As eleições de 2026 também tiveram candidatos que conseguiram vencer sem receber dinheiro do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral. Entre os casos estão Nikolas Ferreira, reeleito deputado federal por Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, eleito governador mineiro, e Gustavo Gayer, que conquistou uma vaga no Senado por Goiás.
Na prestação de contas parcial apresentada à Justiça Eleitoral, Nikolas informou não ter recebido recursos do Fundo Eleitoral. Sua campanha declarou cerca de R$ 1,5 milhão em receitas, com participação principalmente de doações feitas por pessoas físicas.
Cleitinho também aparece sem recursos públicos na prestação consultada. A campanha declarou aproximadamente R$ 916 mil em receitas, todas provenientes de pessoas físicas. Durante a campanha, ele afirmou ainda que abriu mão de cerca de R$ 17 milhões que poderiam vir dos fundos eleitoral e partidário.
Gustavo Gayer também declarou não ter recebido dinheiro nem do Fundo Eleitoral nem do Fundo Partidário na prestação de contas analisada.
Isso não significa que as campanhas tenham sido realizadas sem recursos financeiros. A legislação permite outras fontes legais de financiamento, como doações de pessoas físicas e recursos próprios, desde que respeitem as regras eleitorais e sejam informadas à Justiça Eleitoral.
Os casos chamam atenção porque mostram que, embora o Fundo Eleitoral seja uma das principais fontes de financiamento das campanhas no Brasil, ele não é obrigatório para que um candidato dispute uma eleição e consiga chegar ao cargo.
FONTE:FACEBOOK







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