosto de 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro cobrou informações sobre aportes financeiros relacionados ao Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR). As conversas estavam no celular do dono do Banco Master.
Os diálogos envolvem também Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e Guilherme Lippi, advogado que atuou para uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli. Em março, Lippi procurou o banqueiro para tratar da transferência do fundo Arleen e se apresentou como sócio do resort.
Em abril, Vorcaro encaminhou a Zettel o contato de Lippi e mencionou a necessidade de um aporte em um Fundo de Investimento em Participações. Em maio, o banqueiro voltou a cobrar o cunhado sobre a conclusão da operação.
Em 14 de agosto, Vorcaro retomou o assunto e questionou Zettel sobre o negócio no resort.
– Aquele negócio no Tayaya não foi feito? – perguntou Vorcaro.
Zettel explicou o que faltava para concluir a operação: – Que ele me diga pra quem passar.
Na sequência, Vorcaro demonstrou preocupação com a situação e questionou sobre o dinheiro:
– Me deu um puta problema. Onde tá a grana? – perguntou.
Zettel respondeu que os recursos estavam vinculados ao fundo relacionado ao resort:
– No fundo dono no Tayaya (sic).
Ainda na conversa, Vorcaro quis saber o que já havia sido feito. Zettel afirmou:
– Aportamos os 15. Agora falta só transferir.
Mais tarde, o banqueiro voltou a perguntar sobre a operação realizada no resort:
– Qual negócio vc fez tayaya ate hoje (sic) – questionou Vorcaro.
Lippi voltou a aparecer nas mensagens horas depois. Vorcaro encaminhou a Zettel uma informação atribuída ao advogado:
– Lippi acaba de dizer que ele quem está travando.
O banqueiro reagiu à mensagem com duas respostas:
– Foda isso, viu – e, em seguida, escreveu: – Pqp.
Informações posteriores da investigação apontaram duas parcelas relacionadas ao negócio do Tayayá Resort, uma de R$ 20 milhões e outra de R$ 15 milhões. Os valores somam R$ 35 milhões.
Daniel Vorcaro e o Lobo de Wall StreetFoto: Foto: YouTube/CNN Brasil Economia // Reprodução/YouTube Sessão NerdA dimensão atribuída ao esquema envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master coloca o caso em uma escala muito superior até mesmo se comparado a uma das fraudes financeiras mais conhecidas do mundo, a do Lobo de Wall Street, já retratada até nos cinemas, quando o ex-corretor Jordan Belfort foi interpretado pelo ator Leonardo di Caprio.Belfort, que ficou conhecido justamente pelo apelido de Lobo de Wall Street, enganou cerca de 1,5 mil investidores, provocando prejuízos estimados em 200 milhões de dólares, aproximadamente R$ 1,1 bilhão em valores atuais. No caso do Banco Master, o rombo estimado chegou a R$ 52 bilhões, com impacto sobre cerca de 1,6 milhão de pessoas.
A diferença de escala financeira é expressiva e também se reflete na estrutura atribuída ao esquema. Enquanto Belfort operava por meio de uma corretora irregular e utilizava a venda de ações de pequenas empresas, o caso envolvendo Vorcaro teria ocorrido dentro de uma instituição financeira regulada.
As investigações apontam para a existência de diferentes núcleos de atuação relacionados ao Banco Master, envolvendo operações financeiras, corrupção institucional, lavagem de dinheiro e intimidação. A suspeita é de que recursos captados posteriormente tenham sido utilizados para sustentar compromissos assumidos anteriormente, característica associada a estruturas de natureza piramidal.
A dimensão financeira também aparece nos gastos atribuídos a Vorcaro. Entre 2021 e 2024, ele teria desembolsado cerca de R$ 892 milhões em viagens, festas, eventos e outras despesas de alto padrão. Entre os episódios citados estão uma celebração de noivado em um palácio em Roma, estimada em R$ 14 milhões, e uma festa de aniversário de 40 anos na Sicília, com custo estimado em R$ 200 milhões.
Belfort, por sua vez, tinha gastos com extravagâncias que somavam cerca de 50 milhões de dólares anuais (R$ 257 milhões na cotação atual).
Fachada do STF Foto: Gustavo Moreno/SCO/STFO jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, relatou nesta segunda-feira (14), durante o jornal WW, que empresários de São Paulo teriam recebido telefonemas de autoridades de Brasília em tom de ameaça para que retirassem seus nomes de manifestos críticos ao Supremo Tribunal Federal (STF)egundo Junqueira, os empresários teriam sido alertados de que poderiam enfrentar problemas judiciais caso mantivessem o apoio a documentos críticos à Corte. O jornalista afirmou ter recebido relatos de pessoas que foram procuradas com referências a processos que poderiam ser “desenterrados” caso não deixassem de participar das manifestações.
– A gente tem ouvido, por exemplo, de alguns empresários em São Paulo que receberam telefonemas de autoridades aqui de Brasília também em tons ameaçadores (…). Temos relatos de empresários também que receberam ligações pedindo para tirar o nome do manifesto [contra o STF], dizendo que tem um processo aqui ou acolá, que pode ser desenterrado – afirmou.
O comentário ocorreu durante uma discussão sobre a crise no STF e eventuais repercussões na sociedade. O jornalista avaliou que esse tipo de pressão, como a feita sobre empresários, pode tornar mais evidente aquilo que classificou como uma estratégia para evitar a discussão sobre o conteúdo das acusações contra o ministro Alexandre de Moraes.
– Fica muito exposta qual que é a estratégia: de fugir do mérito e tentar de alguma outra maneira, que não o mérito das acusações contra o Alexandre [de Moraes], ganhar esse jogo – completou.
Karina GamaFoto: Frame de vídeo / CNNProdutora do filme Dark Horse, Karina Gama afirma que tem sido pressionada a fazer uma delação premiada e afirmou que não se tornará o próximo Mauro Cid, em referência ao ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que o delatou durante o processo sobre a tentativa de golpe de– Quando você pergunta a minha sensação, da operação, da condução das investigações, eu entendo que é como se eu fosse o próximo Mauro Cid. Que eu preciso incriminar pessoas. O que estou dizendo há nove meses é que tudo que a gente fez, estou querendo responder e esclarecer. Mas preciso responder e esclarecer para as autoridades – declarou ela em entrevista à CNN Brasil.
Karina afirmou, porém, que “as autoridades, em vez de perguntar de maneira técnica, tem essa politização dentro da questão jurídica, de fiscalização dos projetos”.
Indagada pela CNN se ela será o próximo Mauro Cid, a produtora respondeu que não e justificou:
– Porque eu não tenho como incriminar alguém. Eu não tenho, eu não vi, não participei de nada que incrimine pessoas. Tudo que a gente fez foi um filme – assinalou.
A produtora foi um dos alvos da Operação Make Up, executada na última quinta-feira (10) por parte da Polícia Federal (PF). A ação ocorre no âmbito de um inquérito relatado pelo ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura suspeita de desvio de emendas parlamentares para a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Karina defende que até onde ela possui conhecimento o investidor do projeto foi o fundo Havengate. Ela afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não repassou dinheiro para a produtora e destacou que ela nunca participou do fundo.
– O Vorcaro não deu nenhum centavo para a produtora. Não existiu nenhuma relação da produtora com o Vorcaro. Não existiu nenhuma relação da produtora com as empresas do Vorcaro, não existiu. (…) Eu não participei do fundo. Eu nunca participei do fundo e não era o meu papel. O meu papel ali era contratada do fundo – adicionou.
Agressão de ciclista em Copacabana Foto: Reprodução/TV Globo
A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou 13 pessoas no caso da morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado ao ser confundido com um ladrão de bicicleta, em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense.
Ao todo, cinco dos indiciados vão responder por homicídio triplamente qualificado, sendo que quatro estão presos. Um deles permanece foragido. Entre os envolvidos estão seguranças clandestinos, entregadores de aplicativo e empresários locais. O inquérito foi concluído nesta segunda-feira (7) pelo delegado Angelo José Lages Machado, titular da 12ª Delegacia Policial (DP), e direcionado ao Ministério Público.De acordo com a polícia, Cláudio foi “espancado covardemente” na madrugada de 11 para 12 de agosto. A investigação aponta que ele foi acusado de ter furtado uma bicicleta que, na verdade, pertencia à irmã dele. Cláudio Rafael tinha problemas psiquiátricos e não conseguiu se defender da acusação dos agressores.
O delegado afirma que não houve “a mínima demonstração” de que Cláudio tivesse efetivamente furtado a bicicleta.
– Em vez de acionarem a autoridade pública, os envolvidos optaram por julgar e submeter Cláudio a sentença de sucessivas agressões, que causaram a morte – aponta o inquérito.
Por meio de imagens de câmeras de segurança, a polícia concluiu que a vítima foi cercada por seguranças que atuavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos. Cláudio sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.
– Ele levou socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira – diz a polícia.
A Justiça determinou a prisão de cinco pessoas:
– Davi dos Santos Machado – segurança de rua; – Jorge Luiz Ricardo Dias – segurança de rua; – Felipe Eduardo dos Santos Dias – entregador de aplicativo; – Ailton José da Silva – entregador de aplicativo; – Wellington Luiz Santos de Souza – homem que apareceu ao fim das agressões e chutou a cabeça da vítima, indefesa.
Os cinco foram indiciados por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima). Os seguranças e os entregadores estão presos. Wellington segue foragido. De acordo com a investigação, o próprio Davi, um dos agressores, classificou as agressões como “ato insano”.
A polícia afirma que os depoimentos dos envolvidos “demonstram a existência de um sistema de financiamento privado da atividade informal de segurança”.
– Os pagamentos não eram realizados mediante contrato formal ou relação trabalhista regularmente constituída. Ao contrário, eram efetuados de maneira informal, predominantemente em espécie e sem recibos – descreve o inquérito.
Quatro pessoas foram indiciadas por exercício irregular da atividade de segurança e vigilância de rua. Quatro comerciantes também foram indiciados pelo financiamento da atividade informal mediante pagamentos periódicos. Uma mulher que entregou o bastão de madeira usado por um dos agressores foi indiciada por lesão corporal. Um homem foi indiciado por omissão de socorro.
– Não se atribui a obrigação de enfrentar fisicamente os agressores. O dever juridicamente relevante consistia, ao menos, em buscar auxílio por intermédio dos serviços públicos de emergência – cita o inquérito.
Ao comentar a participação de Tarcísio, a jornalista destacou principalmente a capacidade do então candidato de apresentar, de memória, uma grande quantidade de números, dados e informações sobre o Estado de São Paulo.
"O cara é uma máquina”, afirmou Eliane Cantanhêde, impressionada com o domínio dos dados demonstrado por Tarcísio durante o confronto.
Ao longo do debate, Tarcísio respondeu a diferentes questionamentos citando números e indicadores de São Paulo sem recorrer constantemente a anotações, algo que chamou a atenção da comentarista.
O episódio voltou a circular nas redes sociais e tem sido compartilhado por apoiadores do governador como exemplo de sua preparação e capacidade técnica.
Nesta sexta-feira (19), o governo federal anunciou novas medidas contra plataformas de apostas ilegais, incluindo o bloqueio de recursos dessas empresas e a responsabilização tributária de influenciadores que fizerem propaganda dos sites irregulares.
A informação foi divulgada pelo secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas, que afirmou que os criadores de conteúdo que receberem dinheiro para divulgar bets clandestinas terão de recolher impostos sobre os valores recebidos.
– Se um influenciador entrar em uma rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA [Secretaria de Prêmios e Apostas], a Receita Federal vai cobrar Imposto de Renda e também tributos como PIS e Cofins – afirmou.
Segundo Barreirinhas, os rendimentos obtidos com a divulgação dessas plataformas não estarão livres de tributação.
– Se o influenciador está ganhando dinheiro com uma bet ilegal, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre esse rendimento – declarou.
O secretário acrescentou que instituições financeiras que movimentarem recursos ligados a apostas ilegais também poderão ser responsabilizadas na esfera tributária.
Além disso, o governo informou que passará a bloquear recursos financeiros de empresas de apostas que operam de forma irregular. Os valores poderão ser destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, desde que sejam cumpridas as etapas previstas em lei.
De acordo com Durigan, quando houver indícios de operação irregular, a Secretaria de Prêmios e Apostas poderá comunicar aos bancos que congele preventivamente os recursos ligados às empresas investigadas.
Após o bloqueio, será aberto um processo administrativo para apurar o caso. Se a irregularidade for confirmada, a Advocacia-Geral da União poderá recorrer à Justiça para pedir o confisco dos valores e a transferência dos recursos ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
– A Fazenda vem construindo essa inteligência com a Secretaria de Prêmios e Apostas (da pasta) e com a Receita Federal. Quando a gente identificar uma ilegalidade, nós vamos comunicar os bancos dizendo: qualquer conta que você tenha que trate de recurso dessas bets aqui irresponsáveis, você trate de congelar – informou o ministro da Fazenda.
Segundo o governo, o procedimento garantirá o direito de defesa e de contestação das empresas investigadas, sem afetar os direitos dos apostadores.
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmaram, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o político entregou sua pistola Glock 9mm a um militar de sua equipe de segurança para que ela fosse consertada.
A arma acabou sendo apreendida na madrugada da última segunda-feira (15) pela Polícia Militar do Distrito Federal, durante uma blitz na rodovia DF-001, em Taguatinga, porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo.
O carro era dirigido pelo segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que atuava na segurança pessoal do ex-presidente. Ao ser abordado, o militar portava sua arma institucional e transportava a pistola de Bolsonaro, que foi recolhida pela Polícia Civil para investigação.
Para justificar o caso, os advogados de Bolsonaro anexaram o registro da arma e explicaram ao ministro relator, Alexandre de Moraes, que a pistola havia sido desativada secretamente pela própria equipe do do ex-presidente.
Segundo a defesa, “as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário [Jair Bolsonaro], capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante” com o objetivo de salvaguardar o próprio líder conservador.
O texto faz referência a um episódio ocorrido em novembro de 2025, quando Bolsonaro, em prisão domiciliar, tentou violar a tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda quente, alegando na época alucinações e paranoia causadas por remédios. Sem saber que a peça essencial para o disparo havia sido removida, o ex-presidente tentou manusear a arma, notou que o gatilho estava frouxo e pediu ajuda ao sargento, que tem experiência com o modelo.
A defesa enfatizou que “a entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção”, e pontuou que o político não tem interesse em reaver a pistola enquanto estiver cumprindo sua pena.
Os advogados argumentam ainda que, apesar da condenação de Bolsonaro, não houve ordens judiciais anteriores determinando o recolhimento de suas armas ou o cancelamento de seus registros.
Bolsonaro cumpre uma condenação de 27 anos e três meses de prisão, encontrando-se sob o regime de prisão domiciliar humanitária desde 24 de março para se recuperar de uma broncopneumonia.
Sede do Ministério Público de São Paulo Foto: Reprodução/TV Band
A suspeita de infiltração do PCC em órgãos responsáveis pelo combate ao crime organizado motivou uma operação do Ministério Público de São Paulo nesta terça-feira (9). Entre os presos estão um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio Ministério Público, apontados como integrantes de um esquema de extorsão e que teria vazado informações sigilosas.
Segundo as investigações, o grupo também é investigado por possível participação em um plano para assassinar um promotor integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A ação faz parte da Operação Infiltrados, deflagrada pelo Ministério Público em Campinas e Cardoso, no interior paulista. Além dos três mandados de prisão temporária, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, incluindo diligências contra um policial penal.
De acordo com o Ministério Público, um dos focos da investigação envolve um chefe de investigadores que atuava na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas.
Segundo o Gaeco, ele teria se encontrado com um dos principais envolvidos em um plano para matar um promotor do Gaeco poucos dias antes da deflagração da Operação Pronta Resposta, realizada em agosto do ano passado para impedir o atentado.
Durante as apurações, investigadores encontraram vídeos que registrariam o encontro entre os suspeitos. Agora, o Ministério Público tenta esclarecer se informações sigilosas sobre a operação foram repassadas ao integrante da facção criminosa.
Outro eixo da investigação envolve um ex-estagiário do Ministério Público que atualmente atua como advogado. Segundo o Gaeco, ele teria se infiltrado deliberadamente em uma Promotoria Criminal de Campinas para ter acesso a bancos de dados e identificar criminosos com grande poder econômico para utilizar as informações com o objetivo de obter dinheiro em troca de suposta proteção contra investigações.
O Ministério Público afirma que ele contava com a colaboração de outros agentes públicos, entre eles o policial penal e o ex-policial civil alvos da operação. Segundo o Ministério Público, o ex-policial civil preso na operação já havia sido expulso da corporação anos atrás após envolvimento em um caso de extorsão mediante sequestro.
Luzes são de camping em Campos Largo Foto: YouTube NaLata Driver
O youtuber Henrique Pereira, do canal NaLata Driver, divulgou neste fim de semana vídeos nos quais contesta o relato de Mayk Leão sobre uma suposta nave alienígena vista em 31 de maio, na zona rural de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). Segundo Henrique, as luzes registradas pelo jovem eram, na verdade, de um camping que funciona no local há anos.
Em um vídeo publicado no Instagram e durante uma transmissão ao vivo no YouTube, que contou com a participação da mãe de Mayk, Henrique mostrou imagens do ponto indicado pelo jovem. Utilizando o zoom de um celular, ele registrou luzes com características semelhantes às que apareceram nos vídeos que viralizaram nas redes sociais.
Durante a transmissão, Henrique entrou em contato por telefone com o proprietário do camping e pediu que a iluminação fosse apagada. As imagens mostram o momento em que as luzes começam a desaparecer, deixando a área escura.
A esposa do dono do camping também participou da conversa e afirmou que conhece Mayk e que o jovem já esteve no local e disse que, no domingo em que as imagens foram gravadas, a iluminação funcionava normalmente.
Mayk viralizou nas redes sociais dizendo que estava impressionado com luzes e que um objeto luminoso não identificado tinha passado em cima de sua casa antes de ir para a região da montanha.
– Logo que começou a escurecer apareceu o objeto ali em cima das árvores e daí virou tudo isso que vocês viram. Deixar claro isso, que não era no chão e também não era… No momento que apareceu, estava pairando nas árvores, próximo do rio. Quando eu terminei tudo, deu um choque de realidade. Nossa, eu estava diante de algo que não era daqui. Era uma inteligência maior, acredito. Mas foi só com o processo que eu fui entendendo – disse ele, em um dos vídeos que viralizou e que agora foi colocado em xeque.
Até o momento, Mayk Leão não comentou as conclusões apresentadas pelo youtuber.
Torcedor gritou “Flávio eleito” durante entrevista Foto: Reprodução/TV Globo
Um torcedor surpreendeu o repórter Pedro Rocha, da TV Globo, e gritou “Flávio Bolsonaro eleito”. O caso ocorreu durante entrevista, neste sábado (6).
Pedro estava em uma externa para acompanhar a torcida na concentração para o amistoso entre a Seleção Brasileira e o Egito. Ele parou para conversar com um grupo animado. Foi então que o torcedor se expressou.
– Brasil campeão e Flávio Bolsonaro eleito – gritou.
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Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” (inciso IV) e “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença” (inciso IX).
Cabe ressaltar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença”.
Ressaltamos também o disposto no Art. 220 – A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
1° – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5°, IV, V, X, XIII e XIV;
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Caso tenha dúvidas, ou descorde de nossa Segurança e Privacidade, entre em contato pelo e-mail:kiasistema1951@gmail.com
IMPRIMA E COLOQUE NO PORTA-LUVAS DO CARRO !!! Você sabia que se enguiçar em determinadas vias da Cidade do Rio de Janeiro, você não pode chamar o seu reboque particular?
Na hora da emergência, nem adianta ligar para o seu reboque de seguradora, pois em locais como Linha Vermelha, Linha Amarela, Auto-Estrada Lagoa-Barra e outros, eles não são autorizados a te socorrer.
Para evitar que você fique à mercê dos bandidos, anote e deixe em seu veículo os números dos telefones de emergência das vias especiais do Rio de Janeiro.
- Linha Amarela .............................. 0800 024-2355 - Linha Vermelha ............................ 0800- 282-8664 - Avenida Brasil............................... 0800 282-8664 3852-0382 - Túnel Rebouças............................ 0800 282-8664 3852-0382 - Túnel Santa Bárbara..................... 0800 282-8664 3852-0382 - Mergulhão da Praça XV................ 0800 282-8664 3852-0382 - Auto-Estrada Lagoa-Barra........... 0800 282-8664 (inclui túneis e Elevado do Joá) 3852-0382
- Via Lagos.......................................... 0800 7020 124 (22) 2665-6565 (22) 2665-6868
- Via Dutra........................................... 2557-2829 2557- 2801
Se estiver em outro local, em situação de perigo peça ajuda à Polícia Militar pelo tel.:190
Para registrar oGuacorrência em acidentes de trânsito (colisão de veículos, atropelamentos, etc...) ligue para190 ou, em caso de vítimas no acidente, chame a