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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Dívida pública fica em 82,9% do PIB; déficit soma R$ 5,5 bilhões Endividamento do governo permanece no maior nível desde 2021

 

Dinheiro (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay/ lkzmiranda
O setor público consolidado – União, estado, municípios e estatais – registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, enquanto a dívida bruta permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 11,1 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) no relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central (BC).
O endividamento ficou estável em relação a agosto, mas permanece no maior patamar desde 2021, período marcado pelos efeitos econômicos da pandemia de covid-19. Na comparação com setembro de 2025, quando o déficit primário foi de R$ 17,5 bilhões, houve melhora no resultado das contas públicas.

O déficit primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública. O resultado de setembro foi influenciado por desempenhos distintos entre os níveis de governo e as empresas estatais.

RESULTADO POR ESFERA
Em setembro, o desempenho das contas públicas foi o seguinte:

– Governo central: superávit de R$ 3,5 bilhões;
– Estados e municípios: déficit conjunto de R$ 5,6 bilhões;
– Empresas estatais: déficit de R$ 3,4 bilhões.

O resultado negativo consolidado, ao somar as três esferas de governo, ficou em R$ 5,497 bilhões, abaixo do déficit primário de R$ 10 bilhões registrado em agosto e dos R$ 17,5 bilhões de setembro do ano passado.

Apesar da melhora, as contas públicas acumularam déficit primário de R$ 94,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, equivalente a 0,93% do PIB. No mesmo período de 2025, o resultado negativo havia sido de R$ 79,2 bilhões, ou 0,84% do PIB.

METODOLOGIAS DIFERENTES
Nesta manhã, o Tesouro Nacional divulgou que o Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro. A divergência de números em relação ao Banco Central decorre da diferença de metodologia.

As estatísticas do Tesouro baseiam-se nos valores executados no Orçamento. O Banco Central calcula o resultado primário com base na variação do endividamento de cada ente público: Governo Central, estados, municípios e estatais.

DÍVIDA SEGUE ELEVADA
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que abrange o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos estaduais e municipais, alcançou R$ 11,1 trilhões em setembro, o equivalente a 82,9% do PIB.

O indicador ficou estável em relação ao mês anterior, mas avançou 4,3 pontos percentuais no acumulado de 2026.

Segundo o Banco Central, o comportamento da dívida em setembro refletiu principalmente:

Juros nominais apropriados: contribuíram para elevar a dívida em 0,8 ponto percentual do PIB;
Resgates líquidos de dívida: reduziram o indicador em 0,4 ponto percentual;
Variação do PIB nominal: teve impacto negativo de 0,4 ponto percentual sobre a relação entre dívida e PIB.
No fim de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB. Desde então, o indicador aumentou mais de 11 pontos percentuais, aproximando-se dos níveis observados durante a pandemia.

JUROS AMPLIAM DÉFICIT
As despesas com juros nominais do setor público somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês de 2025. O aumento anual foi de R$ 22,8 bilhões.

De acordo com o BC, a elevação foi influenciada pelo resultado menos favorável das operações de swap cambial, venda de dólares no mercado futuro, cujo resultado entra na conta de juros. Também contribuíram para a elevação o crescimento do estoque da dívida e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No acumulado de 12 meses até setembro, os gastos com juros chegaram a R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. No mesmo intervalo encerrado em setembro de 2025, a despesa havia sido de R$ 984,8 bilhões, ou 7,86% do PIB.

Quando os juros são incluídos no cálculo, o resultado das contas públicas passa a ser medido pelo déficit nominal.

Em setembro, o déficit nominal do setor público consolidado foi de R$ 113 bilhões. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 1,275 trilhão, correspondente a 9,51% do PIB.

DÍVIDA LÍQUIDA AVANÇA
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta os ativos financeiros do governo de suas obrigações, atingiu R$ 9,4 trilhões em setembro, equivalente a 70% do PIB.

O indicador subiu 0,7 ponto percentual em relação a agosto, quando estava em 69,3% do PIB, e acumulou alta de 4,7 pontos percentuais no ano.

Segundo o Banco Central, o avanço mensal foi influenciado principalmente pela incorporação dos juros da dívida, que acrescentou 0,8 ponto percentual à relação entre a dívida líquida e o PIB.

DÉFICIT
Apesar do resultado negativo acumulado no ano, o déficit primário apresentou melhora na comparação dos últimos 12 meses.

Até setembro, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do PIB. Em agosto, o indicador correspondia a 0,62% do PIB.

No período de 12 meses encerrado em setembro, os resultados por segmento foram:

– Governo central: déficit de R$ 52,7 bilhões, ou 0,39% do PIB;
– Estados: déficit de R$ 14,4 bilhões, ou 0,11% do PIB;
– Municípios: superávit de R$ 7 bilhões, ou 0,05% do PIB;
– Empresas estatais: déficit de R$ 10 bilhões, ou 0,07% do PIB.

A trajetória da dívida pública e o peso dos juros permanecem entre os principais desafios fiscais do país. O aumento do endividamento eleva o custo de financiamento do governo e reduz o espaço disponível no Orçamento para outras despesas, enquanto a evolução do resultado primário influencia a capacidade de estabilizar a dívida em relação ao PIB.

*Com informações da Agência Brasil

FONTE:PLENO NEWS


quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Chefe de gabinete de Talíria (PSOL) preso em ação contra exploração sexual Assessor trabalha com Talíria Petrone (PSOL) desde 2019. Operação mirou a exploração sexual de jovens e adolescentes no RJ

 

imagem colorida mostra deputada federal Talíria Petrone - Metrópoles
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O chefe de gabinete da deputada federal reeleita Talíria Petrone, PSOL, RJ, foi preso nesta quarta-feira, 28/10, durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro para desmantelar uma quadrilha acusada de produzir vídeos pornográficos de menores de idade.

O assessor, Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, tem 45 anos e trabalhava com Talíria Petrone desde 2019 — ela determinou o afastamento dele assim que tomou conhecimento da operação.

Como assessor parlamentar, Carlos recebia R$ 18,2 mil mensais e tinha a atribuição de representar a deputada em reuniões da bancada do PSOL na Câmara. Além dele, também foi preso um terceiro-sargento da Polícia Militar, Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos.

A operação da Polícia Civil do Rio cumpriu 8 mandados de prisão. A investigação foi batizada de “NXIVM” — o nome faz referência a uma seita sexual que operou nos Estados Unidos nos anos 1990.

As investigações tiveram início em julho deste ano, depois da prisão de um outro assessor do PSOL. Trata-se de Matheus Rodrigues Gonçalves, que trabalhava no gabinete do vereador de Niterói, professor Túlio. Matheus é acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos.

No celular da adolescente, os investigadores encontraram diversos vídeos pornográficos. Foi a partir deste material que a polícia mapeou a atuação do grupo.

Em nota, Talíria Petrone se diz surpresa com a operação e diz que determinou a demissão do assessor, “até a elucidação dos fatos”.


“Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e dos seus direitos. Expresso minha total solidariedade à vítima e à sua família”, disse a parlamentar.


Leia abaixo a íntegra da nota de Talíria Petrone. 

“Fui surpreendida na manhã de hoje com informações sobre a operação da Polícia Civil decorrente de investigações que seguem em curso sobre exploração sexual.

Determinei a exoneração do assessor citado no processo, enquanto aguardamos a elucidação dos fatos. Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e de seus direitos.

Expresso minha total solidariedade à vítima e à sua família. Não compactuamos com qualquer forma de violência, em especial contra meninas e mulheres.

Nunca compactuaremos! As investigações devem ser conduzidas com transparência, rigor e independência, respeitando o devido processo legal e garantindo a apuração dos fatos com base nas provas.

Seguiremos lutando contra toda violência que chega nas mulheres e meninas”.

FONTE:https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/chefe-de-gabinete-taliria-petrone-e-preso-em-acao-contra-exploracao-sexual#goog_rewarded

“Flávio está correto. Deus abençoe o Brasil”, declara Silas Malafaia Pastor se manifestou por meio das redes sociais, nesta quarta-feira

 

Pastor Silas Malafaia Foto: Reprodução/ Print de vídeo X Silas Malafaia
Nesta quarta-feira (28), o pastor Silas Malafaia publicou um vídeo em que fala sobre a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. O religioso esclareceu que circula na internet um vídeo antigo em que ele chegou a se manifestar contra a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos.
Malafaia destacou que usuários das redes sociais estão usando o vídeo sobre Jair Bolsonaro como se fosse sobre Flávio, a fim de que as pessoas pensem que o pastor estaria contra a saída do senador do Brasil.

O presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) disse, no entanto, que embora no passado tenha criticado Jair Bolsonaro, depois entendeu que se ele tivesse ficado no Brasil, teria sido preso bem antes.

– Como esses esquerdopatas são canalhas e têm o capeta da mentira e da manipulação. Pegaram um vídeo meu, lá detrás, de uma entrevista que eu fiz dizendo que eu não concordei com a saída de [Jair] Bolsonaro, do Brasil para a América. (…) Eles pegaram esse vídeo como se eu estivesse falando do Flávio. Naquela época, eu pensava assim. Mas depois eu vi que se Bolsonaro ficasse aqui no Brasil, ia ser preso lá atrás.

Já sobre Flávio, Malafaia criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O religioso ressaltou que o senador está certo por ter deixado o país.

– Agora, vamos para a questão do Flávio. A prova inequívoca, fatal e final da perseguição de Alexandre de Moraes a Bolsonaro e à direita. Olha o esquema montado e armado! A Polícia Federal, de Lula e Alexandre de Moraes, comandada por Andrei [Rodrigues], sete minutos depois que confirmaram a vitória de Lula, a Polícia Federal pede a Alexandre de Moraes a apreensão do passaporte do Flávio. Escuta isso, gente: na mesma noite de domingo, Alexandre de Moraes, sem consultar a Procuradoria-Geral da República, o procurador Paulo Gonet, dá ordem para apreender o passaporte de Flávio e, no dia seguinte de manhã, o da mulher dele. Gente, isso é uma covardia! (…) Os ministros do STF não aguentam mais esse cara! Cada vez mais, ele está jogando a reputação do STF na lama. O Flávio Bolsonaro fez corretíssimo. (…) Flávio está correto. Deus abençoe o Brasil – falou.

FONTE:PLENO NEWS

Moraes autoriza Valdemar Costa Neto a visitar Jair Bolsonaro Ex-presidente segue em prisão domiciliar

 

Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro Foto: Beto Barata/ PL
O pedido ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e candidato derrotado à Presidência no último domingo (28), deixar o país sem entregar os passaportes, como havia determinado Moraes. O episódio ocorre em meio às restrições judiciais impostas ao ex-presidente.

Em julho, o ministro proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições. A medida foi adotada depois que Flávio publicou nas redes sociais uma carta do pai, apesar de Bolsonaro estar proibido de usar plataformas digitais, inclusive por meio de terceiros.

Moraes já havia negado solicitações anteriores de Valdemar para visitar Bolsonaro, alegando que o presidente do PL continuava sob investigação no caso da trama golpista. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

FONTE:PLENO NEWS

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Dívida pública fica em 82,9% do PIB; déficit soma R$ 5,5 bilhões Endividamento do governo permanece no maior nível desde 2021

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