Pouca gente sabia o que eu escondia. Uma voz que eu usava só quando podia. Cantava baixinho para não incomodar, sem imaginar onde Deus me ia levar. Nunca pensei que o meu história fosse interessar alguém. Por muitos anos, fui apenas motorista, um homem simples, de origem humilde, que teve a oportunidade de trabalhar dirigindo-se para o presidente Jair Bolsonaro.
Muita gente me pergunta como era ele no dia a dia e respondo sempre à mesma coisa. Era um homem simples e tinha um coração bom. Eu não estou a falar de política, estou a falar de convivência, de quem vê de perto, no silêncio, longe das câmaras. Eu passava horas de condução, viagens longas, dias corridos, muita responsabilidade.
Mas havia uma coisa que pouca gente sabia sobre mim. Eu cantava, sempre cantei desde menino, só que eu tinha vergonha. cantava baixo sozinho, quando achava que ninguém estava a ouvir. Às vezes, enquanto esperava dentro do carro, eu ficava ali olhando em frente e cantando baixinho.
Era a forma que eu tinha de conversar com Deus. Um dia eu pensei que estava sozinho. O carro estava parado. Eu à espera de terminar uma reunião, comecei a cantar uma canção gospel que a minha mãe gostava. Cantei com o coração, fechei os olhos, esqueci o mundo e deixei a voz sair.
Quando terminei, ouvi uma voz atrás de mim. Ué, você canta assim e nunca disse nada? Eu tomei um susto. Era o presidente. Eu Fiquei sem saber onde enfiar a cara. Desculpa, senhor, eu só canto assim de vez em quando. Ele deu uma riso daquele jeito simples dele e disse: “Rapaz, isto não é de vez em quando, não. Isso aí é dom.
Dom que Deus te deu.” Nunca esqueci dessas palavras. Ele ficou quieto durante alguns segundos, depois falou: “Continua a cantar, não perdes isso não. Há muita gente que tem tudo e não tem o que tu tens”. Naquele dia senti algo diferente dentro de mim. Não era orgulho, era como se Deus estivesse a dizer: “Eu estou a ver-te”.
Muita gente pode dizer o que quiser, mas eu vi de perto atitudes que ninguém vê. Já o vi tratar funcionário com respeito. Já o vi parar para ouvir gente simples. Já o vi a preocupar com quem ninguém se preocupava. E comigo ele foi assim. Nunca me tratou como menos, nunca me tratou como invisível.
E nesse dia, aquele dia em que ele me ouviu cantar, foi a primeira vez que senti que a minha voz podia ir além do carro, para além da garagem, para além da minha vida simples. Hoje, quando as pessoas dizem que se emocionam quando eu canto, lembro-me daquele momento, do banco da frente, do retrovisor e da voz, dizendo: “Isto é um dom de Deus”.
E acredito até hoje, o dom da voz foi Deus que me deu. Eu já fui motorista na estrada da vida, conduzindo sonho sem saber para onde ia, carregando gente importante no banco de trás, mas dentro do peito guardava algo mais. Pouca gente sabia o que eu escondia.
Uma voz que eu usava apenas quando podia. Cantava baixinho para não incomodar. sem imaginar onde Deus me ia levar. Na garagem vazia, depois do trabalho, cantava, olhando para o céu estrelado e dizia em silêncio, com o coração cheio: “Se este é um domu Senhor, eu aceito”. Nunca pensei que o Brasil me fosse ouvir, que a minha história alguém ia sentir.
Eu era apenas mais um homem comum, mas Deus escreve certo mesmo no incomum. Foi o dom da voz que Deus me deu. Quando tudo parecia perdido, ele apareceu de motorista da vida, sem palco e sem luz. Hoje canto ao povo e agradeço a Jesus. Se a minha voz emociona, não é mérito meu.
Foi presente do céu, foi Deus que mo deu. E se o O Brasil inteiro parou para escutar, foi porque o milagre quis usar-me quente. Um dia pediram-me cantar sem aviso. Tremo e confesso. Perdi até o sorriso. Achei que era brincadeira, coisa sem valor, mas quando cantei senti o calor. Olhos encheram-se silêncio no ar, pessoas a pararem só para me escutar.

E alguém falou: “Este homem tem um dom.” Naquele momento tudo mudou de tom. A notícia correu mais depressa que o vento. De repente, o meu nome estava no momento. Quem me via na rua parava para falar. Canta aquela canção que nos faz chorar. Eu entendi que não era por fama, nem por dinheiro, nem por quem chama.
Era propósito escrito lá no céu, um plano guardado apenas para um fiel. Foi o dom da voz que Deus me deu. Quando tudo parecia perdido, ele apareceu de motorista da vida, sem palco e sem luz. Hoje canto para o povo e agradeço a Jesus. Se a minha voz emociona, não é mérito meu.
Foi oferta do céu, foi Deus que mo deu. E se o Brasil inteiro parou para ouvir, foi porque o milagre quis usar-me no tope. Quantas noites chorei sozinho, pensando que o meu sonho era pequenino. Mas Deus não escolhe pelo que você tem. Ele escolhe quem tem fé também. Se hoje eu canto para a multidão, foi ele que me deu a mão e cada nota que sai do meu coração.
É oração, é gratidão. Ainda me lembro do volante na mão do rádio a tocar no fim do plantão. Cantava junto sem imaginar que um dia o povo ia ouvir-me. Não foi sorte, não foi por acaso, foi Deus escrevendo cada passo. Quem me viu simples vai entender. Quando ele quer faz acontecer.
Foi o dom da voz que Deus me deu quando ninguém acreditava. Ele prometeu que o homem simples também pode vencer quando confia e não deixa de acreditar. Se a minha voz hoje toca o Brasil, foi Deus que escreveu cada fio do destino meu. E se alguém perguntar como tudo começou, foi no silêncio quando eu cantava para o Senhor o cortar.
O dom da voz não foi conquista, foi missão. Quem canta com fé nunca canta em vão. Oh.
FONTE:https://news2.goldnews24h.com/






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