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terça-feira, 15 de setembro de 2026

AO VIVO: JULGAMENTO DE ALEXANDRE DE MORAES NO STF | CNN BRASIL


 

Assista à sessão do STF que vai decidir investigação de Moraes Ministros vão deliberar a respeito de mensagens trocadas entre banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro da Corte


O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (15) uma sessão para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que seriam endereçadas ao ministro Alexandre de Moraes.

 A sessão foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, em meio à discussão sobre a forma como o relatório foi produzido e sobre a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Moraes.

O documento foi elaborado pela Polícia Federal a pedido do ministro André Mendonça, que atua como relator de investigações relacionadas ao Banco Master. Moraes apresentou uma defesa ao STF e classificou a apuração como ilegal.

FONTE:PLENO NEWS

Mensagens mostram cobrança de Vorcaro por aporte no Tayayá Conversas foram tiradas do celular do ex-dono do banco Master

Daniel Vorcaro e o Resort Tayayá Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo | Divulgação/Tayayá (site)
Novas mensagens divulgadas após a queda do sigilo do caso Master mostram que entre março e agosto de 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro cobrou informações sobre aportes financeiros relacionados ao Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR). As conversas estavam no celular do dono do Banco Master.

Os diálogos envolvem também Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e Guilherme Lippi, advogado que atuou para uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli. Em março, Lippi procurou o banqueiro para tratar da transferência do fundo Arleen e se apresentou como sócio do resort.

Em abril, Vorcaro encaminhou a Zettel o contato de Lippi e mencionou a necessidade de um aporte em um Fundo de Investimento em Participações. Em maio, o banqueiro voltou a cobrar o cunhado sobre a conclusão da operação.

Em 14 de agosto, Vorcaro retomou o assunto e questionou Zettel sobre o negócio no resort.

– Aquele negócio no Tayaya não foi feito? – perguntou Vorcaro.

Zettel explicou o que faltava para concluir a operação: – Que ele me diga pra quem passar.

Na sequência, Vorcaro demonstrou preocupação com a situação e questionou sobre o dinheiro:

– Me deu um puta problema. Onde tá a grana? – perguntou.

Zettel respondeu que os recursos estavam vinculados ao fundo relacionado ao resort:

– No fundo dono no Tayaya (sic).

Ainda na conversa, Vorcaro quis saber o que já havia sido feito. Zettel afirmou:

– Aportamos os 15. Agora falta só transferir.

Mais tarde, o banqueiro voltou a perguntar sobre a operação realizada no resort:

– Qual negócio vc fez tayaya ate hoje (sic) – questionou Vorcaro.

Lippi voltou a aparecer nas mensagens horas depois. Vorcaro encaminhou a Zettel uma informação atribuída ao advogado:

– Lippi acaba de dizer que ele quem está travando.

O banqueiro reagiu à mensagem com duas respostas:

– Foda isso, viu – e, em seguida, escreveu: – Pqp.

Informações posteriores da investigação apontaram duas parcelas relacionadas ao negócio do Tayayá Resort, uma de R$ 20 milhões e outra de R$ 15 milhões. Os valores somam R$ 35 milhões.

FONTE:PLENO NEWS

Rombo de Vorcaro supera o do Lobo de Wall Street em 50 vezes Valor do rombo estimado no caso do Master chegou a R$ 52 bilhões, contra R$ 1,1 bilhão de Jordan Belfort

 

Daniel Vorcaro e o Lobo de Wall Street Foto: Foto: YouTube/CNN Brasil Economia // Reprodução/YouTube Sessão Nerd
A dimensão atribuída ao esquema envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master coloca o caso em uma escala muito superior até mesmo se comparado a uma das fraudes financeiras mais conhecidas do mundo, a do Lobo de Wall Street, já retratada até nos cinemas, quando o ex-corretor Jordan Belfort foi interpretado pelo ator Leonardo di Caprio.
Belfort, que ficou conhecido justamente pelo apelido de Lobo de Wall Street, enganou cerca de 1,5 mil investidores, provocando prejuízos estimados em 200 milhões de dólares, aproximadamente R$ 1,1 bilhão em valores atuais. No caso do Banco Master, o rombo estimado chegou a R$ 52 bilhões, com impacto sobre cerca de 1,6 milhão de pessoas.

A diferença de escala financeira é expressiva e também se reflete na estrutura atribuída ao esquema. Enquanto Belfort operava por meio de uma corretora irregular e utilizava a venda de ações de pequenas empresas, o caso envolvendo Vorcaro teria ocorrido dentro de uma instituição financeira regulada.

As investigações apontam para a existência de diferentes núcleos de atuação relacionados ao Banco Master, envolvendo operações financeiras, corrupção institucional, lavagem de dinheiro e intimidação. A suspeita é de que recursos captados posteriormente tenham sido utilizados para sustentar compromissos assumidos anteriormente, característica associada a estruturas de natureza piramidal.

A dimensão financeira também aparece nos gastos atribuídos a Vorcaro. Entre 2021 e 2024, ele teria desembolsado cerca de R$ 892 milhões em viagens, festas, eventos e outras despesas de alto padrão. Entre os episódios citados estão uma celebração de noivado em um palácio em Roma, estimada em R$ 14 milhões, e uma festa de aniversário de 40 anos na Sicília, com custo estimado em R$ 200 milhões.

Belfort, por sua vez, tinha gastos com extravagâncias que somavam cerca de 50 milhões de dólares anuais (R$ 257 milhões na cotação atual).

FONTE:PLENO NEWS



Empresários relatam ameaças por criticarem STF, diz jornalista Relato foi feito pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil

 

Fachada do STF Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF
O jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, relatou nesta segunda-feira (14), durante o jornal WW, que empresários de São Paulo teriam recebido telefonemas de autoridades de Brasília em tom de ameaça para que retirassem seus nomes de manifestos críticos ao Supremo Tribunal Federal (STF)
egundo Junqueira, os empresários teriam sido alertados de que poderiam enfrentar problemas judiciais caso mantivessem o apoio a documentos críticos à Corte. O jornalista afirmou ter recebido relatos de pessoas que foram procuradas com referências a processos que poderiam ser “desenterrados” caso não deixassem de participar das manifestações.

– A gente tem ouvido, por exemplo, de alguns empresários em São Paulo que receberam telefonemas de autoridades aqui de Brasília também em tons ameaçadores (…). Temos relatos de empresários também que receberam ligações pedindo para tirar o nome do manifesto [contra o STF], dizendo que tem um processo aqui ou acolá, que pode ser desenterrado – afirmou.


O comentário ocorreu durante uma discussão sobre a crise no STF e eventuais repercussões na sociedade. O jornalista avaliou que esse tipo de pressão, como a feita sobre empresários, pode tornar mais evidente aquilo que classificou como uma estratégia para evitar a discussão sobre o conteúdo das acusações contra o ministro Alexandre de Moraes.

– Fica muito exposta qual que é a estratégia: de fugir do mérito e tentar de alguma outra maneira, que não o mérito das acusações contra o Alexandre [de Moraes], ganhar esse jogo – completou.

FONTE:PLENO NEWS

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