Durante mais de três séculos, o Império Assírio governou o mundo antigo por meio do terror absoluto.
Não era apenas guerra: era sadismo de Estado. Os reis assírios registravam com orgulho em painéis de pedra o destino dos derrotados — líderes esfolados vivos, cabeças empilhadas como pirâmides diante dos portões e populações inteiras deportadas em correntes de ferro.
Sua capital, Nínive, era a maior metrópole da Terra. Protegida por muralhas gigantescas com mais de trinta metros de altura e canais profundos, parecia absolutamente inexpugnável.
Mas o excesso de tirania uniu todos os seus inimigos.
No ano 612 a.C., uma coalizão de Babilônios, Medos e cavaleiros Citas marchou contra a capital do medo. Diante de muralhas intransponíveis, os invasores usaram a própria engenharia contra a cidade:
Represaram as águas do rio Khosr e abriram as comportas de uma só vez, criando uma tromba d'água monumental que arrebentou os alicerces de pedra das defesas assírias.
Pela brecha aberta na água e na lama, dezenas de milhares de guerreiros invadiram a cidade com uma fúria contida por gerações.
Nínive foi queimada até os alicerces. O ódio contra os assírios era tão colossal que a cidade não foi apenas saqueada; foi apagada da memória humana.
Apenas dois séculos depois, quando o general grego Xenofonte marchou com dez mil soldados exatamente sobre aquelas colinas, ele viu apenas montículos de terra e esqueletos de pedra — ninguém na região sequer lembrava o nome da superpotência que um dia aterrorizou o mundo.
Na sua visão histórica: a aniquilação total de Nínive foi a justiça inevitável do destino contra um império cruel, ou a queima da sua capital — e de sua biblioteca com milhares de tabuletas de argila — foi uma perda irreparável para a humanidade?
Assuma o papel de juiz e deixe sua análise nos comentários.
FONTE:Império






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