Os dois são anticorpos monoclonais, remédios direcionados a um alvo específico no corpo, que atacam as placas beta-amiloides, depósitos de proteína tóxica que se acumulam no cérebro de pacientes com Alzheimer. A FDA aprovou o Lecanemab em julho de 2023 e o Donanemab em julho de 2024.
Os ensaios clínicos publicados no New England Journal of Medicine mostraram redução de cerca de 27% no ritmo de declínio cognitivo em 18 meses para o Lecanemab. O Donanemab teve resultado parecido, com a perda de funções caindo de forma mensurável em pacientes nos estágios iniciais da doença.
Mas atenção: ambos têm efeitos colaterais sérios. O monitoramento exige ressonância magnética periódica por causa do risco de ARIA-E e ARIA-H, que são edema cerebral e micro-hemorragias detectadas em parte significativa dos pacientes tratados. M*rtes em ensaios já foram reportadas.
No Brasil, nenhum dos dois foi incorporado pelo SUS até 2026. O custo anual ultrapassa dezenas de milhares de dólares no exterior, e o debate internacional questiona custo-benefício pra grupos amplos.
Fonte: New England Journal of Medicine, FDA.






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