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sábado, 20 de dezembro de 2025

Perícia diz que Bolsonaro deve ser operado o ‘mais breve possível’ A análise foi feita por peritos da Polícia Federal a pedido de Moraes

 

Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Beto Barata/ PL

A perícia médica realizada pela Polícia Federal (PF) após ordem do ministro Alexandre de Moraes apontou que o ex-presidente Jair Bolsonaro precisa ser submetido a uma cirurgia para tratar de uma hérnia inguinal bilateral. Os peritos também apontaram que, quanto ao quadro de soluços de Bolsonaro, outro procedimento, o bloqueio do nervo frênico, é “tecnicamente pertinente”.

A Junta Médica da PF entende que isso deve ser feito o mais breve possível, “haja vista a refratariedade aos tratamentos instituídos, a piora do sono e da alimentação, além de acelerar o risco das complicações do quadro herniário, em decorrência do aumento da pressão intra-abdominal”. Caberá a Moraes decidir agora se autoriza a internação para a cirurgia, conforme pedido da defesa.

A perícia foi realizada após a defesa de Bolsonaro pedir, no dia 9 de dezembro, uma autorização para que ele seja internado no Hospital DF Star para passar pelos procedimentos. O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, em razão da condenação na tentativa de golpe de Estado.

Durante a perícia, Bolsonaro informou aos peritos que o quadro de soluços incisou-se em setembro de 2018, após a primeira cirurgia, feita após o ex-presidente ser alvo de uma tentado a faca durante a campanha eleitoral à Presidência da República. Segundo os peritos, o sintoma teria durado aproximadamente um mês e teve melhora significativa depois, mas voltou a aparecer após cada uma das várias cirurgias realizadas – sete no total. Desde o último procedimento operatório, os soluços não mais pararam.

– Nos últimos sete meses, o periciado afirma que chegou a ficar de um a dois dias sem soluçar, mas que o quadro retorna e perdura por dias, trazendo prejuízo na alimentação e no sono – disseram os peritos.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Carlos Jordy e Sóstenes são alvo de buscas em operação da PF Ação apura o suposto uso irregular de verbas públicas vinculadas às cotas parlamentares

 

Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante Fotos: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal (PF) realiza nesta sexta-feira (19) uma operação na qual alega apurar o suposto uso irregular de verbas públicas vinculadas às cotas parlamentares. A apuração levou ao cumprimento de mandados de busca e apreensão contra dois deputados federais do PL do Rio de Janeiro: Sóstenes Cavalcante, líder do partido na Câmara, e Carlos Jordy.

A PF diz suspeitar que os recursos de cotas teriam sido desviados por meio da apresentação de contratos falsos com empresas de locação de veículos. As diligências fazem parte da Operação Galho Fraco, uma nova etapa da Operação Rent a Car, deflagrada inicialmente em dezembro do ano passado, que apura crimes como peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A cota parlamentar é a verba mensal destinada a custear gastos relacionados ao mandato, como transporte, hospedagem, alimentação, estrutura de gabinete e serviços contratados. Até a última atualização, os deputados citados não haviam se pronunciado sobre a operação.

FONTE:PLENO NEWS

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

A fuga cinematográfica de María Corina Machado da Venezuela se tornou o episódio político mais explosivo do ano

 


A fuga cinematográfica de María Corina Machado da Venezuela se tornou o episódio político mais explosivo do ano, revelando ao mundo um regime disposto a tudo para impedir que a líder oposicionista exercesse sua voz. Perseguida, vigiada e impedida de se eleger, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz passou meses escondida até que uma operação altamente sigilosa — digna dos melhores filmes de espionagem — finalmente a retirou do país.
Disfarçada, usando peruca e documentos falsos, Corina deixou Caracas em absoluto silêncio operacional, seguindo por rotas secundárias até o litoral. A cada quilômetro percorrido, havia o risco real de captura por forças do regime. Fontes internacionais descrevem que a operação envolveu coordenação sofisticada, apoio externo e monitoramento constante de possíveis interceptações. Após uma jornada cuidadosa por terra, ela chegou a um vilarejo pesqueiro onde uma lancha clandestina a aguardava para realizar a travessia até Curaçao, ponto seguro e fora do alcance direto do governo venezuelano.
A parte mais arriscada, porém, aconteceu no mar — e no ar. De acordo com informações que circulam entre analistas militares e diplomáticos, caças dos Estados Unidos podem ter realizado uma cobertura aérea discreta durante o trajeto marítimo de Corina. Segundo essas fontes, a presença de aeronaves militares americanas na região do Caribe, especialmente em rotas próximas à fronteira marítima venezuelana, teria funcionado como um escudo silencioso para impedir qualquer tentativa de intercepção por parte das Forças Armadas de Maduro. Embora não haja confirmação oficial — como é típico em operações de inteligência dessa natureza — os relatos apontam que essa cobertura aérea foi decisiva para garantir que a lancha chegasse sem incidentes à ilha caribenha.
A possibilidade de envolvimento de caças americanos reforça o nível de tensão e a dimensão geopolítica da fuga. Para muitos especialistas, nenhuma operação desse porte seria bem-sucedida sem o apoio de um ator internacional com capacidade militar significativa. Isso explicaria a confiança demonstrada pela equipe que coordenou a retirada e o absoluto silêncio mantido durante todo o percurso.
Ao desembarcar em Curaçao, Corina embarcou em um voo rumo à Europa. Apesar do atraso que a impediu de comparecer à própria cerimônia do Nobel, a imagem de sua chegada em segurança tornou-se símbolo de resistência global. Sua filha recebeu o prêmio em seu lugar, mas o mundo inteiro passou a acompanhar o desfecho da operação que, até então, parecia impossível.
O impacto político da fuga é monumental. Ela confirma que a Venezuela vive um grau de repressão tão profundo que até uma vencedora do Nobel precisa deixar o país clandestinamente, sob risco de vida — e possivelmente sob proteção aérea de outra potência. A narrativa reforça Corina como ícone internacional de coragem e expõe Maduro como líder de um regime cada vez mais isolado, violento e temeroso do poder simbólico da oposição.
A fuga não é apenas um marco na história recente da Venezuela. É um divisor de águas. Um lembrete dramático de que, quando a ditadura tenta silenciar a esperança, a própria esperança encontra caminhos extraordinários para sobreviver — mesmo que precise cruzar o Caribe sob a sombra de caças norte-americanos.


sábado, 13 de dezembro de 2025

Líder do PL comenta fim de sanções dos EUA contra Moraes Ministro não está mais na lista da Lei Magnistsky

 

Sóstenes Cavalcante e Alexandre de Moraes Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados; Foto: Antonio Augusto/STF

O deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, comentou nesta sexta-feira (12) a decisão dos Estados Unidos de retirar os nomes do ministro Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. A reação do parlamentar foi publicada em suas redes.

Sóstenes afirmou que a aplicação da lei pelo governo Trump havia marcado “uma janela histórica para o Brasil”, por expor, segundo ele, “abusos de quem hoje concentra poder além dos limites constitucionais”. Para o deputado, a revisão dos EUA não muda o alerta que a sanção representou.

O líder do PL disse que não vê interferência externa no tema, mas “consequência”, ao argumentar que o cenário internacional reage quando instituições internas “falham em conter excessos”. Ele defendeu que o país precisa “restaurar o equilíbrio entre os Poderes” e evitar a normalização do que chamou de “autoritarismo togado”.

E declarou:

– Agora, resta a nós, brasileiros, fazer a nossa parte: restaurar o equilíbrio entre os Poderes e resgatar uma democracia corroída por decisões unilaterais e sem freios.

Sóstenes também afirmou que o debate não é sobre pessoas, mas sobre Constituição e limites institucionais. Ao final, citou o texto bíblico de Isaías 10:1 para reforçar sua crítica.

A medida do governo norte-americano foi tomada nesta sexta, sem explicação adicional da Casa Branca. A inclusão do casal Moraes na lista havia ocorrido em julho, durante o processo que envolvia o ex-presidente Jair Bolsonaro.

FONTE:PLENO NEWS

Veterano dos EUA que evacuou María Corina diz que é difícil tirar Maduro vivo da Venezuela Declaração foi dada nesta sexta-feira

 

María Corina Machado Foto: EFE/ Henry Chirinos/ARCHIVO

Bryan Stern, o veterano de guerra dos Estados Unidos que liderou a operação secreta para retirar por mar e disfarçada a líder opositora María Corina Machado da Venezuela, disse, nesta sexta-feira (12), que ficaria encantado em participar de uma operação para extrair o ditador Nicolás Maduro. No entanto, ele ressaltou que seria difícil tirá-lo com vida.

A declaração foi dada em uma entrevista coletiva o fundador da fundação Bull Rescue, cujo site a descreve como especializada no “resgate de americanos e aliados de zonas de conflito e desastre”.

– Eu adoraria, e penso nisso todos os dias, mas tirá-lo com vida é difícil. Matá-lo provavelmente seria bastante simples, mas tirá-lo com vida e levá-lo à justiça, acho que seria muito difícil – afirmou Stern.

No entanto, o ex-militar americano assegurou que em sua organização não há “mercenários ou assassinos”, mas sim pessoas se dedicam a salvar vidas, razão pela qual, se o governo americano lhes pedir para participar de uma operação na Venezuela, sua resposta dependeria “de qual fosse o pedido”.

– Mantemos uma excelente relação com o governo dos Estados Unidos, em particular com o corpo diplomático, as Forças Armadas e a comunidade de inteligência – acrescentou.

Sobre a operação para retirar Machado da Venezuela, Stern disse que foi paga por “doadores generosos”, que ele vinculou a cidadãos venezuelano-americanos que sentem repulsa pelo governo de Maduro.

A fuga, segundo ele, durou entre 15 e 16 horas e envolveu transporte terrestre, marítimo e aéreo para que a líder opositora venezuelana pudesse receber o Nobel da Paz na Noruega nesta semana.

*EFE

FONTE:PLENO NEWS

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Moraes pede perícia da PF para autorizar cirurgias de Bolsonaro Defesa do ex-presidente pediu autorização para que ele passe por procedimentos médicos

 

Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro Foto: Rosinei Coutinho/STF /EFE/ Isaac Fontana

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu, nesta quinta-feira (11), uma perícia médica oficial da Polícia Federal (PF) antes de decidir se autoriza as cirurgias solicitadas pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL). O laudo deve ser apresentado em até 15 dias.

Em seu despacho, o ministro afirma que, quando foi preso, no dia 22 de novembro, o ex-presidente foi submetido ao exame médico-legal e que a avaliação não apontou “qualquer condição médica que indicasse a necessidade de imediata intervenção cirúrgica”.

– Desde aquele momento, não houve nenhuma notícia de situação médica emergencial ocorrida com Jair Messias Bolsonaro – diz o despacho.

O ministro afirmou ainda que Bolsonaro tem atendimento médico em tempo integral, em regime de plantão, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

– Ressalte-se, ainda, que os exames médicos apresentados pela defesa não são atuais, sendo que o mais recente foi realizado há 3 (três) meses, sem que à época os médicos tenham indicado necessidade de imediata intervenção cirúrgica – escreveu Moraes

Nesta semana, a defesa do ex-presidente pediu que ele deixe a carceragem da PF e seja removido ao Hospital DF Star, em Brasília, para passar por duas cirurgias – uma para o tratamento do quadro de soluços e outra para tratar complicações de uma hernia inguinal.

Segundo o pedido, acompanhado de relatórios médicos, há necessidade de uma internação hospitalar “imediata” por cinco a sete dias para os dois procedimentos.

*AE

FONTE:PLENO NES

“Se ignorar STF, Motta cometerá crime de responsabilidade” Em conversa com jornalistas, Lindbergh Farias disse que quer uma solução imediata para os casos dos deputados Carla Zambelli e Alexandre Ramagem

 

Deputado Lindbergh Farias Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Nesta quinta-feira (11), o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) comentou a decisão da Câmara de não dar prosseguimento à cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Para o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Casa, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pode cometer crime de responsabilidade se Zambelli e o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) não perderem seus mandatos como determinou o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em conversa com jornalistas, Lindbergh disse esperar uma solução imediata.

– Não é para esperar o limite de faltas até fevereiro, o que nós queremos é uma decisão imediata da Câmara, que o presidente Hugo Motta cumpra a decisão judicial. Se ele não cumprir essa decisão judicial, na verdade, ele está prevaricando e ele está cometendo um crime de responsabilidade – afirmou.

Mais cedo, Lindbergh acionou o STF com um pedido para que a Corte determine à Mesa Diretora da Câmara que decrete a perda dos mandatos de Zambelli e Ramagem.

FONTE:PLENO NEWS

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