Em 17 de abril de 2018, a 9.700 metros de altitude, um estrondo abalou o voo 1380 da Southwest Airlines. O motor esquerdo explodiu no ar, lançando pedaços de metal contra a fuselagem e destruindo uma das janelas. A cabine perdeu pressão de forma repentina, e o pânico tomou conta dos passageiros.
Naquele momento crítico, Tammie Jo Shults, uma das pilotos no comando, manteve a calma. Ex-piloto da Marinha dos Estados Unidos e uma das primeiras mulheres a pilotar o caça F/A-18 Hornet, ela havia passado anos sendo treinada para enfrentar situações extremas. Sabia que, em uma emergência, alguns segundos de descontrole poderiam custar muitas vidas.
Enquanto o avião perdia altitude e os passageiros gritavam, sua voz no rádio permaneceu firme e serena. Ela informou que a aeronave tinha perdido um motor, estava com parte da fuselagem danificada e seguiria para pouso de emergência na Filadélfia.
Sem demonstrar pânico, Tammie reduziu a potência, corrigiu a rota e conduziu a descida com precisão. Cerca de 20 minutos depois, conseguiu pousar o avião em segurança. Das 149 pessoas a bordo, 148 sobreviveram.
A tragédia tirou a vida de uma passageira, mas a ação de Shults, do capitão Darren Ellisor e de toda a tripulação impediu que o desastre fosse ainda maior. Quando a imprensa a chamou de heroína, ela preferiu resumir tudo com humildade: “Foi um trabalho de equipe”.
Sua história lembra que a coragem nem sempre aparece em gritos ou gestos grandiosos. Às vezes, ela surge como uma voz calma no meio do caos, mantendo firme o controle quando tudo parece perdido.
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