Pesquisadores brasileiros desenvolveram um vidro bioativo com potencial para transformar o tratamento de lesões ósseas graves. A tecnologia, conhecida como Biosilicato, foi criada por uma equipe liderada pelo professor Edgar Dutra Zanotto, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e é capaz de se integrar ao organismo, estimulando a formação de novo tecido ósseo e reduzindo o risco de amputações em casos complexos.
Diferente de próteses convencionais, o material funciona como uma estrutura temporária. Após ser implantado, ele reage com os fluidos do corpo, formando uma camada biologicamente ativa que induz o crescimento de osso natural. Com o tempo, o vidro é gradualmente substituído pelo próprio tecido ósseo do paciente, favorecendo uma recuperação mais eficiente e com menor risco de rejeição.
Além de estimular a regeneração dos ossos, o Biosilicato apresenta propriedades antibacterianas, ajudando a reduzir infecções, uma das principais complicações em cirurgias ortopédicas. A tecnologia pode ser utilizada em vítimas de acidentes graves, reconstruções ósseas, perdas causadas por tumores, infecções e também em procedimentos odontológicos e implantodontia.
A pesquisa é resultado de mais de duas décadas de estudos conduzidos no Laboratório de Materiais Vítreos da UFSCar. O material já demonstrou resultados promissores em estudos pré-clínicos e vem sendo utilizado em aplicações específicas, enquanto novas pesquisas continuam avaliando sua expansão para diferentes tratamentos na medicina regenerativa. Especialistas acreditam que a inovação reforça o protagonismo da ciência brasileira no desenvolvimento de biomateriais de alto impacto para a saúde.
Fonte: Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Revista Pesquisa FAPESP e Grupo CONAES Brasil.






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