Dr. Célio Morais em ato político pró-Bolsonaro Foto: Reprodução | Instagram
Conhecido por sua semelhança física com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vereador de Jaboticabal Célio Morais (PL-SP), também chamado de “Lula do Bem”, pode ter sua candidatura à Câmara dos Deputados impugnada em razão do nome escolhido por ele nas urnas.
Obtida pelo colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, a manifestação é assinada pelo procurador Paulo Taubemblatt, que apontou que o vereador foi eleito em 2024 usando o nome Célio Morais.
No documento, o procurador cita a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que versa que “a Justiça Eleitoral indeferirá todo pedido de variação de nome coincidente com nome de candidato a eleição majoritária, salvo para candidato que esteja exercendo mandato eletivo ou o tenha exercido nos últimos quatro anos, ou que, nesse mesmo prazo, tenha concorrido em eleição com o nome coincidente”.
Célio Morais é médico da Aeronáutica e participou de manifestações junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após se popularizar em razão da semelhança com o petista, ele foi convidado pelo presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, a disputar a vaga de vereador em 2024.
A Câmara dos Deputados encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em maio deste ano, o depoimento de um comerciante do Rio de Janeiro acusando o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) de envolvimento em uma “armação” a fim de acusar falsamente de estupro de vulnerável o também deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice na chapa com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações são do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
Inicialmente, o depoente de 62 anos identificado como Luis Antonio Lopes teria ligado para o gabinete de Gaspar denunciando o caso. Ele teria sido, então, encaminhado para prestar depoimento à Polícia Legislativa virtualmente no dia 23 de abril.
Na oitiva, o homem declarou ser dono de um quiosque no Shopping Jardim Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com ele, uma jovem chamada Marcela Maria Mendes, que trabalhava no quiosque em questão, foi recrutada para se apresentar como vítima de um falso estupro praticado por Gaspar.
O responsável por recrutá-la seria um homem identificado como Lucas, mais conhecido como Doidinho, que dizia ser “assessor legislativo” “ligado ao contexto político” de Lindbergh. Em troca de executar o plano, a jovem teria recebido três depósitos nos valores de R$ 4 mil, de R$ 10 mil e outro de R$ 2,5 mil. Os comprovantes foram enviados à polícia.
Luis Antonio afirma ter tomado conhecimento do caso “por intermédio de um colaborador do seu estabelecimento, senhor Rodrigo Freitas, morador da comunidade do Acari e vizinho de Marcela, de que ela havia sido preparada para conceder entrevista sob identidade falsa, utilizando o nome fictício de ‘Jailma’, afirmando falsamente ser oriunda de Maceió (AL) e sustentando narrativa segundo a qual teria sido abusada sexualmente, ainda adolescente, por um político, fato do qual teria resultado uma criança”.
– Em sua avaliação, quando Lindbergh Farias levou adiante a acusação pública ao longo dos trabalhos da CPMI, caiu a ficha para o denunciante sobre a efetiva trama em curso; (…) o plano, conforme compreendeu, consistia em apresentar a falsa vítima Marcela, sob o nome de “Jailma”, e, num segundo momento, fazê-la desaparecer para, depois, sustentar publicamente que o relator da CPMI do INSS teria mandado sumir com ela, aprofundando a suspeita e o desgaste político – diz o boletim de ocorrência.
O depoente não apenas afirma que Lindbergh “parecia ter plena ciência do caso”, mas que também teria participado de reuniões virtuais com Marcela e outras pessoas envolvidas na “armação”.
– Segundo sua percepção, o declarante acredita que Lindbergh Farias parecia ter ciência do contexto tratado nas reuniões e integraria o conjunto de pessoas que discutiam os desdobramentos da narrativa. (…) O indivíduo Lucas foi apontado por Marcela e também percebido pelo declarante como o mentor inicial da ideia daquela simulação. (…) Lucas se vangloriava de ter sido ele quem apresentou a proposta a Carlos Roberto Lopes e outros personagens políticos – diz o relatório.
A Polícia Legislativa enviou o caso para a Corregedoria da Câmara, e a Mesa Diretora da Casa Legislativa encaminhou o material ao STF, haja vista que Lindbergh possui foro privilegiado. O caso está sob os cuidados do ministro Gilmar Mendes, relator do pedido de abertura da investigação contra Gaspar por suposto estupro. O magistrado aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso.
Em nota, Lindbergh descreveu o relato do comerciante como “picaretagem”.
– Desconheço os citados e a suposta investigação da Polícia Legislativa. Não conheço os envolvidos e não participei de reuniões para tratar desse assunto. A primeira coisa que a Polícia Federal tem que fazer é investigar esse tal “tio Luiz”, prender esse cara. Esse depoimento é inventado e é mais uma suspeita em cima do Alfredo Gaspar. Por que esse cara deu esse depoimento à Polícia Legislativa? A pedido de quem? – indagou.
O governo federal empenhou cerca de R$ 65,2 milhões em emendas da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). A ação ocorreu logo após ela e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciarem o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) à Polícia Federal por suposto estupro de vulnerável.
O valor representa 96,31% de tudo que o Executivo reservou para a parlamentar em 2026. O orçamento total deste ano prevê R$ 74 milhões em emendas de Soraya, dos quais cerca de R$ 52 milhões já foram pagos. Os dados oficiais constam no Siga Brasil e foram obtidos pelo portal O Antagonista.
O pedido formal de investigação foi enviado à PF em 27 de março, durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS. Alfredo Gaspar, que hoje é candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), era o relator e havia pedido o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
As suspeitas levantadas por Lindbergh e Soraya serviram de argumento para a base governista tentar descredibilizar Gaspar no colegiado. Em 28 de março, os parlamentares aliados ao Palácio do Planalto conseguiram maioria de votos, e o relatório acabou rejeitado pela comissão.
Soraya foi eleita em 2018 com o apoio de Jair Bolsonaro, mas rompeu com o ex-presidente em 2020. Disputou a Presidência em 2022 e, desde 2023, integra a base governista. Recentemente, publicou uma foto ao lado de Lula nas redes sociais, reafirmando sua busca pela reeleição.
Em julho, o PT ofereceu à senadora a primeira suplência na chapa ao Senado de Vander Loubet, porém ela recusou. A direção do PSB também se opôs ao convite. Sobre a candidatura, ela declarou em sua conta na rede social X:
— Se sou pré-candidata à reeleição? Nunca deixei de ser! — disse.
Um boletim de ocorrência da Polícia Legislativa da Câmara aponta suspeitas de uma suposta trama para forjar a acusação de estupro contra Gaspar. O esquema envolveria de forma direta o deputado petista Lindbergh Farias, apontado como um dos principais membros da base do governo.
A situação veio à tona no dia 14 de abril, quando Marise Pena, assessora de Gaspar, relatou ter recebido uma ligação do senhor Luiz Antonio Lopes. O homem teria revelado um plano em que uma jovem usando identidade falsa receberia dinheiro para sustentar a história de abuso sexual.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, afirmou que não aceitará qualquer acordo relacionado às acusações feitas contra ele e que pretende levar os processos judiciais até as últimas consequências. Paralelamente, colocou oficialmente seu material genético à disposição da Procuradoria-Geral da República (PGR) para a realização de um exame de DNA, alegando que a prova científica é o meio mais objetivo para esclarecer definitivamente o caso. Segundo sua defesa, o material biológico já foi coletado por um perito oficial em uma ação cautelar autorizada pela Justiça de Alagoas e permanece disponível para utilização pelas autoridades. Os advogados também informaram que Gaspar está disposto a realizar uma nova coleta, caso a PGR ou o Supremo Tribunal Federal entendam ser necessária.
A defesa protocolou pedidos para acelerar a realização do exame e sustenta que, caso o DNA afaste qualquer vínculo biológico com a criança mencionada na denúncia, solicitará o arquivamento da notícia-crime. Enquanto isso, Alfredo Gaspar manteve a decisão de rejeitar qualquer tentativa de pacificação com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), mesmo após relatos de aproximação nos bastidores. Segundo pessoas próximas ao parlamentar, o entendimento é que o caso deve ser resolvido exclusivamente na Justiça, onde pretende buscar a responsabilização dos autores das acusações, ao mesmo tempo em que aguarda a conclusão da prova pericial para esclarecer os fatos.
Sabe quem é a passageira que pagou o exame urgente da mulher de um motorista de aplicativo? Ela se chama Suzy, é empresária e dona de uma loja de celulares na Feira dos Importados, em Brasília. O vídeo do momento passou de 1,7 milhão de visualizações. Nas imagens, o motorista conta que estava trabalhando o máximo possível para conseguir pagar um exame importante da esposa, que está internada e grávida de sete meses. Comovida, ela não pensou duas vezes: tirou da bolsa algumas notas de R$ 100 e entregou para ele.
A reação do motorista emocionou quem assistiu. Ele não acreditou no que estava vendo e perguntou várias vezes se era sério. Assim que pegou o dinheiro, desabou a chorar. A empresária acredita que precisava estar naquele carro naquele momento. "Hoje entrei em um Uber sem imaginar que Deus havia preparado esse encontro", escreveu ela. E completou contando o que sentiu ao ouvir a história da família: "Confesso que meu coração apertou. Naquele instante, senti que muitas vezes a resposta da oração de alguém pode chegar através de outra pessoa."
Agora a história ganhou um novo capítulo. Suzy está tentando reencontrar o motorista, porque tem muito mais ajuda chegando. "Já mandei mensagem no suporte da Uber para ele entrar em contato comigo. Pedi para mostrarem a mensagem para ele, porque tem várias pessoas querendo ajudar também", contou. O problema é que ela não chegou a pegar o contato dele, já que estava filmando e o vídeo pausou justo na hora de anotar o número. Enquanto isso, dezenas de pessoas procuram a empresária dizendo que também querem ajudar o motorista, a esposa e o bebê que está para nascer
O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta quarta-feira (5) que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato a vice-presidente em sua chapa presidencial. O nome escolhido foi anunciado em uma coletiva de imprensa realizada no Teatro Juca Chaves, em Brasília.
Nas últimas semanas, o senador buscou alianças com representantes do Centrão. No entanto, partidos como o Republicanos, Podemos, União Brasil e PP optaram por manter a neutralidade no pleito presidencial de outubro. Com a decisão por Gaspar, o PL terá uma chapa puro-sangue nas eleições deste ano.
Ex-promotor de Justiça, Gaspar foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública de Alagoas. Eleito deputado federal em 2022, ganhou projeção nacional ao atuar como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em 2026, Gaspar assumiu o comando do PL em Alagoas e passou a integrar de forma mais próxima o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro no estado.
O anúncio ocorreu após semanas de cogitações sobre a composição da chapa. Entre os nomes que chegaram a ser considerados para a vice estavam a senadora Tereza Cristina (PP) e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos). As duas participaram do evento e fizeram breves pronunciamentos em apoio à candidatura de Flávio antes do anúncio.
Ela perdeu 80% da audição em um ouvido devido a um soco de um homem. Depois, tornou-se a primeira mulher negra a ganhar o prêmio mais prestigiado de Hollywood.
Halle Maria Berry nasceu em 14 de agosto de 1966, em Cleveland, Ohio. De fora, sua família parecia normal, estável. Mas, dentro de casa, a realidade era diferente. Seu pai, Jerome, bebia. E quando bebia, tornava-se violento. Halle e sua irmã mais velha se escondiam enquanto ele espancava a mãe delas. Gritos, medo, impotência. Duas garotinhas forçadas a assistir, sem poder intervir.
Anos depois, Halle diria uma frase que resumia tudo: ela havia prometido a si mesma que a violência nunca entraria em sua vida.
Mas algumas feridas não desaparecem tão facilmente. Quando ela tinha apenas quatro anos de idade — e não dez, como muitas vezes se conta na internet —, seus pais se divorciaram e seu pai foi embora. Desapareceu, deixando sua mãe sozinha com duas filhas e um salário de enfermeira psiquiátrica. A partir daquele momento, Halle aprendeu que aqueles que deveriam protegê-la... também podem abandoná-la.
Crescendo em um bairro predominantemente branco, ela também enfrentou o racismo. Ela se sentia deslocada, excluída, diferente. No entanto, ela tinha algo que o mundo notou imediatamente: uma beleza extraordinária. Ela ganhou concursos de beleza, tornou-se rainha do baile e trabalhou como modelo. Na casa dos vinte anos, ela foi primeira vice-campeã do Miss EUA e a primeira mulher afro-americana a representar o país no Miss Mundo, onde ficou em sexto lugar.
Mas a beleza não protege. Especialmente quando, por dentro, você carrega um passado que ainda não curou.
Halle entrou em um relacionamento violento na década de 1990 que marcou seu corpo para sempre. Um dia, um namorado a agrediu na cabeça com tanta força que perfurou seu tímpano. Ela perdeu 80% da audição em seu ouvido direito. Uma lesão permanente.
Ela ficou mais tempo do que queria. Como muitas vítimas fazem. Por medo. Por esperança. Porque às vezes ir embora parece impossível. Mas, eventualmente, ela partiu. Ela sobreviveu. Ferida, com cicatrizes... mas livre.
Mesmo os relacionamentos subsequentes trouxeram dor, em diferentes formas. Traições, decepções, cicatrizes emocionais. Mas enquanto sua vida privada era instável, sua carreira crescia. Ela fez a transição de modelo para atriz. Papéis maiores. Performances intensas. Até o momento que mudou tudo.
A Última Ceia (Monster's Ball).
Um papel cru e vulnerável. Uma mulher quebrada pela vida. Halle encontrou nele um espaço para canalizar suas próprias vivências, pois ela conhecia bem aquela dor.
Em 24 de março de 2002, ela subiu ao palco do Oscar. E venceu. A primeira mulher negra na história a ganhar o prêmio de Melhor Atriz. Nas 74 edições anteriores da premiação, isso nunca havia acontecido.
Ela chorou enquanto falava. Ela disse que aquele momento não era apenas para ela. Era para todas as mulheres de cor e sem nome que agora tinham uma chance porque aquela porta havia sido aberta. Ela segurava uma estatueta de ouro, mas, na realidade, ela estava abrindo um caminho. Não apenas para si mesma. Para todas.
E, no entanto, o sucesso não apaga o passado. Halle sempre falou abertamente sobre suas feridas. A violência que viu quando criança. A violência que suportou como adulta. A terapia. A longa jornada para a cura. Ela admitiu seus erros, reconhecendo como a dor não processada pode moldar as escolhas.
Hoje, ela usa sua voz para ajudar outras vítimas, apoiando ativamente centros de intervenção contra a violência doméstica. Para aquelas que vivem em silêncio. Para aquelas que acham que não há saída. Ao se aproximar dos sessenta anos, ela continua a trabalhar, a ser mãe, a construir. Mas o mais importante, ela continua a dizer a verdade: o sucesso não apaga o trauma. Apenas lhe dá as ferramentas para enfrentá-lo.
Sua história não é apenas sobre um Oscar. É a história de uma garotinha que assistiu à violência sem poder intervir. De uma mulher que a suportou na própria pele. E de uma sobrevivente que transformou essa dor em força.
Halle Berry não se tornou grande apesar de tudo. Ela se tornou grande por passar por tudo isso. E por abrir o caminho para as que vêm depois.
Quando o preconceito é contra os evangélicos, quem está disposto a falar sobre isso?
A atriz Isabelle Drummond decidiu falar.
Em entrevista durante a CCXP, Isabelle Drummond falou sobre sua fé e revelou que já enfrentou preconceito por ser evangélica. Ao comentar o assunto, fez uma declaração que ganhou repercussão: “Foi algo muito agravado pela política. Existe uma ideia errada sobre o que é a religião evangélica.”
A declaração foi repercutida por veículos como ISTOÉ, Band e Correio, colocando novamente em discussão um tema que muitas vezes é tratado de maneira diferente quando a vítima é cristã.
E Isabelle já havia abordado esse assunto anteriormente em entrevista ao NaTelinha/UOL, afirmando que os evangélicos sofrem preconceito e que “precisamos rever isso socialmente”.
Mas existe algo ainda mais importante nessa história.
Isabelle Drummond não é uma pessoa anônima. É uma atriz conhecida nacionalmente, que está na televisão desde criança. Mesmo assim, ela afirma ter experimentado preconceito por causa da sua fé.
Agora imagine o cristão comum.
Aquele que trabalha, estuda, frequenta uma igreja, cria seus filhos e simplesmente tenta viver de acordo com aquilo em que acredita.
Quantos já foram ridicularizados por dizer que são evangélicos?
Quantos já foram automaticamente chamados de fanáticos, ignorantes, extremistas ou intolerantes simplesmente por professarem a fé cristã?
E existe uma forma ainda mais sutil de preconceito: aquela que vem disfarçada de piada, de estereótipo ou da associação automática entre ser evangélico e defender determinada ideologia política.
Ser evangélico não significa pertencer a um partido. Ser cristão não significa pensar politicamente da mesma maneira.
Uma coisa é discordar de uma igreja, de um pastor, de uma doutrina ou de uma posição política.
Outra completamente diferente é desqualificar uma pessoa simplesmente por causa da sua fé.
E talvez seja justamente aí que esteja o debate que Isabelle trouxe à tona.
Se liberdade religiosa significa respeitar a fé de todos, por que o preconceito contra um cristão tantas vezes é tratado como algo normal, engraçado ou até justificável?
Será que existe uma cristofobia velada no Brasil que muita gente prefere não enxergar
Você já sofreu ou presenciou preconceito por ser cristão ou evangélico
A juíza federal Gabriela Hardt foi afastada de suas funções por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (4). A medida pune a magistrada, ex-substituta de Sérgio Moro, na Operação Lava Jato, por irregularidades na gestão de recursos de acordos de leniência.
A decisão resultou de um processo administrativo disciplinar (PAD) que apurou sua conduta na 13ª Vara Federal de Curitiba. A punição aprovada pelo colegiado estabelece que Hardt ficará afastada por dois anos, recebendo salário proporcional ao tempo de serviço.
A principal acusação envolve a tentativa de criar uma fundação privada com R$ 2,5 bilhões recuperados pela Lava Jato. A magistrada foi punida por homologar o acordo que viabilizaria a entidade, a qual seria gerida por membros da própria força-tarefa.
Investigações apontam que a juíza discutiu os termos do acordo com procuradores, como Deltan Dallagnol, via WhatsApp antes da apresentação oficial. A homologação ocorreu rapidamente e sem a participação da União, apontada como a real titular dos valores.
O relator do caso, conselheiro Rodrigo Badaró, destacou que a juíza baseou sua decisão na urgência alegada pelas partes, sem consultar órgãos competentes. Ele afirmou que a homologação exigia “diligências institucionais mínimas” antes de ser assinada.
Apesar de a defesa provar que não houve busca por enriquecimento ilícito pessoal, o CNJ concluiu que a responsabilidade funcional de Hardt não foi afastada. Para o conselho, as atitudes da magistrada configuraram “grave violação dos deveres do cargo”.
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