
A Polícia Federal (PF) enviou uma representação ao Supremo Tribunal Federal (STF), com detalhes sobre a organização criminosa liderada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde maio no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master
Com base nas investigações, os agentes dividiram o grupo em núcleos de atuação, que vão desde a área financeira até a ala responsável por intimidar inimigos e invadir sistemas de informação. A PF nomeou os grupos como “Os Meninos” e “A Turma”.
A Turma era a responsável por ameaçar pessoalmente, invadir instituições e até agredir desafetos e inimigos de Daniel Vorcaro. O grupo era liderado pelo policial federal Marilson Roseno da Silva. Os colegas de farda Anderson Wander da Silva Lima, Sebastião Monteiro Júnior (aposentado) e um outro agente que não teve a identidade revelada também faziam parte do grupo.
Além dos servidores, também havia um núcleo atuante no Rio de Janeiro, liderado pelo empresário Manoel Mendes Rodrigues, o “Manolo Dom”. Segundo a PF, ele é articulador do Jogo do Bicho e comandava um grupo de cerca de seis pessoas, chamado de “O pessoal do Rio” dentro da organização.
Os Meninos era o grupo responsável pelos crimes virtuais, como invasão de sites e dispositivos eletrônicos, além de monitoramento online de alvos de interesse. O grupo era composto por hackers e era liderado por David Henrique Alves. Atuavam com ele: Victor Lima Sedlmaier, Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos e Katherine Venancio Teles.
Os cargos mais próximos do líder Daniel Vorcaro eram ocupados por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, responsável por fazer a ponte com os dois grupos já mencionados. Além disso, Vorcaro contava com os trabalhos de três operadores financeiros: Fabiano Campos Zettel, Ana Claudia Queiroz de Paiva e Henrique Vorcaro, pai do banqueiro.
Além dos grupos, um casal de policiais federais também é investigado: Valéria Vieira Pereira da Silva e o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva. De acordo com as investigações, eles teriam acessado dados sigilosos da PF e repassado à quadrilha, por meio de Marilson. Ela não apresentou justificativa para acessar as informações.
Veja o organograma divulgado pela PF:







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