
O pastor Silas Malafaia afirmou nesta sexta-feira (20), em vídeo nas redes sociais, que completa seis meses de “perseguição política e religiosa” por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita ao comentar a investigação da Polícia Federal que o inclui em inquérito sobre atos contra autoridades.
Líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Malafaia teve o passaporte, cadernos teológicos e celular apreendidos ao chegar de Portugal, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, no dia 20 de agosto. No vídeo, ele questionou a medida.
– Hoje, sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, completa seis meses que o ditador Alexandre de Moraes promove contra mim perseguição política religiosa, maldade e injustiça.
Segundo o pastor, não havia risco de fuga que justificasse a retenção do passaporte. Ele também criticou o fato de o inquérito das fake news estar em curso há anos sob relatoria de Moraes.
– Ele transforma opinião em crime – continuou.
Malafaia é investigado em apuração que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo. O inquérito trata de suposta coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de interferir em ações judiciais no STF.
O ministro Alexandre de Moraes é o relator do caso. A investigação apura possíveis articulações para pressionar autoridades e buscar sanções internacionais contra o Brasil, no contexto do processo em que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado.
No vídeo, o pastor negou envolvimento em organização criminosa e disse que suas manifestações são públicas. Também declarou que seu advogado já pediu seus cadernos teológicos e seu aparelho de volta e foi ignorado.
– Não tem nada secreto, não tem perseguição, nem armação pra caluniar, são verdades, é minha opinião que Alexandre Moraes transformou em crime!
Ele também criticou a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e citou manifestação realizada na Avenida Paulista, no dia 6 de abril. Segundo Malafaia, não houve citação nominal a autoridades militares.
– É perseguição política pura – afirmou o pastor no vídeo.
O pastor convocou apoiadores para um ato no dia 1º de março, às 14h, na Avenida Paulista, em São Paulo. Ao final, voltou a atacar o ministro.
– Ditador Alexandre Moraes, sua hora vai chegar. Ou pela justiça dos homens, ou pela justiça de Deus.
Assista:






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