
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmaram, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o político entregou sua pistola Glock 9mm a um militar de sua equipe de segurança para que ela fosse consertada.
A arma acabou sendo apreendida na madrugada da última segunda-feira (15) pela Polícia Militar do Distrito Federal, durante uma blitz na rodovia DF-001, em Taguatinga, porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo.
O carro era dirigido pelo segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que atuava na segurança pessoal do ex-presidente. Ao ser abordado, o militar portava sua arma institucional e transportava a pistola de Bolsonaro, que foi recolhida pela Polícia Civil para investigação.
Para justificar o caso, os advogados de Bolsonaro anexaram o registro da arma e explicaram ao ministro relator, Alexandre de Moraes, que a pistola havia sido desativada secretamente pela própria equipe do do ex-presidente.
Segundo a defesa, “as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário [Jair Bolsonaro], capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante” com o objetivo de salvaguardar o próprio líder conservador.
O texto faz referência a um episódio ocorrido em novembro de 2025, quando Bolsonaro, em prisão domiciliar, tentou violar a tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda quente, alegando na época alucinações e paranoia causadas por remédios. Sem saber que a peça essencial para o disparo havia sido removida, o ex-presidente tentou manusear a arma, notou que o gatilho estava frouxo e pediu ajuda ao sargento, que tem experiência com o modelo.
A defesa enfatizou que “a entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção”, e pontuou que o político não tem interesse em reaver a pistola enquanto estiver cumprindo sua pena.
Os advogados argumentam ainda que, apesar da condenação de Bolsonaro, não houve ordens judiciais anteriores determinando o recolhimento de suas armas ou o cancelamento de seus registros.
Bolsonaro cumpre uma condenação de 27 anos e três meses de prisão, encontrando-se sob o regime de prisão domiciliar humanitária desde 24 de março para se recuperar de uma broncopneumonia.
FONTE:PLENO NEWS






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