
Um dos registros menciona diretamente a pasta de Educação: “MEC: Andando na velocidade esperada”. Em outra conversa, o interlocutor atribuído a Chiquinho afirma que uma pessoa já havia encaminhado um contrato para assinatura e emissão de nota fiscal. As mensagens também registram tentativas de reuniões com pessoas ligadas ao setor educacional.
Os diálogos apontam que, em setembro de 2024, Vorcaro negociou um contrato de R$ 500 mil mensais com Chiquinho. O acordo previa ainda uma parcela adicional de R$ 800 mil no primeiro pagamento.
Chiquinho confirmou ter mantido um contrato com a empresa Super Empreendimentos, investigada pela PF por suspeitas de ter sido utilizada como canal para pagamentos de Vorcaro a uma milícia privada e a agentes públicos. O empresário, entretanto, não revelou os valores ou os serviços previstos no contrato e afirmou que a consultoria durou “curto período” e abrangia “vários segmentos”.
– Não fui contratado para promover ou intermediar a aproximação entre quaisquer pessoas, ou muito menos o ministro Gilmar Mendes – afirmou.
As mensagens também registram uma aproximação entre Chiquinho e Gilmar. Em abril de 2024, o interlocutor atribuído ao empresário aconselhou Vorcaro: “Você tem que começar uma relação direta com ele! É importante para o futuro!”.
Em outra conversa, de maio daquele ano, há uma referência a um jantar envolvendo Chiquinho, Gilmar e Cristiano Zanin, com a indicação de que assuntos “de nosso interesse” teriam sido discutidos. Chiquinho nega ter se encontrado com Zanin e afirma que essa informação não partiu de seu telefone.
O empresário também confirmou que marcou uma reunião entre Vorcaro e Guiomar Mendes, sua irmã e então esposa de Gilmar, a pedido do banqueiro. Segundo Chiquinho, Vorcaro pretendia apresentar números de processos, mas o encontro não teria resultado no envio do material.
Gilmar afirmou, por meio de sua assessoria, que nunca tratou com Vorcaro ou Chiquinho de qualquer pauta relacionada ao MEC. O ministro também declarou que, no julgamento sobre a abertura de novos cursos de medicina, seu voto foi favorável à posição do governo, e não às universidades.
FONTE?PLENO NEWS






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