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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Em 1841, na ilha da Reunião, um menino de 12 anos chamado Edmond Albius encontrou a solução para um problema que há anos intrigava botânicos e agricultores.

 


Em 1841, na ilha da Reunião, um menino de 12 anos chamado Edmond Albius encontrou a solução para um problema que há anos intrigava botânicos e agricultores. Nascido em condição de escravidão, sem acesso à educação formal, ele observava atentamente as plantas de baunilha cultivadas pelos colonos franceses, trazidas do México para a ilha e para outras regiões do oceano Índico.

As orquídeas de baunilha até floresciam, mas não produziam frutos. No México, a polinização dependia de abelhas específicas que não existiam na Reunião. Sem elas, a flor murchava em poucas horas, tornando o cultivo inviável. Todo o conhecimento científico disponível à época não havia sido suficiente para resolver o impasse.
Edmond, a partir da observação direta, percebeu a estrutura interna da flor. Usando um pequeno pedaço de madeira ou um fio de erva, levantava manualmente o delicado opérculo que separava as partes reprodutivas e pressionava o órgão masculino contra o feminino. O gesto era simples, preciso e eficaz. A polinização manual funcionava.
A técnica permitiu que a baunilha fosse cultivada em larga escala. A ilha da Reunião tornou-se um importante centro produtor, seguida por Madagascar, que até hoje domina o mercado mundial utilizando essencialmente o mesmo método desenvolvido por Edmond. A base de toda a indústria moderna da baunilha nasce desse procedimento.
Apesar do impacto da sua descoberta, Edmond Albius não recebeu reconhecimento proporcional. Viveu seus últimos anos na pobreza e morreu praticamente esquecido. Ainda assim, sua contribuição permanece presente de forma silenciosa no cotidiano, em alimentos, perfumes e produtos consumidos no mundo inteiro.
A história de Edmond Albius mostra como a observação, a inteligência prática e a curiosidade podem transcender limites sociais extremos e produzir efeitos duradouros, mesmo quando o reconhecimento tarda ou não vem.
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Fontes:

quarta-feira, 1 de julho de 2026

No dia 1 de julho de 1976, Tina Turner esperou que o marido, Ike, adormecesse no seu quarto de hotel em Dallas.

FONTE 


No dia 1 de julho de 1976, Tina Turner esperou que o marido, Ike, adormecesse no seu quarto de hotel em Dallas. Tinha a cara inchada e ferida depois de outra surra. No bolso ela tinha apenas 36 centavos e um cartão de gasolina da Mobil. Nada mais.
Saiu às escondidas do Statler Hilton e fugiu. Não para um carro. Correu direto pela auto-estrada 30, evitando o trânsito no escuro, prestes a ser atropelada por um caminhão, impulsionada apenas pela sobrevivência. Do outro lado estava o Ramada Inn. O gerente reconheceu-a instantaneamente, mesmo com os ferimentos. Deu-lhe um quarto no 11° andar e colocou um guarda em frente à sua porta. Durante três dias, Tina permaneceu escondida lá, muito ferida até para comer bem, deixando seu corpo começar a curar.
Poucas semanas depois, pediu o divórcio. Quando lhe perguntaram o que queria de 16 anos de casamento, a resposta deixou todos gelados. Não queria nada além do nome dela. Nem casa. Nem dinheiro. Nem direitos de autor. Apenas "Tina Turner". Um nome criado para controlá-la, e agora a única coisa que ela podia usar para reconstruir a sua vida.
Saiu com dívidas, um embargo fiscal do IRS e uma indústria convencida de que estava acabada. Cerca de 40 anos, uma mulher negra em um negócio obcecado pela juventude, sem direitos sobre grande parte da sua música passada. As probabilidades estavam brutalmente contra ele.
Mas Tina recusou-se a aceitar a derrota. Aproximou-se do budismo de Nichiren, cantando diariamente para encontrar forças. Aceitou todos os trabalhos que pôde. Programas de concursos. Salões de hotel. Feiras do condado. Eventos corporativos. Até limpou casas entre apresentações. Enquanto o mundo a chamava de "já foi", ela se reconstruía em silêncio, peça por peça.
E então veio 1984.
Aos 44, publicou Private Dancer. Mudou tudo. O álbum vendeu mais de 12 milhões de cópias. “What’s Love Got to Do with It” chegou ao número um, seu primeiro grande sucesso sozinho. Ganhou três prémios Grammy em 1985, atuou no Live Aid e estrelou Mad Max Beyond Thunderdome. Finalmente o mundo reconheceu-a como a rainha do rock and roll.
Sua segunda vida artística durou décadas. Turnês que bateram recordes. Doze prémios Grammy no total. Mais de 100 milhões de discos vendidos. Uma carreira reconstruída completamente nos seus próprios termos.
E o amor também a encontrou. Erwin Bach conheceu Tina em um aeroporto em 1986 e nunca se separou dela. Quando seus rins falharam, ele ofereceu-se para doar um sem hesitar. Em 2017, ele cumpriu essa promessa e salvou a sua vida.
Em 24 de maio de 2023, Tina Turner faleceu em paz na Suíça aos 83 anos, com Erwin ao seu lado. Deixou mais do que música. Deixou um teste.
Nunca é tarde demais para recuperar sua vida. Você pode começar de novo aos 40. Aos cinquenta. Em qualquer idade. Basta ter coragem para atravessar a estrada.
Trinta e seis centavos. Um cartão de gasolina. E uma vontade inquebrável.
É assim que as lendas são forjadas.

Pessoas ("Tina Turner lembrou-se de escapar do casamento abusivo de Ike Turner", 25 de maio de 2023)
FONTE:
https://www.facebook.com/photo/?fbid=2076933779864501&set=gm.4273737196104687&idorvanity=939220239556416

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um vidro bioativo com potencial para transformar o tratamento de lesões ósseas graves.

 

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um vidro bioativo com potencial para transformar o tratamento de lesões ósseas graves. A tecnologia, conhecida como Biosilicato, foi criada por uma equipe liderada pelo professor Edgar Dutra Zanotto, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e é capaz de se integrar ao organismo, estimulando a formação de novo tecido ósseo e reduzindo o risco de amputações em casos complexos.

Diferente de próteses convencionais, o material funciona como uma estrutura temporária. Após ser implantado, ele reage com os fluidos do corpo, formando uma camada biologicamente ativa que induz o crescimento de osso natural. Com o tempo, o vidro é gradualmente substituído pelo próprio tecido ósseo do paciente, favorecendo uma recuperação mais eficiente e com menor risco de rejeição.
Além de estimular a regeneração dos ossos, o Biosilicato apresenta propriedades antibacterianas, ajudando a reduzir infecções, uma das principais complicações em cirurgias ortopédicas. A tecnologia pode ser utilizada em vítimas de acidentes graves, reconstruções ósseas, perdas causadas por tumores, infecções e também em procedimentos odontológicos e implantodontia.
A pesquisa é resultado de mais de duas décadas de estudos conduzidos no Laboratório de Materiais Vítreos da UFSCar. O material já demonstrou resultados promissores em estudos pré-clínicos e vem sendo utilizado em aplicações específicas, enquanto novas pesquisas continuam avaliando sua expansão para diferentes tratamentos na medicina regenerativa. Especialistas acreditam que a inovação reforça o protagonismo da ciência brasileira no desenvolvimento de biomateriais de alto impacto para a saúde.
Fonte: Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Revista Pesquisa FAPESP e Grupo CONAES Brasil.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Em julho de 2018, Angela Hernandez tinha 23 anos e fazia uma viagem de carro pela costa oeste dos Estados Unidos.

 


Em julho de 2018, Angela Hernandez tinha 23 anos e fazia uma viagem de carro pela costa oeste dos Estados Unidos. Ela dirigia de Portland para visitar a irmã no sul da Califórnia, seguindo pela Highway 1, a famosa estrada que acompanha os penhascos da região de Big Sur.
Segundo seu relato, um pequeno animal entrou na pista. Ela desviou.
Seu Jeep despencou do penhasco.
O veículo caiu cerca de 60 metros por uma encosta quase vertical até a praia rochosa e as águas geladas do Oceano Pacífico.
Angela recuperou a consciência ainda presa ao banco, enquanto o carro começava a encher de água. Estava com um ferimento na cabeça e sentia dores intensas por todo o corpo. Encontrou uma ferramenta multifuncional que mantinha próxima ao banco, quebrou a janela do motorista e conseguiu sair do Jeep antes que ele afundasse completamente.
Ela havia sobrevivido a uma queda praticamente impossível e também ao mar.
Mas agora estava presa na base de um penhasco que não conseguia escalar, em uma praia isolada, enquanto a rodovia permanecia muito acima de sua posição. Sofria de hemorragia cerebral, quatro costelas quebradas, fraturas nas duas clavículas, um pulmão colapsado e vasos sanguíneos rompidos nos dois olhos.
E ninguém sabia onde ela estava.
Restava apenas uma opção:
Sobreviver.
Entre os destroços do veículo, encontrou uma mangueira e passou a utilizá-la para beber a pequena quantidade de água doce que escorria pelas rochas cobertas de musgo. Essa passou a ser sua rotina diária. Todos os dias, apesar dos ferimentos, arrastava-se até o ponto mais alto que conseguia alcançar e gritava em direção aos pequenos carros que via passando pela rodovia, muito acima dela, esperando que alguém finalmente a ouvisse.
Ninguém ouviu.
Os dias se passaram. Ela sonhava acordada com comida, pensava na irmã e imaginava o rosto da pessoa que um dia a encontraria.
Sete dias depois, um casal que caminhava pela região de Big Sur avistou algo na base do penhasco: um Jeep completamente destruído, com o teto praticamente arrancado pelo impacto.
Ao se aproximarem, acreditavam que encontrariam apenas os destroços e, possivelmente, uma vítima fatal.
Mas não havia nenhum corpo.
Quando estavam prestes a ir embora, ouviram uma voz fraca pedindo socorro.
Era Angela.
Ela deu alguns passos com dificuldade e levantou a mão para acenar. O casal correu até ela, incrédulo por encontrá-la viva.
Angela havia sobrevivido à queda, ao oceano e a sete dias completamente sozinha, gravemente ferida, na base de um penhasco.
Sua sobrevivência não foi resultado apenas da força física nem apenas da sorte. Foi também consequência de sua decisão de continuar tentando sobreviver, dia após dia, apesar dos ferimentos e do isolamento.
Às vezes, sobreviver não depende de um único ato heroico.
Depende da escolha de continuar lutando por mais um dia, mesmo quando tudo parece perdido.

E, às vezes, depois de dias de espera, alguém finalmente escuta o seu pedido de ajuda.
FONTE:https://www.facebook.com/photo/?fbid=1583364980243568&set=pcb.1583365016910231

“O homem mais tatuado do Brasil”, Leandro de Souza voltou a chamar a atenção do público, desta vez por um motivo bem diferente.




 “…e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” | João‬ ‭8‬:‭32‬, ‭36‬ ‭

♥️🙌🏽 “O homem mais tatuado do Brasil”, Leandro de Souza voltou a chamar a atenção do público, desta vez por um motivo bem diferente.
Após entregar sua vida a Cristo, Leandro — que chegou a cobrir cerca de 95% do corpo com mais de 170 tatuagens — decidiu iniciar um processo de remoção de parte delas. Segundo ele, essa decisão representa externamente a profunda transformação que Deus realizou em seu interior.
Leandro afirma que seu encontro com Jesus Cristo mudou completamente sua maneira de enxergar a vida, redefinindo seus valores, prioridades e propósito.
Sua trajetória tem inspirado milhares de pessoas, tornando-se um testemunho de que a fé pode produzir renovação, esperança e uma transformação genuína de vida.
FONTE:https://www.facebook.com/photo/?fbid=1046455254613560&set=a.185214130737681

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Tarcísio diz que Michelle e Flávio “vão chegar ao entendimento” Governador de SP ressaltou importância de a direita se manter unida para enfrentar esquerda nestas eleições

 

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou acreditar que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem chegar a um entendimento em breve. O gestor paulista ressaltou a importância de a direita se manter unida, advertindo que o enfrentamento à esquerda nestas eleições será difícil.

A fala ocorreu durante conversa com a imprensa no ABC Paulista. Na ocasião, o governador foi questionando sobre a possibilidade de Michelle ser vice na chapa de Flávio se os dois chegassem a um denominador comum.

– Acho que essa questão da Michelle com ele é uma questão familiar. E é uma questão que a gente tem certeza de que, lá na frente e num tempo breve, eles vão chegar ao entendimento, vão poder caminhar. O grupo tem que tá unido, porque o enfrentamento vai ser difícil. A gente vai ter que fazer um confronto de projetos e de visões de futuro, e quanto mais unido, se a gente tiver, melhor vai ser – respondeu.

No vídeo em questão, Michelle relata ter virado alvo de ataques após se posicionar contra uma aproximação com o grupo político de Ciro Gomes (PSDB). Na gravação, ela expõe rusgas com o deputado federal André Fernandes (PL-CE) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, devido ao tema. No cerne da questão, está a defesa de Michelle sobre não negligenciar aliados conservadores em troca de acordos pragmáticos na disputa por candidaturas nos estados.

Na gravação, a ex-primeira-dama afirma ter sido desrespeitada por Flávio ao abordar a questão com ele por telefone. Flávio, por sua vez, negou ter tido a intenção de ofendê-la e pediu desculpas caso tenha causado algum constrangimento.

Diante do caso, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, decidiu antecipar seu retorno ao Brasil. O dirigente nacional da legenda, que estava em Miami, nos Estados Unidos, afirmou que o caso é “sério”, e que o partido precisa resolver a questão para não se prejudicar nas eleições.

FONTE:PLENO NEWS

Michelle avisou Jair que gravaria vídeo sobre as rusgas com Flávio Segundo aliados, ex-presidente teria optado por não intervir e deixar a ex-primeira-dama "desabafar"

Michelle Bolsonaro Foto: Frame de vídeo / Instagram

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava ciente de que sua esposa, Michelle Bolsonaro, gravaria o vídeo abordando os desentendimentos entre ela e o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo aliados relataram à colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a ex-primeira-dama avisou de antemão o marido, que teria optado por não interferir, nem opinar a respeito.

 – Ele está na Faixa de Gaza. Deixou ela desabafar. Ela estava engasgada com o que sofreu, e ele não conseguiria impedir que ela falasse – declarou o interlocutor.

Aliados afirmam ainda que vinham tentando promover uma reconciliação entre Michelle e Flávio há dois meses. Entretanto, encontravam dificuldades na resistência da ex-primeira-dama em apoiar o enteado publicamente nestas eleições, e na resistência do senador em pedir desculpas à presidente do PL Mulher.

No vídeo em questão, Michelle relata ter virado alvo de ataques após se posicionar contra uma aproximação com o grupo político de Ciro Gomes (PSDB). Na gravação, ela expõe rusgas com o deputado federal André Fernandes (PL-CE) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, devido ao tema. No cerne da questão, está a defesa de Michelle sobre não negligenciar aliados conservadores em troca de acordos pragmáticos na disputa por candidaturas nos estados.

Na gravação, a ex-primeira-dama afirma ter sido desrespeitada por Flávio ao abordar a questão com ele por telefone.

– Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política – relatou, acrescentando que desde então decidiu se afastar das discussões partidárias.

Flávio, por sua vez, negou ter tido a intenção de ofendê-la e pediu desculpas caso tenha causado algum constrangimento.

– Sou casado há 16 anos, pai de duas filhas maravilhosas e nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai. Tenho 45 anos de idade, 24 anos de vida pública e sou reconhecido pelo meu equilíbrio, educação e respeito com todos, até com meus adversários políticos. Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil – escreveu, em nota.

Aliados esperam que, mediante à exposição do caso, Michelle e Flávio conversem em particular e consigam solucionar suas diferenças.

FONTE:PLENO NEWS

quinta-feira, 25 de junho de 2026

A sobrevivência das crianças exigiu meses de intervenções de altíssimo risco.

 

A sobrevivência das crianças exigiu meses de intervenções de altíssimo risco.

As meninas nigerianas de 19 meses nasceram compartilhando os mesmos tecidos cerebrais e vasos sanguíneos. Para realizar a divisão, a equipe formada por sessenta profissionais utilizou inteligência artificial e modelagem tridimensional para mapear a massa encefálica das pacientes antes de iniciar o corte definitivo.

Após a última etapa do processo físico, as duas crianças resistiram ao trauma cirúrgico. Elas receberam alta do hospital nos Emirados Árabes Unidos e já retornaram ao país de origem com as estruturas cranianas completamente fechadas e independentes.
FONTE:https://www.facebook.com/photo/?fbid=1420023633496804&set=a.471743941658116

terça-feira, 23 de junho de 2026

STF publica fim da aposentadoria como punição máxima a juízes Com a mudança, penalidade para infrações graves passará a ser a perda do cargo

 

Ministro Flávio Dino Foto: Gustavo Moreno/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta terça-feira (23) o acórdão da decisão que acabou com a aposentadoria compulsória como maior punição a juízes. Com a mudança, a penalidade máxima passará a ser a perda do cargo na magistratura, em casos de infrações graves.

A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino em março deste ano e referendada pela Primeira Turma em maio. No centro do julgamento estava aposentadoria compulsória do juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) Marcelo Borges Barbosa, determinada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Dino anulou a decisão do CNJ e determinou que a entidade reavaliasse o caso, sob o argumento de que tal punição não tem mais base na Constituição desde a reforma da Previdência em 2019.

– Caso considerar cabível rever o sistema de responsabilidade disciplinar no âmbito do Poder Judiciário, em face da extinção pela Emenda Constitucional nº 103/2019 da aposentadoria compulsória como “penalidade”, devendo por conseguinte ser substituída por instrumentos efetivos para a perda do cargo de magistrados que cometem crimes e infrações graves – ponderou Dino.

Até então, ministros que incorreram em violações graves vinham sendo afastados definitivamente do cargo, mas seguiam recebendo a remuneração proporcional ao tempo de trabalho.

Com a publicação do acórdão, são iniciados os prazos para que as partes envolvidas apresentem recursos ou implementem as medidas para cumprir a determinação do STF.

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Em 1841, na ilha da Reunião, um menino de 12 anos chamado Edmond Albius encontrou a solução para um problema que há anos intrigava botânicos e agricultores.

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