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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Flávio quer cassação de Lula por uso eleitoral da Rádio Nacional Emissora financiada com verba pública exaltou medidas do petista e teceu críticas à oposição

 

Flávio Bolsonaro e Lula Foto: Renato Pizzutto/Band
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ingressou, nesta sexta-feira (23), com uma nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin e dois responsáveis pela programação da Rádio Nacional.
A ação denuncia o suposto uso da estrutura de comunicação pública federal, financiada com recursos dos contribuintes, para favorecer a campanha de reeleição de Lula e atacar seu adversário político. A representação pede a cassação do registro ou diploma da chapa Lula-Alckmin, a declaração de inelegibilidade dos responsáveis, conforme a participação de cada um, e a aplicação de multas por condutas vedadas.

Segundo a petição, assinada pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, o monitoramento da Rádio Nacional identificou 36 trechos de programação, entre 20 de agosto e 15 de outubro, com manifestações favoráveis a Lula ou críticas a Flávio Bolsonaro. Desse total, 12 exaltariam o presidente e medidas de seu governo, enquanto outros 24 apresentariam comentários depreciativos sobre o candidato do PL.

O episódio mais grave apontado pela ação ocorreu na última terça-feira (20), apenas cinco dias antes do segundo turno. Durante o programa Alô Alô Brasil, o apresentador Agostinho Teixeira teria utilizado três blocos para divulgar realizações do governo Lula, abordar o pagamento do Bolsa Família e reproduzir acusações contra Flávio Bolsonaro, inclusive com temas semelhantes aos utilizados na propaganda eleitoral petista.

BOLSA FAMÍLIA E ATAQUES NA RETA FINAL
Um dos principais pontos da denúncia é o uso do Bolsa Família como argumento eleitoral justamente durante o pagamento da folha de outubro. Na transmissão, o apresentador chamou a atenção dos beneficiários para declarações atribuídas à equipe econômica de Flávio Bolsonaro e advertiu os ouvintes.

— Quem tem receio do que possa virar o Bolsa Família tem que ver direitinho — afirmou.

Em outro momento, após divulgar informações sobre a antecipação dos pagamentos do programa social pelo governo federal, passou a criticar declarações de Flávio Bolsonaro sobre políticas ambientais.

A petição também destaca que a Rádio Nacional reproduziu questionamentos sobre a abertura dos sigilos bancário e telefônico de Flávio e sobre supostos cortes de R$ 250 bilhões no orçamento federal, temas que, segundo a ação, coincidiam com peças da propaganda eleitoral de Lula.

Ao encerrar um dos blocos, o apresentador fez uma advertência direta aos ouvintes sobre o adversário do petista.

— Ninguém vai dizer que não sabia. Ninguém vai dizer que não foi alertado —

DOIS MESES DE PROGRAMAÇÃO SOB SUSPEITA
A denúncia sustenta que as manifestações não foram episódios isolados, mas parte de uma sequência de comentários durante a campanha presidencial. Entre os exemplos apresentados estão declarações do comunicador afirmando que Lula seria “perito” em negociações políticas e que Flávio Bolsonaro teria “pipocado” ao desistir de um debate.

Em outra transmissão, o apresentador chegou a criticar a atuação da Justiça Eleitoral no caso do canal Exército do Lula, cuja retirada do ar havia sido questionada judicialmente. Para a defesa de Flávio, o conjunto das manifestações indica que uma emissora pública federal teria ultrapassado os limites da cobertura jornalística e passado a atuar em benefício de uma candidatura.

Além de Lula e Alckmin, a ação inclui a presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, e o apresentador Agostinho Teixeira. A petição destaca que a EBC é mantida com recursos públicos e que sua direção é nomeada pelo presidente da República.

A investigação pretende apurar a responsabilidade dos envolvidos pelo suposto uso indevido dos meios de comunicação social, abuso de poder político e prática de condutas vedadas pela legislação eleitoral.

A defesa de Flávio também solicita medidas urgentes para impedir que a programação pública seja utilizada em benefício de candidaturas até a realização do segundo turno, além da preservação das gravações.

A ação, registrada sob o número 0603358-07.2026.6.00.0000, foi distribuída à Corregedoria-Geral Eleitoral do TSE, sob responsabilidade do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

FONTE:PLENO NEWS

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Vídeo de Nikolas com nordestinos é visto por 67 milhões e fica mudo Exclusão do áudio ocorreu por direitos autorais sobre fundo instrumental

 

Nikolas Ferreira Foto: reprodução/Instagram (@nikolasferreiradm)
O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo com a participação de cidadãos nordestinos criticando as gestões de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O conteúdo foi ao ar no início da tarde desta terça-feira (20), no Instagram do parlamentar, mas ficou sem áudio algum tempo depois.
A publicação, gravada no município de Mundo Novo, no interior da Bahia, superou em três horas a marca de 60 milhões de visualizações. No início, o vídeo parecia ser mais um no mesmo formato: o parlamentar com fundo preto, discursando e abordando um tema relevante para o país.

No entanto, desta vez ele retira o tecido que preenchia a imagem e dá lugar à parede sem reboco de um imóvel humilde no sertão. E, em vez de ele próprio falar, o deputado deu voz a moradores da região que dizem ter acreditado no petista nos últimos 20 anos e não terem visto a prosperidade prometida.

São citados temas como saúde pública, segurança, infraestrutura e economia. Entre os relatos, os participantes mencionam a carência de acesso ao saneamento básico, a medicamentos e a distância dos filhos que tiveram de deixar o núcleo familiar para buscar oportunidades de estudo e trabalho em áreas mais centrais.

— Pra tomar banho, nós tem (sic) que pegar de balde, né? Realmente nós não tem (sic) esgoto. (…) Mas esse nem é o pior. Sou aposentada, eu compro o remédio que eu faço tratamento de câncer e um salário mínimo não dá pra nada. (…) [Nossos filhos] tiveram que sair porque não tinha emprego. Então não tinha estudo, lá eles estudaram, arrumaram serviço, e eu que fico aqui sentindo falta e saudade — dizem os participantes.

Depois dos depoimentos que mostram a falta de evolução na região Nordeste, os participantes dizem que tomarão uma atitude diferente no próximo domingo (25), data do segundo turno das eleições, diante da realidade inalterada em que vivem.

— O problema é que ainda tem gente aqui que trocou o futuro de todos nós para acreditar no mesmo discurso há 20 anos. Eu vou tomar uma decisão diferente. Chega! — afirmaram.

No fim da edição, o parlamentar usa uma fala de Lula, dita pela primeira vez na posse de seu primeiro mandato, em 2003, e replicada em outras ocasiões.

— Se, ao final do meu mandato, todos os brasileiros tiverem a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, terei cumprido a missão da minha vida — disse Lula no lançamento do Programa Fome Zero.

Após os discursos, na tela aparecem dados atualizados do Nordeste que apontam para o abandono da região: as dez cidades mais violentas do país, milhões sem acesso a esgoto e milhares aguardando acesso a cirurgias, o que revela o território como o mais pobre do Brasil.

Sobre a retirada do som, Nikolas se manifestou e disse que a medida ocorreu por direitos autorais do som de fundo, registrado pela gravadora Sony. Por meio de publicação no X (antigo Twitter), ele apelou aos autores da obra que liberem o acesso para dar voz ao povo do nordeste.

— Não sei qual a posição ideológica de Xande de Pilares e Rubel, mas eu não tenho dúvidas que jamais iriam querer que a voz dos nordestinos fossem silenciadas somente por direitos autorais de um belíssimo som de uma sanfona… Não calem os nordestinos. Liberem o áudio — escreveu o parlamentar.

Assista ao vídeo de Nikolas Ferreira sobre nordestinos (com som):

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FONTE:PLENO NEWS

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Mendonça será relator no TSE de quebra de sigilo proposta por Lula Presidente propõe tornar públicos os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares caso Flávio faça o mesmo

 

André Mendonça Foto: Alejandro Zambrana/STF
O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi designado relator da petição em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe tornar públicos os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL) adote a mesma medida.
Protocolado no TSE após o debate presidencial da TV Band, o pedido estabelece que os dados dos dois candidatos sejam divulgados até esta quarta-feira (21), caso haja reciprocidade. Lula argumenta que a iniciativa é necessária para que os eleitores tenham acesso a informações e possam decidir livremente em quem votar.

A proposta também alcança empresas ligadas aos dois grupos familiares. Para Lula, é mencionada a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda. Entre as empresas relacionadas a Flávio estão a Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, a All In One Corretora de Seguros Ltda; a Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda; e a Bolsonaro Digital Ltda.

A petição cita ainda a offshore Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, vinculada ao senador.

FONTE:PLENO NEWS

Flávio e Lula assinam ata do debate da Globo, veja regras Encontro ocorrerá na próxima sexta-feira e terá três blocos com formatos distintos

 

Flávio Bolsonaro e Lula Foto: Renato Pizzutto/Band
As campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinaram os termos que definem as regras do último debate entre os candidatos antes do segundo turno das eleições presidenciais. O programa, promovido pela TV Globo, será exibido na próxima sexta-feira (23), às 21h20.
O encontro terá três blocos: um dedicado às cinco regiões do Brasil, outro com temas escolhidos pelos presidenciáveis e um terceiro de discussão livre, com considerações finais. As regras foram divulgadas nesta segunda-feira (19) pela jornalista Andréia Sadi, na GloboNews. Segundo a emissora, novas condições ainda poderão ser acordadas pelas campanhas até a realização do debate.

O confronto será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, logo após o Jornal Nacional. A mediação ficará a cargo do jornalista César Tralli. A transmissão será simultânea pela TV Globo, pela GloboNews e pelo g1.

FORMATO DOS BLOCOS
No primeiro bloco, as regiões do Brasil (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul) serão abordadas por meio de sorteios. Em cada rodada, o candidato sorteado deverá formular uma pergunta sobre a região escolhida para o adversário. Todas as regiões serão contempladas ao longo do bloco.

Já no segundo bloco, os temas serão escolhidos pelos candidatos. Cada presidenciável escolherá seis entre dez temas apresentados pela produção da Globo em um telão. Entre os assuntos mencionados pela GloboNews estão o Sistema Único de Saúde (SUS) e o ensino integral nas escolas.

O último bloco será dedicado a discussões sobre temas livres, permitindo que os candidatos escolham os assuntos que desejam debater. A etapa também reservará espaço para as considerações finais de Lula e Flávio.

FONTE:PLENO NEWS 

Roberta Luchsinger rebate Lula após debate: “Mentiroso é você” Lobista publicou vídeo nas redes sociais

 

Roberta Luchsinger rebate Lula Foto: Reprodução/Instagram
Roberta Luchsinger reagiu neste domingo (18) às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate com Flávio Bolsonaro (PL) na Band. Após ser chamada de mentirosa pelo petista, a lobista negou as acusações, criticou integrantes do governo e afirmou estar colaborando com a Justiça.
Roberta é apontada pela Polícia Federal (PF) como uma figura central em um suposto esquema de tráfico de influência durante o terceiro mandato de Lula.

– Lula, eu tô acompanhando aqui o debate e você está me chamando de mentirosa. Eu não sou mentirosa aqui, não. Mentiroso é você, mentirosos são seus ministros que estão mentindo sobre as relações comigo e com seu filho. Mentirosos são as pessoas que você diz ser da sua confiança. Eu não. Sou uma mulher sozinha tentando provar a verdade – afirmou a lobista em vídeo publicado nos stories do Instagram.

Luchsinger afirmou responder a três inquéritos da PF, todos sob segredo de Justiça, e disse ter sido alvo de busca e apreensão. Segundo a empresária, as medidas cautelares impostas no curso das investigações limitam as informações que pode divulgar publicamente, embora sustente que estaria disposta a relatar tudo o que sabe.

– Eu estou colaborando com a Justiça do jeito que me é pedido – declarou, ao negar que tenha mentido e afirmar que não teme a verdade.

Confira:

 

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Amiga de Lulinha, herdeira de um banqueiro suíço e ex-candidata a deputada estadual pelo PT, Luchsinger foi alvo de um mandado de busca e apreensão no fim de 2025. Desde então, as apurações da Polícia Federal avançaram sobre sua atuação como empresária nos setores de tecnologia e saúde. Segundo a linha investigativa, ela teria facilidade para abrir portas na administração federal, no contexto do suposto esquema de tráfico de influência.

Regina Duarte ironiza adesivos de Lula: “Me obrigaram a fazer o 22” Atriz se manifestou por meio das redes sociais

 

Regina Duarte Foto: Reprodução/ Instagram Regina Duarte
A atriz Regina Duarte usou as redes sociais para ironizar adesivos com a imagem do presidente Lula (PT) que foram colados em um cartaz que exibia o rosto dela por causa da divulgação de um espetáculo no Teatro BDO Jaraguá, na capital paulista. A artista publicou fotos e expressou apoio ao candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Na publicação, Regina brincou que a situação a teria “obrigado” a votar no número 22, associado ao PL.
– Olha só o que fizeram na foto / cartaz que estava na rua do meu espetáculo “ A FILHA DA” – Tem cabimento?! Abusados, não?! Dá bem pra ver que me obrigaram a fazer o 22! KKKKKKK!!! – escreveu a atriz, no Instagram.


 

FONTE:PLENO NEWS


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Ex-MST Pedro Pôncio expõe canal de “milícia digital” de Janones Canal chama-se Exército do Lula

 

Pedro Pôncio critica Janones no Pleno Time Foto: Reprodução/Pleno.News
Pedro Pôncio, ex-integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), criticou a atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG) e acusou aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de disseminar notícias falsas nas redes sociais para influenciar o debate político durante a corrida à Presidência no segundo turno.
Segundo Pôncio, Janones criou uma estrutura digital voltada à propagação de desinformação em favor do PT.

– O Janones, ele criou essa milícia digital, e aí para disseminar mentiras – afirmou durante participação no Pleno Time desta terça-feira (13).

Trata-se do canal do WhatsApp Exército do Lula, que chegou a ser suspenso duas vezes pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pôncio também criticou a circulação de conteúdos que, segundo ele, distorcem as posições de Flávio Bolsonaro, citando como exemplo a alegação de que o senador pretendia retirar do Brasil o título de Nossa Senhora Aparecida. Para o ex-integrante do MST, esse tipo de conteúdo desrespeita a inteligência dos católicos.



– Isso é subestimar a inteligência do povo católico do Brasil. É uma coisa que está além do jogo político – disse.

O ex-MST ainda direcionou críticas à trajetória política de Janones, acusando o deputado de adotar práticas contraditórias e de estimular estratégias de comunicação baseadas em mentiras. Pôncio mencionou o livro Janonismo Cultural ao sustentar sua crítica sobre os métodos políticos do parlamentar.

Em contrapartida, Pôncio avalia que a atuação de Janones e de outros militantes ligados ao PT também pode provocar desgastes à campanha de Lula.
FONTE:PLENO NEWS

Moro reúne líderes partidários para campanha de Flávio no PR Governador eleito articula mobilização com sete partidos

 

Sergio Moro Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), se reúne, nesta terça-feira (13), com prefeitos, parlamentares e lideranças políticas de sete partidos do campo da direita para organizar a mobilização no estado em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O encontro será realizado a partir das 19 horas, no restaurante Madalosso, em Curitiba, com expectativa de reunir cerca de 2 mil pessoas.
O jantar é organizado por Moro e pelos senadores eleitos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). Até esta segunda (12), representantes do Partido Liberal (PL), Novo, Podemos, Progressistas (PP), União Brasil, Republicanos e Partido Social Democrático (PSD) haviam confirmado participação. Entre os presentes estará o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD).

A reunião tem como objetivo discutir a articulação entre lideranças municipais e parlamentares para a campanha presidencial no Paraná. A mobilização começou a ser organizada na última sexta (9), durante encontro de Moro com integrantes da equipe que coordenou sua campanha ao governo estadual.

Flávio não estará presencialmente no encontro. Segundo a organização, existe a possibilidade de o candidato participar por vídeo, gravado ou ao vivo, mas a presença virtual ainda não está confirmada. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

FONTE:PLENO NEWS

Mães atípicas se unem nas redes e expõem motivos para rejeitar o PT Corte em benefícios, falta de medicamentos e falas de Lula contribuem para a indignação das famílias

 

(Imagem ilustrativa) Foto: Gemini
Mães atípicas têm usado as redes sociais para listar motivos para não votar no Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2026. Entre as críticas ao governo Lula estão dificuldades no acesso a benefícios sociais, medicamentos e serviços de apoio a pessoas com deficiência, além de medidas que geraram preocupação entre famílias de pessoas autistas.
Um desses perfis é de Marly, da cidade de Ribeirão Preto (SP), que listou uma série de problemas que tem pela falta de suporte do governo para seu filho, que é autista não verbal nível 3 de suporte. Ela reclama desde a falta de medicamentos, até a falta de suporte psicológico e financeiro, uma vez que o benefício BPC foi negado para o filho duas vezes.

Nos comentários, várias mães que vivem a mesma situação comentam que sofrem o mesmo.

– Eu sou mãe atípica, advogada, especialista no direito dos autista e digo com convicção, esse governo não tem sensibilidade com os PCDs. Meu voto é 22 – escreveu a advogada Cris Almeida, de Feira de Santana (BA).

 

A influenciadora Gabi Meyer, mãe atípica com mais de 21 mil seguidores, fez uma publicação listando os motivos para não apoiar a reeleição do atual presente.

– Eu valorizo cada direito conquistado pelas pessoas com deficiência. Mas depois de viver isso na pele, aprendi: Não basta criar direitos, eles precisam funcionar. Não quero avaliar um governo apenas pela quantidade de leis, programas ou bilhões anunciados. Quero saber: Chegou na ponta? Funcionou? A família conseguiu acessar? – questiona ela.

E continua:

– Não existe política social sustentável sem uma economia capaz de financiá-la.

Melissa Popts, fundadora da União TEA, escreveu seus motivos para não votar em Lula, incluindo o Decreto 12.686/2025 que gerou grande preocupação em famílias que utilizam as APAEs. O documento instituiu a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. Após grande movimentação, o governo aceitou fazer alterações.

Ela também citou a Lei Complementar 214/2025, que restringiu o benefício fiscal na compra de veículos para pessoas autistas nível 1 de suporte. Os cortes “em massa” do BPC/LOAS que fizeram várias famílias atípicas perderem o benefício, entre outros.

Muitas mães atípicas ainda utilizavam a fala de Lula sobre “problema de desequilíbrio de parafuso” quando, em 2023, o petista se referiu a pessoas com transtornos mentais.

– Sempre ouvi dizer que a Organização Mundial da Saúde sempre afirmou que a humanidade deve ter mais ou menos 15% de pessoas com problema de deficiência mental. Se esse número é verdadeiro, e você pega o Brasil com 220 milhões de habitantes, se você pegar 15% disso significa que temos quase 30 milhões de pessoas com problema de desequilíbrio de parafuso. Pode uma hora acontecer uma desgraça – disse Lula, em discurso no dia 18 de abril de 2023.


FAMÍLIAS ATÍPICAS, CHEGOU A HORA DE MOSTRAR A FORÇA DA NOSSA VOZ!

Todos os dias, lutamos por nossos filhos, por inclusão, respeito, tratamentos e direitos. Não podemos esquecer disso na hora de votar!

Nosso voto precisa ser consciente, baseado nas propostas, nas atitudes e no compromisso de quem quer nos representar.

Não podemos continuar ignorando aquilo que afeta diretamente nossas famílias. 13 não dá mais!

Que o nosso voto seja por um futuro em que nossos filhos tenham seus direitos respeitados e suas necessidades

Josi Menestrina também se posicionou, fundadora da ONG ABlupaa, gravou um vídeo desmentindo afirmações falsas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro havia acabado com o Bolsa Família, privatização do SUS, e a mesma grave de todas: ter defendido eletrochoque em autistas. Ela fez questão de listar os benefícios concedidos pelo ex-chefe do Executivo.


FONTE:PLENO NEWS

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Após negar autoria, Ana Elisa pede desculpas por mensagens Equipe da deputada eleita pelo PT diz que ela nunca atacou igrejas evangélicas no X

 

Ana Elisa Foto: Reprodução Instagram
A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) negou nesta sexta-feira (9) ter publicado uma mensagem em que supostamente defendia o fechamento de igrejas e pediu desculpas por outros conteúdos antigos atribuídos a ela. Em nota, sua equipe afirmou que a petista reconhece as publicações de sua autoria e se retrata com quem se sentiu ofendido.
A declaração foi divulgada após personalidades da direita, incluindo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG, compartilharem inúmeras postagens atribuída à petista. Entre os conteúdos resgatados estão frases como “odeio branco” e “tô nem aí para empreendedor”. Outras publicações criticam evangélicos, defendem o fechamento de igrejas pelo governo e o aborto, além de questionarem a presença de padres nas redes sociais.

– Ana assume o que escreveu, retrata-se e pede desculpas a quem se sentiu ofendido, mas é importante que se diga: aos 21, já não pensa como antes. É católica praticante e defende a liberdade religiosa, o Estado laico e a democracia – diz a nota.

O comunicado não especifica quais publicações motivaram o pedido de desculpas. A equipe, porém, afirma que a maioria dos conteúdos foi publicada quando Ana Elisa tinha 17 anos e acusa adversários de retirar as mensagens de contexto.

– A maioria é de quando Ana tinha 17 anos. A Constituição (art. 227) e o ECA (arts. 17 e 18) protegem a dignidade, a imagem e as ideias de adolescentes e jovens. Usar o que alguém disse aos 17 anos como arma eleitoral afronta essa proteção – afirma o texto.

A respeito da mensagem sobre o fechamento de igrejas, a equipe sustenta que o conteúdo não aparece no histórico da conta da deputada eleita e que ela nunca defendeu essa medida. A nota também anuncia um pedido de perícia para verificar a autenticidade da publicação.

– Ana nunca o escreveu, ele não existe no histórico de sua conta, e ela jamais defendeu o fechamento de igreja alguma. Pediremos a perícia que comprovará a montagem – declara o comunicado.

A equipe também questionou a divulgação da mensagem, supostamente publicada em outubro de 2022, quando Ana Elisa tinha 17 anos. Em meio à polêmica, Ana Elisa desativou sua conta no X e justificou a medida dizendo que sofreu ameaças.

FONTE:PLENO NEWS

sábado, 10 de outubro de 2026

Programa de governo de Flávio contradiz acusações feitas na web Publicações falam em medidas como fim da aposentadoria e CLT, mas propostas não constam em plano

 

Flávio Bolsonaro Foto: EFE/ André Coelho
Publicações nas redes sociais têm atribuído ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) propostas para acabar com benefícios sociais, privatizar o SUS, vender a Petrobras e extinguir direitos trabalhistas. A leitura do plano de governo, porém, mostra que várias dessas afirmações não condizem com o que está efetivamente escrito no documento.

PROGRAMA NÃO CITA VENDA DA PETROBRAS
Publicações que circulam na web sugerem que o candidato de direita venderia a Petrobras. Entretanto, o que se constata no plano de governo de Flávio é que a possibilidade de realizar privatizações é um dos pontos da agenda econômica, com a defesa da retomada do Programa Nacional de Desestatização, mas o texto diz que a proposta é de avaliar “caso a caso onde a presença do Estado deixou de fazer sentido”.

Ou seja, a diretriz abre espaço para novas desestatizações, mas o documento não cita a Petrobras nominalmente como uma empresa a ser vendida em nenhum momento. O termo Petrobras, por sinal, não aparece nenhuma vez nas 75 páginas do programa.

TRABALHO: NÃO HÁ PROPOSTA DE EXTINGUIR A CLT
Outra acusação recorrente na internet contra Flávio é a de que o candidato teria como pretensão acabar com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), retirar direitos dos trabalhadores e deixar garantias como férias e 13° salário à escolha dos empregadores.

O plano não apresenta qualquer proposta que lembre vagamente uma intenção de extinguir a CLT. A diretriz trabalhista do programa é, na verdade, reduzir gradualmente o custo da contratação formal, inclusive com a ressalva expressa de que isso deve ocorrer sem retirada de direitos.

O documento prevê condições específicas para estimular a contratação de jovens de 18 a 24 anos em busca do primeiro emprego e de pessoas com mais de 50 anos que estejam desempregadas há pelo menos 12 meses. O projeto também defende ampliar o espaço para o chamado “negociado sobre o legislado”, mas permitindo que empregados e empregadores estabeleçam acordos, tudo dentro dos limites da lei.

ESCALA 6X1 NEM É MENCIONADA NO PLANO
O fim da jornada de seis dias de trabalho para um de descanso, encampada como uma das principais bandeiras eleitorais de Lula (PT) na campanha deste ano, também aparece em publicações sobre Flávio. Nas postagens, é comumente atribuído ao candidato do PL uma completa oposição ao fim da escala 6×1.

O plano, porém, não menciona esse regime de jornada nem apresenta uma posição específica sobre sua manutenção ou extinção. As diretrizes se concentram na flexibilização das relações de trabalho e na negociação entre empregados e empregadores, dentro da legislação.

SAÚDE: PROJETO NÃO REPRESENTA PRIVATIZAÇÃO DO SUS
Na área da saúde, publicações afirmam que um eventual governo de Flávio Bolsonaro privatizaria o Sistema Único de Saúde e obrigaria os brasileiros a pagar pelos atendimentos. A proposta prevista no plano, porém, nem de longe traz qualquer ideia parecida.

O que o documento prevê é a possibilidade de corrigir a tabela de remuneração do SUS, ampliar a estratégia Saúde da Família, aumentar o acesso a exames preventivos, manter a imunização e incentivar a produção nacional de vacinas. Também propõe digitalizar o sistema e utilizar tecnologia para agilizar o agendamento de consultas e exames.

Uma das medidas propostas é contratar serviços e exames da rede privada em horários ociosos, aproveitando equipamentos e estruturas que estejam disponíveis para atender pacientes que aguardam na fila, mas como um complemento ao serviço já oferecido na rede pública. O plano, portanto, não estabelece a privatização do SUS nem o fim do atendimento público e gratuito.

FARMÁCIA POPULAR: NÃO HÁ PREVISÃO DE ENCERRAMENTO
O plano de governo de Flávio também não prevê explicitamente acabar com a Farmácia Popular, como sugerem publicações nas redes sociais. Embora defenda, em um âmbito geral, cortes de despesas e uma revisão da estrutura administrativa, o documento não identifica o programa como alvo dos ajustes.

Na área de medicamentos, o programa propõe criar um sistema de entrega domiciliar para idosos, pessoas com deficiência e pacientes com doenças crônicas, de modo a facilitar o acesso ao tratamento. Essa proposta não equivale a qualquer questão sobre o futuro da Farmácia Popular, que não é citada nominalmente nesse trecho. Em suma, não há respaldo no plano para afirmar que o programa será extinto

BOLSA FAMÍLIA: COMPROMISSO EM MANTER PROGRAMAS SOCIAIS
Enquanto postagens na web falam de uma suposta intenção de Flávio de acabar com o Bolsa Família, o plano é explícito quanto à orientação geral: manter e aperfeiçoar os programas sociais existentes, com melhoria da gestão, correção de distorções e combate a fraudes.

O Bolsa Família não aparece nominalmente na passagem que estabelece o compromisso, mas o plano do candidato do PL diz que pessoas que dependem da ajuda estatal para ter comida na mesa não terão a assistência retirada.

O programa de governo também propõe aproximar os beneficiários de oportunidades de primeiro emprego, qualificação profissional e intermediação de mão de obra. O plano prevê ainda a possibilidade de retorno ao benefício após a perda do emprego, desde que os critérios de elegibilidade continuem sendo atendidos.

APOSENTADORIA, BPC E LOAS: SEM EXTINÇÃO
As acusações sobre o fim da aposentadoria feitas nas redes sociais também não encontram respaldo no texto. O plano dedica uma seção ao chamado “INSS sem fila”, com propostas de digitalização dos processos e profissionalização da gestão do instituto para reduzir a espera pela análise dos benefícios.

O documento também prevê medidas para combater fraudes que prejudiquem aposentados e pensionistas, sem trazer qualquer proposta para extinguir a aposentadoria.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) também não são citados nominalmente como alvos de cortes ou de extinção no plano de governo. Na verdade, o programa estabelece, de forma geral, a manutenção dos benefícios sociais existentes e inclui políticas voltadas a idosos e pessoas com deficiência.

FONTE:PLENO NEWS


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