Esdras Jônatas dos Santos Fotos: Arquivo Pessoal | Frame de vídeo / Redes Sociais
Considerado foragido pela Justiça brasileira em razão dos atos do 8 de janeiro, o empresário Esdras Jônatas dos Santos gravou um vídeo diretamente dos Estados Unidos chorando e pedindo ajuda para encontrar o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL).
Na gravação, Esdras diz estar “desesperado” por apoio e afirma sofrer perseguição política. Atualmente, ele reside em Fort Lauderdale, na Flórida, com sua ex-esposa, Kathy Le Thi Thanh My dos Santos.
Esdras é apontado como um dos principais líderes e organizadores do acampamento montado em frente ao 4º Comando do Exército em Belo Horizonte (MG). Ele e Kathy são alvos de mandados de prisão emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Também tiveram os passaportes cancelados e as contas bancárias bloqueadas.
Apesar da proibição de usar as redes sociais, essa não é a primeira vez que Esdras aparece clamando por ajuda nas redes sociais. Em março deste ano, ele afirmou estar sendo “torturado devido à ditadura no Brasil”, porque a mídia “inventou mentiras” dizendo que ele era líder de manifestações antidemocráticas.
– Eu perdi tudo – desabafou.
Antes de se tornar alvo da Justiça, o empresário tinha um estilo de vida marcado por viagens internacionais. Recentemente, Esdras tentou usar as redes para vender um Porsche Cayenne avaliado em R$ 400 mil a fim de se manter nos EUA.
Ele pôs o veículo à venda pela metade do preço em uma concessionária de Belo Horizonte. O automóvel estava registrado no nome da ex-esposa. Contudo, o setor de inteligência da PF localizou e confiscou o veículo em abril.
Segundo Esdras, ele já teve que “comer comida do lixo” e atualmente vive de favores.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por meio de seus advogados, solicitou nesta sexta-feira (23) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão dos depoimentos no inquérito que apura suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. As oitivas das testemunhas começaram no dia 19 de maio e estão previstas para ocorrer até o fim do mês.
A defesa alega que está sendo impedida de exercer plenamente seu papel no processo, devido à falta de acesso completo e funcional aos documentos reunidos pela Polícia Federal. Segundo os advogados, os arquivos só começaram a ser liberados em 14 de maio, e mesmo assim apresentaram falhas como links quebrados, pastas desorganizadas e ausência de senhas de acesso.Em petição enviada ao Supremo, os representantes de Bolsonaro afirmam que a análise técnica dos dados é inviável dentro do prazo estipulado e que, mesmo com os arquivos compactados, o material não poderá ser devidamente examinado antes de 2 de junho – data em que se encerram os depoimentos do chamado Núcleo 1 da investigação.
A defesa também criticou o uso de trechos soltos de conversas por parte da acusação, sem que o conteúdo completo das mensagens tenha sido fornecido. Um dos exemplos citados foi o diálogo entre Mauro Cid e o general Mario Fernandes, utilizado na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas que, segundo os advogados, não aparece nos materiais entregues pela PF.
Campanha de apoio a Janja não emplacou Foto: Reprodução/PT
O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou, na última quinta-feira (22), uma campanha nas redes sociais em defesa da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que tem sido alvo de críticas após uma fala sobre regulamentação das redes sociais durante reunião com o líder chinês Xi Jinping. “Estou com Janja” é o slogan da ação promovida pelos petistas nas redes, que não alcançou o engajamento esperado.
– A primeira-dama Janja tem se posicionado com firmeza por um ambiente digital mais seguro, especialmente para mulheres, crianças e adolescentes, as maiores vítimas dos crimes virtuais – declara o partido em texto da campanha.
A tag #EstouComJanja passou longe de ficar entre os destaques nas redes sociais, ficando fora dos trending topics. No X, por exemplo, durante este sábado (24), a campanha foi ofuscada pelos prêmios conquistados por Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho no Festival de Cannes, pelo filme O Agente Secreto.
Já no Instagram, a tag foi usada menos de 100 vezes. Com um engajamento tão pífio, a frase nem mesmo gera dados de pesquisa suficientes no Google Trends, plataforma que indica o número de vezes que um assunto é procurado na web.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou em uma entrevista que uma loja da família dele foi alvo de uma fiscalização do Ministério do Trabalho acompanhada de sete viaturas da Polícia Federal em fevereiro deste ano. Ele sugeriu que a ação teria motivação política, em meio às articulações para as eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista à Revista Oeste, na noite desta quinta-feira (22).
O Ministério do Trabalho e Emprego contesta a versão, diz que alvo não era uma empresa do Grupo Zema e que a PRF, e não a PF, atuou na ação. Já a PRF diz que só atua na segurança dos agentes do MTE e também do Ministério Público do Trabalho. A PF e a Secretaria de Comunicação da Presidência não se manifestaram.
Zema disse ainda que a empresa, que segundo ele “sempre foi fiscalizada”, recebeu a visita dos agentes para uma suposta “fiscalização de praxe”, e que, após a inspeção, os policiais teriam seguido para verificar a situação de empresas terceirizadas.
– A empresa tem 102 anos. Nunca entraram lá com força policial. A empresa tá aberta, sempre foi fiscalizada. É uma das melhores empresas para se trabalhar em Minas Gerais, de acordo com o Great Place to Work – declarou.
Questionado se via perseguição política, respondeu:
– Eu deixo pra vocês concluírem.
O superintendente do Ministério do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans, rebateu as declarações do governador Romeu Zema e negou que tenha ocorrido fiscalização em lojas do Grupo Zema acompanhada pela Polícia Federal.
Segundo ele, houve uma fiscalização feita em fevereiro, que teve como alvo uma transportadora terceirizada, chamada Cidade das Águas, após denúncia de trabalho análogo à escravidão. A operação foi acompanhada por agentes da Polícia Rodoviária Federal, e não da Polícia Federal.
– Lá nós encontramos 22 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Trabalhavam até 20 horas seguidas, transportando os produtos da Eletrozema, como móveis, eletrodomésticos, para toda a região, não tinham horário de almoço, dormiam na boleia dos caminhões. Então há condições muito precárias dessa transportadora, que continua sob investigação – explicou Calazans.
Os representantes da transportadora não foram encontrados para se manifestarem sobre as informações do ministério.
– A fala do governador foi uma fala imprecisa, incorreta. Não sei por que motivo ele trouxe esses fatos, que não são verídicos, à tona nessa entrevista – completou.
A PRF destacou que só fica responsável pela segurança das equipes do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério Público do Trabalho.
Além da fala sobre a operação, Zema fez uma série de críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governador disse que percebe um movimento do governo federal para prejudicar Minas Gerais e citou, como exemplo, um evento da empresa farmacêutica Novo Nordisk, em Montes Claros, no norte do estado.
Segundo ele, o governo federal teria mobilizado apoiadores para vaiá-lo durante o anúncio de investimentos bilionários da companhia, o que o fez cancelar a participação no evento.
– Pagam um sanduíche, pagam passagem pros seus, pra companheirada ir lá fazer a festa deles – afirmou.
O governador também acusou o governo federal de má conservação das rodovias federais que cortam Minas Gerais e de negligenciar o estado. Citou acidentes graves como reflexo disso e associou a situação a uma suposta retaliação política.
– Parece que tem uma birra com Minas Gerais. É um governo que investe pouco, que cobra taxa de agiota, e é um estado que tá lá, resistindo. Foi no PT que ele afundou. Vale lembrar: Minas Gerais afundou no PT – disse.
Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, afirmou, nesta sexta-feira (23), que a força armada nunca planejou colocar tanques nas ruas para impedir o exercício dos poderes constitucionais.
Olsen prestou depoimento como testemunha na ação penal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O comandante foi indicado como testemunha de Almir Garnier, ex-comandante da Marinha no governo Bolsonaro e um dos réus do núcleo 1 da suposta trama golpista.
Segundo a investigação, Garnier teria colocado a força à disposição de Bolsonaro no caso da decretação de um estado de sítio ou de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no final de 2022.
Ao ser perguntado pela defesa de Garnier se a Marinha mobilizou tropas para aderir a uma tentativa de golpe, o comandante negou qualquer planejamento para implementação da medida. Em 2022, Olsen chefiava o Comando de Operações Navais, departamento responsável pelo emprego de tropas navais.
– Em nenhum momento houve ordem, planejamento ou mobilização de veículos blindados para impedir os poderes constitucionais – afirmou.
Olsen também confirmou que não recebeu ordens de Garnier para empregar tropas para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O atual comandante assumiu o cargo no governo Lula, mas Garnier não compareceu à cerimônia de passagem de comando.
– Não recebi qualquer determinação nesse sentido – completou.
DEPOIMENTOS Entre os dias 19 de maio e 2 de junho, serão ouvidas testemunhas indicadas pela acusação e as defesas dos acusados.
Após os depoimentos das testemunhas, Bolsonaro e os demais réus serão convocados para o interrogatório. A data ainda não foi definida.
NÚCLEO 1 Os oito réus compõem o chamado núcleo crucial do suposto golpe, o núcleo 1, e tiveram a denúncia aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 26 de março. São eles:
– Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; – Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022; – General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; – Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); – Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; – Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; – Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa; – Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta sexta-feira (23) o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que havia sido anunciado pelo governo Lula na quinta-feira (22), mas que foi parcialmente cancelado após repercussão negativa.
– O aumento do IOF. Decreto nº 10.997 de março de 2022, do então presidente Jair Bolsonaro, zerava a alíquota do IOF câmbio até 2028.Essa iniciativa fez parte de um conjunto de medidas para reduzir impostos, estimular investimentos, baratear o crédito e gerar empregos – escreveu o líder conservador na rede social X.
Bolsonaro disse que o atual governo “em sua ânsia por elevar a arrecadação, reverteu essa política e anunciou um aumento generalizado no IOF câmbio”. Segundo ele, “essa decisão tende a desestimular investimentos e encarecer o crédito, prejudicando a economia brasileira”.
O ex-presidente informou que está em diálogo com lideranças do Partido Liberal para tentar barrar o aumento.
– O país não suporta mais a elevação constante da carga tributária – declarou.
Ele também lembrou medidas do seu governo quando, em 2022, os impostos federais dos combustíveis foram zerados e o IPI de 4 mil produtos foram reduzimos em 35%.
O governo federal havia anunciado o aumento do IOF sobre operações de câmbio, previdência privada (VGBL) e crédito de empresas. A previsão era arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.
Porém, diante da repercussão negativa, o Ministério da Fazenda voltou atrás em parte da medida. Ficaram de fora os aumentos para fundos de investimentos no exterior e para remessas feitas por pessoas físicas, que continuam com alíquota de 1,1% por operação.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, quase no fim da noite da última quinta-feira (22), o recuo em parte das mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), diante da repercussão negativa e do temor de que a medida gerasse uma crise de comunicação semelhante à do Pix, ocorrida em janeiro deste ano.
Na ocasião, informações sobre uma possível taxação de operações via Pix se espalharam rapidamente pelas redes sociais e afetaram a popularidade de Lula. Desta vez, a pressa do governo em rever a decisão buscou evitar o que auxiliares no Planalto chamaram de um novo “efeito Nikolas”, em referência ao alcance de vídeos do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que tem viralizado ao criticar ações do governo.Nikolas foi responsável por disseminar, anteriormente, um vídeo que criticava o aumento da fiscalização sobre o Pix, que alcançou mais de 100 milhões de visualizações em um único dia. Recentemente, ele também viralizou ao responsabilizar o governo federal pelos descontos indevidos em benefícios do INSS sem autorização de aposentados e pensionistas.
Por isso, o Planalto avaliou que era necessário responder com agilidade para evitar mais um conteúdo viral que pudesse desgastar ainda mais a imagem do governo.
Foi dessa maneira, então, que os ministros Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) se reuniram no Palácio do Planalto com técnicos da área jurídica para rever o texto do decreto que havia sido anunciado horas antes pelo Ministério da Fazenda. O ministro Fernando Haddad, que estava em São Paulo, participou à distância.
A versão anunciada inicialmente previa, entre outras alterações, a cobrança de 3,5% de IOF sobre aplicações de fundos de investimento brasileiros em ativos no exterior — uma operação que até então era isenta. O aumento gerou forte reação do mercado financeiro, que alertou para o impacto negativo da medida e o risco de ela ser interpretada como um controle de capitais.
Diante disso, Haddad discutiu com a equipe o melhor momento para divulgar o recuo. Sidônio Palmeira defendeu que a informação fosse publicada ainda na madrugada, para evitar ruídos antes da abertura do mercado. O argumento prevaleceu, e o anúncio da revogação parcial foi feito por volta das 23h30 nas redes sociais do governo.
Na manhã desta sexta (23), Haddad confirmou a mudança e afirmou que não tinha problema em corrigir a rota, desde que o governo mantivesse o rumo geral da política econômica. Segundo o ministro, a revisão visou evitar especulações sobre um suposto desejo de inibir investimentos.
O episódio, porém, resgatou lembranças da crise provocada em janeiro, quando uma medida da Receita Federal sobre o monitoramento de transações via Pix acima de R$ 5 mil foi mal recebida e criticada por setores da oposição. Na ocasião, o presidente Lula ordenou a revogação da norma, e Haddad foi criticado por não ter articulado melhor a comunicação com o Planalto antes do anúncio.
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